Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

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06 julho, 2008

Guia dos Cépticos

O Boston Globe não contente com o Big Picture também tem um Guia para Cépticos, conversas sobre temas da actualidade neste caso comemorando a apresentação de Darwin na Sociedade de Lineu. Este podcast é acompanhado por vídeos no youtube, que podem conter material não apresentado no podcast. A conversa do dia é com o Dr. Dean Edell, um médico das ondas da rádio, com entre 2 e 6 milhões de ouvintes. O percurso dele faz lembrar Marci Alboher. O Dr. Edell fala da miséria que se passa na divulgação de má informação sobre saúde, do efeito placebo, o uso de acupunctura na cura de dores, mas não de cancros e de como certos "médicos" usam os seus conhecimentos (ou a sua falta) nas "curas". Depois fala de estudos duplamente cegos (usados para determinar se algo de facto funciona ou não para curar ou manter a saúde) e pergunta quantos serão necessários para demonstrar que certas coisas não funcionam.

O programa termina com um desafio sobre se determinada coisa é ciência ou falsa ciência.

Na conversa que escolhi no youtube podem ouvir Christopher Hitchens, um jornalista que se tornou jornalista para não depender das notícias fornecidas pelas empresas.

P.S. Hitchens foi um dos jornalistas que testou em sí se a simulação de afogar uma pessoa era ou não tortura.

24 junho, 2008

Ciência, Tecnologia e Divulgação

Ontém o meu colega bloguer Renan estava muito aborrecido, melhor dizendo indignado, pela falta de qualidade de um artigo sobre ciência da revista brasileira Veja: 40 perguntas sobre o universo. O problema é que o problema por ele apontado, infelizmente, é demasiado frequente.

No Cosmic Variance encontrei a versão americana do problema apontado pelo Renan:

Numa análise recente (este artigo está coberto por uma licença Creative Commons) efectuada por Gary Schwitzer, um jornalista reformado, este, diz que em 500 artigos sobre saúde, na imprensa generalista nos EUA, foram encontrados por si os seguintes factos:

Só 35% das histórias foram consideradas satisfatórias quanto à pesquisa efectuada pelo jornalista sobre metodologia e qualidade das provas dos estudos que apresentavam, pois, «como se já poderá ter notado a ciência nas notícias é apresentada como afirmações absolutas verdadeiras ditas por figuras com autoridade e não descrições claras de estudos e de razões pelas quais as pessoas tiram determinadas conclusões a partir desses estudos.»

Só 28% cobriam de forma adequada as vantagens e 33% as desvantagens. Normalmente não apresentavam informação quantitativa útil, em termos absolutos, preferindo a afirmações mais chamativas como por exemplo «50% mais elevada».

Tenho que admitir que a impressão deixada no Renan, quanto ao trabalho do/a jornalista com um painel tão grande de especialistas, é semelhante à minha. Tendo ouvido tanta gente consegue em pouco tempo escrever tanta estupidez e pelos vistos ninguém se deu ao trabalho de efectuar uma revisão. Esta tentativa de divulgação científica é semelhante à que um jornalista da Sic faz quando cobre assuntos relativos às novas tecnologias.

Será que falar de ciências e de novas tecnologias em termos simples é tão complicado que jornalistas médios não o conseguem fazer sem abastardarem os temas, ou será que sofrem do efeito google como Carr diz que nos está a suceder a todos (tudo pela rama até esta diatribe).

A situação é muito bem expressa por Cectic.