Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

28 julho, 2011

Modelos i3d



Além dos produtos meramente utilitários a impressão 3D permite obter modelos de comboio (como o acima), um modelo à escala 1/60, que permite uma construção com muito poucos parafusos ou então a impressão de veículos não tripulados concebidos de raiz para determinada finalidade (a impressora é uma daquelas que funciona com material em pó que após ser sinterizado numa camada recebe uma nova camada de material que por sua vez é também sinterizada, bastando esperar um pouco no final para tirar o modelo impresso da bacia com pó que poderá ser empregue novamente noutra impressão.




Fonte: New Scientist.


23 julho, 2011

A caminho da fabricação pessoal

Em França nos anos 20 havia umas oficinas/locais de aprendizagem de fabricação itinerantes. O conceito de laboratório de fabricação, oficina técnica ou espaço de "hacking" como se vê não é tão novo como alguns julgam. No caso acima a oficina itinerante era promovida pelo ministério da agricultura e permitia dar vida a um local que no Inverno ficava algo isolado.
Quando para produzir algo é necessário efectuar um grande investimento este fica fora do alcance do comum dos mortais. Os laboratórios de fabricação como o fablabedp, ou os espaços de hacking como o altLab são locais onde se pode partilhar ideias para construir algo. Onde equipamentos caros são colocados à disposição dos utilizadores por valores nulos ou sem grande expressão. O espaço do fablab parece ser mais orientado para uma visão de empreendedorismo, o do altLbab parece ser mais artístico (há mesmo partilha de espaço com artistas plásticos e músicos).

O fablabedp possui uma série de equipamentos dos quais destaco duas fresas para madeiras/cartão prensado ou matérias com consistência similar ou menor, sendo uma de bancada para objectos de pequena dimensão e outra de grande dimensão ocupando um espaço à parte para evitar poeiras e ruído, uma máquina de corte a laser e uma de corte de vinil, ou seja o equipamento mínimo para um fablab, aguardam agora a chegada de uma impressora 3D. Ao equipamento mínimo juntam-se uns computadores instalados numa bancada, uma mesa de trabalho, uma outra bancada com alguns equipamentos ligeiros como chaves e ferro de soldar. O Público em Fevereiro publicou um artigo sobre a inauguração do fablabedp. Infelizmente não conheço pessoalmente o espaço da altLib.

Para se usar o fablab é necessário entrar em contacto por mail com a equipa.

Voltando a França, mas a algo bastante mais recente, no «Futur en Seine» o redescobrir das oficinas itinerantes, agora aplicando tecnologias avançadas e onde os "fazedores" trataram de passar de esboços de ideia, a CAD e depois mesmo à fabricação, tudo num pequeno período de tempo.

Fab Lab Squared por Futur_en_Seine [fr]

Neil Gershenfeld, um dos pioneiros da fabricação computadorizada, faz uma resenha do seu trabalho no MIT onde começaram por ligar computadores a máquinas para criarem peças de helicóptero, voltando atrás às moléculas fabricantes (ribossomas). A fabricação pessoal não serve para produzir aquilo que podemos comprar numa loja, mas aquilo que tem como mercado potencial, o próprio. (ver vídeo abaixo [en]).

Le Futur de la création - Neil Gershenfeld por Futur_en_Seine [en]

Algo que é realçado por muitas pessoas que participam em movimentos como o dos FabLab é que a partilha e a troca são parte substantiva da experimentação. Os FabLab são regidos por uma carta de obrigações que implica explicitamente a troca de conhecimentos. Outro princípio que surge frequentemente é o da reapropriação das ferramentas empregues quando não a da sua própria fabricação ou montagem.


Quando Cory Doctorov permitiu a leitura do seu livro Makers, em pré-edição no sítio da Tor, fui acompanhando a leitura do livro como faço praticamente com qualquer livro que leia hoje, vendo se há alguma atmosfera do livro no que vai sucedendo à nossa volta. Foi aí que comecei a aperceber-me deste movimento de pessoas que sem uma formação específica numa área penetravam nessa área usando aquilo que eu chamo de visão lego da coisa. Pode-se não perceber nada de estética vitoriana, mas pode-se ser um «steampunker» na mesma. Outra coisa que me espantou foi o movimento de tecnologistas tradicionais ou melhor dito de, por exemplo, impressores que juntam a produção digital aos processos tradicionais como por exemplo os impressores de aviões de papel que usam tecnologia de dobragem de envelopes para dobrarem os aviões de papel.

Este movimento de novos "fazedores" teve um forte impulso nos EUA, com Dale Dougherty cujo moto é "Nós todos somos fazedores". Dale Dougherty é o fundador da revista Make Magazine e da feira Maker Faire, o maior acontecimento dedicado ao movimento de "fazedores", sendo um nome de referência numa comunidade extremamente diversa e dinâmica e em plena expansão.

