Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

09 junho, 2010

Enviar Livros para Timor

Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.

Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte… não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é mto bom. O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pessão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

COMO MANDAR?

Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço. Devem enviar as encomendas em meu nome (*Joana Alves dos Santos*) para:

*Embaixada de Portugal em Díli

Av. Presidente Nicolau Lobato

Edifício ACAIT

Díli – Timor Leste*

E O QUE MANDAR?

Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

*SE NÃO MANDAREM PELO MENOS DIVULGUEM*

3 comentários:

Jorge disse...

Só não percebo porque teria de enviar com o nome de outra pessoa, assim o mérito é dela e fica ele a ter enviado 5000 livros ?

Cafonso disse...

O remetente serias sempre tu próprio mandavas para a embaixada ao cuidado da fulana que fez o pedido, a embaixada funcionaria como caixa postal, pelo menos é o que eu entendo.

Cafonso disse...

Houve alguém que me enviou um comentários sobre isto relativamente à terra onde nasci:

"Li e encontrei muitas afinidades. Quando me desloco pelo interior de Angola, pedem-me muitas vezes material escolar, gramáticas de português (dos mais velhos chego a receber o pedido específico da "gramática do José Relvas" julgo que seja algo com mais de 40 anos) e livros do ensino portugês relativos a física e matemática. A apetência é de tal modo intensa que eu já levo sempre umas quantas réguas (publicitárias) esferográficas e cadernos (e por vezes reforço os stocks comprando na capital da província que me serve de base). Os livros escolares dos meus sobrinhos esses já os levei daqui e distribuí há muito"

O problema desta gramática é estar esgotada mesmo na sua edição actualizada de 2001.