Ainda a Pensar

Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

12 outubro, 2019

Lisbon Maker Faire

Hoje de manhã resolvi reservar uma horinha e pouco para dar um pulo a Benfica à Lisbon Maker Faire.  Tinha ouvido falar dela pela Shifter e pelo Luís Dinis. Sabia que não tinha muito tempo disponível pois ia e veria de boleia da minha irmã, demasiado preocupada com as coisas práticas da vida.

Após o nosso registo à entrada e andando um pouco vi do lado direito uma série de carrinhas de comes e bebes e do lado esquerdo o espaço da mauser.

Estacionei um pouco no stand da marianacostaesilva. Devo dizer que esperava ver os seus brinquedos (sou maluco por piões) mas não sei porquê não estive atento.

Depois a minha visita decorreu de forma muito orgânica (caótica) tendo ido espreitar umas quantas construções. Observei em especial as formas de encaixe. Numa semi-esfera os encaixes de suporte eram feito de uma espuma de borracha, numa sela gigante (há falta de melhor descrição) os entalhes faziam de encaixes. Andando mais um pouco passei pelos pavilhões de alguns fabs e parei no stand de que mais gostei o hackyracers. Gostei da forma de apresentação do projecto, como projecto educativo para diversos grupos etários, gostei que para se ter uma componente lúdica fosse necessário dar ao pedal, podia ficar a falar mais tempo.

Ao lado do stand dos hackyracers estava o Hortomation um projecto que seria muito adequado pois mato qualquer planta cá em casa, por falta de rega. Algo que não vi mas gostaria de ter visto seria o formigário da mirmex.

Não, não tirei fotos, claro que estou a ser resumido com a verdade, mas só um pouco.

No retorno dessa alameda parei do fab das aldeias de xisto e fiquei surpreendido por não ver nada com o mesmo. Fiquei curioso com as superfícies acústicas foi pena que as explicações quando pareciam estar a tornar-se interessantes pararam.

Gostei do cantinho com alguns brinquedos como o "lago" dos peixes com cana de pesca (lembra-me um brinquedo que um dos meus irmãos recebeu há mais de 50 anitos).  Por traz tinha um teatrinho julgo que de marionetas mas não tenho a certeza.

Já escrevi demais para os meus hábitos actuais, vão!

24 maio, 2018

GDPR

Ontem tive uma interacção curiosa com uma publicação de que sou assinante no digital. Pediu-me para seleccionar que tipo de cookies eu aceitava ou não, sendo que a primeira opção era a de aceitar os cookies obrigatórios (sic), presumi que as restantes opções fossem opcionais. Quando peço para continuar tenho direito a uma maravilhosa página informando que a minha opção não me permite ver mais nada a não ser essa mesma página e voltar atrás para seleccionar uma daquelas coisas que considerei opcionais.


09 março, 2018

Os meus apontadores

Em tempos tive um blogue que pouco passava de uma lista de páginas visitadas no dia e que se destacavam, designei-o de "Os Meus Apontadores". Acho que passarei a fazer algo similar mas com uma periodicidade semanal.

Hoje começo a produzir novamente uma lista do género.

Hypersciences will fire objects at hypersonic speed to tunnel 10 times faster for oil, geothermal and Hyperloops
apresenta uma série de novas tecnologias de perfuração com aplicação quer na indústria dos petróleos quer na energia geotérmica.

Parece que a moda dos foguetes low-cost veio para ficar.

De muito alto a caminhos mais terrenos apresentou-se novamente o PAL-V. Já em terra (mas pouco nalguns casos podemos ver as novidades automóveis apresentadas no Salão de Genebra de acordo com o TechCrunch (ambos os artigos), e de acordo com o Engadget.

De citycar a rato de computador a Simone continua a sua série de invenções desgraçadas.

Das novidades nos veículos de utilização quotidiana, para os modelos neste caso de comboios  (como se produzem modelos de comboios).

Para quem goste de brinquedos de construção pode dar uma vista de olhos aos vídeos do Samual com a série Knex in the Attic.

Uma revista web para ser lida off-line era algo que eu não esperava The Disconnect.

Esta leva deveria ter saído ontem mas tive uma visita médica para o meu pai que hoje faz 97 aninhos.

01 fevereiro, 2018

Vamos lá preparar os nossos hospitais para os nossos mais velhos

Como algumas pessoas sabem a minha família tem alguns gerontes. Nos últimos tempos algumas delas têm necessitado permanecer alguns dias hospitalizadas.

Algumas delas sentem-se abandonadas quando não se está perto (isto é, mesmo ao lado de mão dada) delas.

Como se sabe as nossas urgências quer em hospitais públicos quer privados por vezes estão a abarrotar. Dificilmente estão em condições de acomodar convenientemente quer os doentes urgentes e mito menos ainda esses e respectivos acompanhantes.

Esta semana estive cerca de 14 horas a uns 5 metros de uma pessoa mas demasiado longe para a mesma. Como sempre ficou zangada comigo como se a tivesse abandonado. Não havia espaço físico para que todos os mais velhos não orientados pudessem ser acompanhados e acarinhados.

Parece-me que temos como comunidade começar a replicar aquilo que naquele governo do Cavaco se fez para as crianças, criar o direito de serem acompanhados, levando a uma organização diferente do ambiente hospitalar.

Tratar estes doentes não depende só de actos médicos  de enfermagem, por vezes dependem também da presença de alguém com o qual haja reconhecimento instintivo.

23 novembro, 2017

Gosto mesmo de jornais, mas sou mesmo tendencioso

Nos últimos anos tenho tido muitas desilusões com quase todos os jornais ditos de referência, Expresso, Diário de Notícias, Público, Diário Económico, etc, etc. As reduções ou eliminações de «copydesks» faz-se sentir em demasiados textos, a nova ortografia também.

Por vezes nota-se a intervenção de correctores ortográficos que «corrigem» para palavras ortograficamente semelhantes mas com significado completamente diferente do que pretenderia o respectivo autor.

No entanto bastam poucos artigos ou crónicas para me reconciliar com os tais jornais. Por exemplo o artigo (peço desculpa por não ligar directamento ao Público) sobre a investigadora Maribel Miranda, ou a pré-publicação de um livro de um docente do técnico.

Admito que aquilo que mais gosto dos jornais é a crónica e a entrevista, não propriamente a notícia. Lembro-me de algumas crónicas do MEC quer no Expresso quer no Público que eram verdadeiras delícias, algumas sobre comida, outras sobre ortografia. Mas este está longe de ser o único cronista ou mesmo aquele de que mais gosto.

Realmente não tenho muita paciência para jornais do crime ou ditos desportivos.

09 janeiro, 2017

De Soares

Ontem ouvi a alguém que o Soares era mesmo culpado pela forma com Portugal descolonisou. Ouvi dizer que os retornados das ex-colónias o achavam responsável senão mesmo culpado.

Parece-me que se esquecem que responsáveis pela má descolonização foram todos os decisores políticos anteriores, mesmo muito anteriores, que não perceberam os ventos da história após a Segunda Guerra, que ao longo de uma guerra contra o terrorismo/de libertação em relação a Portugal não se preocuparam em criar condições para uma independência menos sofrida (sê-lo-ia sempre).

Quando chegou a vez dele, já não tinha armas por trás das palavras, só havia mesmo a entrega para despachar o assunto.

Realmente sou dos ditos retornados (saí de Angola com 12 anos, cheguei a Portugal com 13) que não está naquele primeiro grupo.