Tirando partido da vaga do faça-você-mesmo foram aparecendo vários locais de fabricação digital, alguns associados a escolas outros a empresas e ainda outros a grupos heterogéneos, algumas pequenas empresas, muitas delas com sítios na internet como a instructables que partilha instruções de fabricação de um grande número de "coisas", da etsy que ajuda a verder as criações (físicas), thingiverse, repositório de projectos, seminários sobre diversas técnicas e tecnologias sobre todos os géneros (arduino, pintura a luz, escultura em diversos materiais, impressão 3D, algumas assembleias informais, trabalhos académicos, etc, etc...


Tem continuação nas próximas semanas... Quem são estes fazedores

22 julho, 2011

Area 52 - Projection Mapping



A Alienware promoveu uma projecção mapeada em alta resolução em ambiente CAVE, no lançamento do «Area 52 Airstream».

Festo




Voando como uma ave robótica, na TEDGlobal 2011. Menos de 0,5 kg, Envergadura de aproximadamente 2m, Mais de 1 metro de comprimento.


21 julho, 2011

Sinterização a LASER - I3D


Na sinterização a laser o modelo é impresso camada a camada, o laser traça linhas estreitas no pó. O pó que se funda e se cole forma uma fina camada do modelo. Após a impressão de uma camada é espalhada uma nova camada por um tambor. A impressora têm uma câmara de impressão aquecida até a uma temperatura imediatamente abaixo do ponto de fusão do pó usado. O feixe LASER acrescenta a energia extra para fundir o pó, que após arrefecer forma o modelo sólido.

No final obtem-se um grande bloco aquecido de pó com o modelo impresso na câmara.


A Zprinter acima combina a sinterização a laser com uma componente de impressora de jacto de tinta permitindo a criação de modelos multicoloridos.


  • QUMA



    QUMA é mais um dispositivo de entrada, com aspecto humanóide, onde um operador mexe o "boneco" físico e no programa de computação gráfica (CG) o movimento é replicado. O QUMA foi desenvolvido por três firmas japonesas a SoftEther, a CELSYS, e a Vivian Corporation. O robot funciona como um rato e teclado de computador, é de pequeno porte, pode ser ligado através de uma porta USB e é electricamente alimentado a partir desta. Os membros e o pescoço podem ser movidos à mão, há sensores dentro das articulações. Os seus fabricantes acham ainda que pode ser usado em jogos.


    Fonte: Techcrunch.



    19 julho, 2011

    Um xPad - Faça Você Mesmo



    Um chinês resolveu pegar nas suas mãozinhas e resolveu criar um clone do iPad. Liu Xinying demonstra nestes dois vídeos como criar um "clone" de iPad a partir de peças de computador, um ecrã táctil e outras peças. A música é um heavy metal de que não gosto.


    Microrobots de antenho

    Existem um grande número de investigações na área dos micro-robots. Os micro-robot que são descritos de forma breve abaixo são robot que foram desenvolvidos no final da década passada.





    Na micro-robótica clássica foram desenvolvidos robots com elevado grau de integração e muito especializados, que eram capazes de efectuarem micro-manipulações controlados por um sistema central. No entanto a primeira "formiga artificial" ainda está longe de ser desenvolvida pois tal exigiria a integração de todas estas características e ainda uma forma de criar enxames de insectos.



    Há vários projectos de investigação que se orientaram para o estudo do comportamento de enxames e que tentam transferir os resultados para simulações ou robots físicos. Foram mesmo criados pequenos grupos de 10 a 20 robots capazes de mimetizarem alguns aspectos de tais insectos sociais. Contudo, os robots usados são normalemente muito maiores que as suas imagens naturais, e têm capacidades reduzidas de percepção, manipulação e co-operação.







    O projecto i-swarm combina: micro-robótica, sistemas distribuidos e adaptativos assim como sistemas biológicos auto-regulados. Seria avanço tecnológico para tornar possível a produção em massa de micro-robots, que poderiam depois ser usados em enxames "verdadeiros" consistindo em mais de 100 micro-robot clientes.


    Estes clientes serão equipados com inteligência pré-racional, diferindo em tipo de sensores, manipuladores e capacidade de cálculo. Espera-se que tal enxame robótico possa ser usado numa variedade de aplicações aplicando diferentes estratégias. O enxame deverá ser capaz de efectuar a sua dispersão, a sua agregação e ter uma percepção colectiva.



    O i-swarm usa actuadores baseados em polímeros, percepção colectiva, efeitos de micro escala, intiligência artificial e colectiva.


