Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

16 fevereiro, 2009

Informação falsa

Muitos estudantes fazem investigações na Internet para os seus trabalhos académicos. No entanto, os mais jovens, ainda não estão suficientemente treinados para verificarem «factos» optando por vezes pela informação do primeiro local que encontrem.

Esta decisão pode ser errada. Para os treinar existem alguns sítios com informação falsa. Um desses sítios é o allaboutexplorers. Neste sítio os «investigadores» podem obter «informação» sobre alguns dos mais importantes navegadores. A informação falsa, inclui tanto o texto como a própria iconografia. Um exercício com piada seria tentar determinar quais os factos verdadeiros e quais os falsos. Podiam por exemplo começar com o Vasco da Gama.

Embora ache o tom do primeiro comentário, algo demasiado alarmista, acho-o contudo muito bom, embora não concorde com ele a 100% (mas anda lá perto). É nestas situação que vale a pena ter comentários.

1 comentário:

mariomartinsdto disse...

De facto tens toda a razão.

A internet demoveu a juventude do estudo livresco, é muito mais fácil encontrar o que procuramos no Google ou na wikipédia, do que nos livros de história, geografia, enciclopédias, etc... Acontece que a internet está cheia de lixo e mentiras (algumas delas, tal como tu dizes, intencionais), bem como de imensurável incompletude. Mas claro, como os livros são muito chatos de ler, é sempre melhor um copy/past da wikipédia - nem é preciso ler...

Confesso que a internet é, no meu caso, extremamente útil para encontrar decretos lei, tal como as alterações que sofreu desde a sua aprovação. Do mesmo modo utilizo a internet para encontrar doutrina e jurisprudência que serve a minha actividade de estudo e investigação.

Contudo, os jovens, na sua maioria, servem-se do copy/past como um mau advogado se serve tão somente da lei. É a coisa mais vergonhosa que existe e é importante que os professores punam severamente os alunos que seguem os caminhos mais fáceis. A exigência é o primeiro critério para uma geração apta a enfrentar os caminhos sinuosos da vida em comunidade.

Ao contrário do que diz a nossa ministra da educação e o Eng. José Sócrates, não é com falsas boas notas que evitamos estigmatizar os alunos. Estigmatizar os alunos é antes o acto de lhes atribuir boas notas quando, na realidade, o aluno não aprendeu nada e, no limite, cometeu plágio (ainda que de matéria falsa). Se levamos assim a nossa educação, então aí sim, temos uma nova geração estigmatizada por uma falta de critério, método, disciplina e objectividade.

Devemos premiar o esforço e punir a preguiça e o facilitismo. Nada na vida é fácil, o estudo também não pode ser. A nova geração enfrenta um dilema: seguir os caminhos fáceis, ou seguir os caminhos difíceis.

A matemática é simples: se existem os fáceis, vamos por esses. Daí que seja necessário a presença autoritária do professor que os ensine que os caminhos fáceis, geralmente, não trazem grandes recompensas.

PS: Bom post e bom alerta!