    Após cerca de 4 anos de investigação o projecto conseguiu produziu uns quantos protótipos de micro-robot, com um sistema de locomoção por micro-passos (usando piezoelectricidade), uma célula solar, módulos de comunicação por infra-vermelhos e um ASIC, tudo num pacote compacto.


    O nome i-swarm vem de "Intelligent Small World Autonomous Robots for Micro-manipulation". No entanto não tem nada para manipular, excepto uma pequena plataforma ao contrário do robot MiCRoN que tem uma pinça, nem o número, 90, de robot dos enxames dos "Alice". Ver vídeo abaixo.







    18 julho, 2011

    AstroFesta 2011

    Em 2011 comemoram-se os 150 anos do OAL e os 100 anos da FCUL e da UL,
    para assinalar este facto foi decidido escolher o Observatório Astronómico de Lisboa como local para realizar a ASTROFESTA no fim de
    semana 5, 6 e 7 de Agosto de 2011 (quarto-crescente da Lua, como é habitual).


    A organização, que está a cargo do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, é assumida conjuntamente pelo Centro Ciência Viva de Constância, o Observatório Astronómico de Lisboa e pela Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores.


    Além das observações possíveis no céu de Lisboa, está planeado um conjunto de palestras, algumas das quais de temática histórica, e também
    uma actividade forte centrada em workshops ligados com a utilização de telescópios e a astrofotografia. Falaremos dos telescópios do passado,
    do presente e do futuro.


    Toda a informação sobre este evento já se encontra disponível no site:

    http://astrofesta2011.oal.ul.pt

    Participe e divulgue!

    17 julho, 2011

    Pistolas - Estas não disparam



    Nos últimos tempos têm aparecido nas minhas leituras alguns automaton, os pássaros acima são um exemplar de minúcia, são um resultado de relojoaria suiça. O vídeo apresenta uma animação dos mecanismo empegues.

    15 julho, 2011

    Caixa de madeira de 1965



    Espero que vejam este vídeo e fiquem com água na boca como eu, estou completamente babado. Não quero estragar a surpresa...

    Wall-E5 - Versão Lego



    Este robot transforma-se desde o formato de um cubo até um robot muito similar ao famoso Wall-E(R). Este robot apareceu pela primeira vez no BrickWORLD de Chicago dete ano e foi produzido por uma equipa verdadeiramente internacional


    O processo de transformação é controlado por 2 consolas remotas NXT. Cada consola é mestre de 3 escravos NXT. São usados um total de 6 NTX nesta construção. Estes 5 escravos controlam 17 servomotores NXT e 16 pares de LED para os olhos. São ainda usados uma série de sensores tácteis como interruptores.


    O peso total é de cerca de 15 kg.


    Fonte: mindstorms.lego.

    Curiosity



    Esta animação mostra o que sucederá em Agosto de 2012, se tudo correr bem, com a «Curiosity» o rover que a NASA prevê enviar a Marte. O rover é muito maior do que os anteriores, sendo do tamanho de um utilitário e cheio de um conjunto de laboratórios a bordo

    Durante o processo de entrada usa uma série de foguetes para manobrar até à área de aterragem. Uma vez reduzida a velocidade a Mach 2 (a pressão atmosférica na supefície de Marte é de 0,5% da da Terra) um paraquedas é libertado. À medida que o veículo de transporte reduz a velocidade o escudo de calor é deitado fora e o radar detecta a que velocidade se aproxima da superfície de modo a reduzir a velocidade para uma aterragem suave.

    O último passo é o do chamado "grua do espaço" que desce o rover por um cabo comprido a partir do da nave sustentada por foguetes.

    Após a Curiosity começar a deslocar-se essa deslocação não será limitada pela luz do dia para alimentação de baterias através de paineis solares. Esta foi a limitação que determinou o fim das operações de uma das anteriores sondas. A Curiosity tem uma carga de 4,8 kg de dióxido de plutónio que serve de fonte de energia. A missão científica está especificada como durando 2 anos da Terra, mas espera-se que dure mais.

    O rover irá procurar rocha como a dos leitos de rios marcianos onde se poderá encontrar evidências relativas aos ambientes de Marte primevos. Para tal as dimensões da Curiosity são grandes e a carga nuclear irá dar-lhe uma autonomia para viajar 20 km durante a sua vida.

    Os geologistas e os astrobiologistas também desejam saber se há condições necessárias para a presença de moléculas orgânicas. Na animação mostra-se um laser e um engenho a efectuarem experiências. O laser irá projectar um feixe e pela resultado da sua reflexão determinar a composição das rochas.
    O engenho irá efectuar furos de aproximadamente 1cm de diâmetro e irá extrair poeiras dos furos que cria para executar experiências de mineralogia ou para detectar moléculas orgânicas.

    Estas experiências apontam para a pergunta de se saber se Marte pode ter tido, em algum momento, um ambiente capaz de suportar vida.



    I'm pic, picChess

    Artur Benemann, brasileiro, estudante de engenharia electrotécnica, começou a criar como projecto de curso um jogo de xadrez usando um microcontrolador, para ser jogado num monitor VGA. O projecto foi criando vida própria e cresceu para um dispositivo com saída de vídeo, teclado e interface de utilizador, áudio com efeitos sonoros, relógio e termómetro (não faço a mínima ideia do que faz um termómetro num jogo de xadrez). Tem ainda uns efeitos visuais à la jogo da vida ./p>

    O código foi escrito de raiz, quer as rotinas de vídeo quer de áudio representaram um trabalho demorado, estando o código praticamente todo comentado.





    Artur pede para avaliarmos o seu trabalho e se acharmos que merece votemos nele no "Microcontroller Contest", e no "Toy Challenge".


    Podemos encontrar uma lista de materiais, instruções, esquema e código fonte no instructables para o picChess.

    Como se produz uma objectiva da LEICA

    Leica Lenses (English) from leica camera on Vimeo.


    Quando miúdo quando se falava de máquinas fotográficas havia duas referências tidas quase como inatingíveis uma era a Hasselblad a outra era a Leica. É evidente que nunca adquiri uma Hasselblad (embora conheça esquema para fantasiar uma Hasselblad de furo de alfinete). Quanto à Leica limitei-me a ter objectivas e hoje pude observar como produziam aquelas objectivas.

    14 julho, 2011

    Barco à Vela Sem Tripulação



    Este vídeo mostra a primeira sessão de navegação do VAIMOS. VAIMOS é um barco à vela sem tripulação, autónomo concebido para efectuar medidas oceanográficas de superfície. Baseia-se num Mini JI. O projecto é da responsabilidade do IFREMER o Instituto Francês de Investigação para a Expolaração do Mar e por algumas universidades francesas. Foi apresentado por Olivier Menage e por Thomas Gorgue.

    Missão Impossível - nah

    Carinho de Verdade foi uma campanha, um movimento para combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. A campanha foi lançada em 19 de outubro, no Rio de Janeiro, pelo Conselho Nacional do Sesi em parceria com a Rede Globo, e outras organizações que integram as redes de enfrentamento à violência sexual no Brasil.


    A Visualfarm teve o orgulho de participar do projeto, criando o conteúdo 3D usado no mapeamento arquitetônico da estatua, além de realizar e produzir tecnicamente a ação.



    Foi um dos trabalhos mais complexos e emocionantes que realizaram e teve a direção e criação de conteúdo de Fernando Salis.






    Sigas e outros ysonhos



    A yDreams desenvolveu um conjunto de soluções avançadas de apresentação de informação para o Santander na sua sede perto de Madrid.


    O Sigas (Santander Interactive Guest Assistants), são um conjunto de cinco robots com 61cm de altura que encaminham os visitantes da sede até ao seu destino.

    Os robots usam 16 sensores de sonar para detecção de objectos e rádio-frequência para se orientarem a partir das 12 etiquetas RFID, cada robot é autónomo e partilha informação com os restantes para efectuarem com eficácia as suas suas tarefas.

    Quando estão à espera podem tocar música, interagirem com as pessoas ou trocarem conversas uns com os outros.


    As restantes componentes do sistema avançado inclui paredes interactivas, mostradores tácteis, realidade aumentada e mostradores de LED.




    Fonte: yDreams.






    Guerra das Estrelas



    O estudante da Universidade do Illinois, Arthur Nishimoto concebeu um jogo de "Guerra das Estrelas" muito interessante. O Fleet Commander foi desenvolvido para um mostrador multitáctil LCD de mesa com mais de 1m de diagonal. Os 56 segundos do vídeo montram o jogo de estratégia em acção. No vídeo usam a parede com cerca de 6 metros de comprimento do laboratório EVL





    Informação adicional: Fleet Commander.

    LiveLight



    Este clone do sistema Ambilight da Philips
    permite-lhe melhorar a sua experiência como expectador de vídeo. É limpinho, compacto e eficaz. Todos os componentes ficam dentro de uma caixa devidamente etiquetada que permite até 9 ligações USB para as tiras de LEDs de RGB. As tiras de LED são montadas na parte traseira do ecrã.

    As tiras são controladas por um ATmega32 e uma pastilha FTDI. O programa lê os dados de cor a partir do vídeo e envia essa informação para o LiveLigth. A iluminação é gerada de forma dinâmica. Para ver o detalhe deste projecto e obter o respectivo código fonte clique aqui [original em filandês].