Faça uma pergunta. Uma frase interrogativa. Logo.
Depois de se aproximar do microfone não faça uma previsão de uma entrada no seu blogue, muito antecipada, detalhando as suas brilhantes teorias sobre a importância crescente do espaço da realidade aumentada pela biometria, ou por qualquer outro tema. Tal não nos interessa. Faça só a sua pergunta.
Quanto maior for a audiência menos nos importa quem é.
Excepto se lhe for pedido que se apresente a si mesmo antes de efectuar a sua pergunta, não se apresente. Não desejamos conhecer o seu blogue ou a sua empresa em fase de arranque ou a sua tese. (Se o desejarmos iremos à sua procura depois da conferência.) Se lhe for pedido que se introduza, diga o seu nome e de onde vem (não da localidade, mas sim do seu local de trabalho ou similar).
Não pergunte por perguntar. Pergunte.
Não é necessário prefaciar a sua pergunta com um "Gostaria de perguntar sobre o uso do Twitter numa sala de aula." Se chegou ao microfone tem obviamente autorização para perguntar. Pergunte!
Cada palavra a mais faz-lhe perder um ponto na sua pergunta.
Observe esta simples fórmula:
Resposta Importante / Comprimento da questão = Qualidade da questãoA única variável que pode controlar nesta equação é a do comprimento da sua pergunta. Está a apontar para a pergunta mais curta possível que produza a resposta mais interessante possível. Seja económico.
Faça perguntas abertas.
Se está a pensar fazer pergunta com resposta de sim ou não pense outra vez. Se uma pergunta começar com algo do género "é ou não...", "será ...". Veja se pode efectuar uma pergunta do género "Como ...", "O que é que..." ou "Porque é que"...
Volte para o seu lugar depois de colocar a sua questão
Ficar com ou no microfone parece que está a manter um diálogo com os conferencistas. Não está. Se tiver uma pergunta verdadeiramente interessante a fazer volte para o seu lugar e depois volte-se a colocar na fila.
Para reforçar, a assistência não se encontra na conferência para o escutar.
Mantenha em mente este princípio e o resto deve seguir-se naturalmente.
Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)
23 março, 2009
Como fazer perguntas em conferências
22 março, 2009
21 março, 2009
20 março, 2009
19 março, 2009
13 março, 2009
12 março, 2009
Razões pelas quais quem trabalha em informática parece ter tempo livre
Inutilidade
O Click Bored criado por Gerard Fernandez é um brinquedo web com uma pitada de máquina do tempo: clique uma vez e 10 minutos da sua vida desaparecem.
10 março, 2009
Artigos a Ler/Ouvir e Rever
Nova Spivak publicou no Twine um longo artigo sobre o Wolfram Alpha [abre em Maio]. Neste artigo alguns dos comentários são quase tão importantes como o próprio artigo que é um dos que com o tempo vai sendo actualizado.
Estou a ler isto e a preparar-me para ouvir a entrevista da Marissa Mayer feita pelo Charlie Rose, depois dos economistas parece ter chegado a hora dos tecnólogos.
Ditos de gajos mais inteligentes do que eu
Ao referir-se ao Wolfram Alpha, Nova Spivak diz (aproximadamente):
Geralmente se alguém se propõe fazer algo como isto, eu teria dito que tal não era prático. ...
Mário Valente no seu post de maioridade diz:
Quem esteve no TakeOff 2008 sabe do que é que estou a falar: a melhor ideia é aquela que nos mete mais medo e que toda a gente diz para não a fazermos...
07 março, 2009
Erros em jogo didáctico
Os erros detectados em jogo didáctico no Magalhães podem ser mais perigosos para a cultura do que a concentração de investimento que representa ser entregue um Magalhães a uma parcela significativa das crianças em idade para a escola básica. Parece que uma parcela que não o vai ter é a parcela das pessoas com deficiência, algo que não abona favoravelmente em relação ao projecto do e-escolinha e a profusão de sinais do buraco de fechadura em sites públicos, mais conhecidos por ícone de acessibilidade, que claro não existem no site de tal projecto. Volto no final ao site do e-escolinha.
Ontem o meu irmão mais velho passou na tabacaria que me abastece de jornais e revistas, trazendo com ele a Ler de Março, nela, logo na capa, como "teaser" embora fora de contexto cita-se António Barreto dizendo: «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal»
. E António Barreto ainda não sabia desta notícia, mas claro que ele não se referia ao tal programa cravejado de erros.
Os erros detectados levam-me a pensar que seria interessante lançar um projecto de revisão de traduções em programas/manuais/artefactos "open source". O tal programa cheio de erros era uma "tradução" de um programa efectuada por um amador que não foi auxiliado com uma revisão em forma. Os erros eram na maior parte dos casos verdadeiras calinadas detectáveis com uma leitura cursiva. Houve, talvez, excesso de voluntarismo e demasiada boa vontade por parte do tradutor. Tive um colega de trabalho que tinha nascido em França, filho de emigrantes, que dava o mesmo tipo de erros sempre que era necessário escrever ou falar. Tecnicamente era brilhante, mas junto de um cliente não podia abrir a boca pois quando o fazia chegava a dizer o contrário do que o que queria dizer.
Voltando ao site do e-escolinha fico espantado com os «créditos e informação técnica»:
«Esta aplicação foi desenhada para monitores com uma resolução de 1024 x 768 pixels, nos quais pode ser utilizada em modo kiosk (F11). Segue as recomendações W3C, sendo estável nos browsers que as implementem. Testada nas versões de 2006 dos browsers Internet Explorer(recomendado), Firefox e Netscape para Windows.
Numa aula de Religião e Moral no meu primeiro ano do ciclo (o equivalente ao 5º ano actual, o nosso professor, um padre pede-nos um dia para fazer-mos o sumário da aula. Cerca de 40 por cento dos alunos faz um sumário com todos os pontos tratados nessa aula, mas nenhum (incluindo eu) tem nota positiva pois o sr. padre nos informa que estão todos errados pois a ordem não tinha sido aquela que os nossos enunciados dariam a entender. Ou seja estava errado um sumário que não reflectisse todos os pontos tratados e na ordem correcta. Neste «Créditos e Informações Técnicas» começo por não ver créditos de nada, seguindo-se informação técnica algo resumida e incorrecta. Dizer que se seguem as recomendações do W3C sem especificar quais é como dizer que se seguem os regulamentos aplicáveis, sem dizer quais, depois fala de um modo kiosk sem usar a expressão quiosque e termina com a pérola de recomendar o Internet Explorer e de nem sequer indicar como SO linux mesmo tendo o Magalhães uma distribuição Caixa Mágica.
Já agora no tal site não há separação entre "browser" e a palavra que se lhe segue: "que". Parece que nem uma revisão ao site fizeram.
. Que forma estranha de facilitar a acessibilidade à literacia em tecnologias de informação. Já apetece usar uma expressão do género. Porreiro Pá, não confundir com pó c...
Voltando ao jogo, se calhar têm que o usar na actual versão como meio de como não escrever. Género hoje a actividade é detectar o máximo número de erros, ortográficos e gramaticais num jogo...
Duas pequenas notas: falhar é bom e gcompris corrigido.Playmancer
O PlayMancer é um ambiente de desenvolvimento de jogos 3D que não se destinem a entretenimento mas tenham sim uma aplicação mais séria. É um projecto europeu com 7 parceiros de 5 países (é um daqueles projectos em que a burrocracia (não é erro ortográfico é só um neologismo) europeia gasta pipas de massa). O projecto começou em Novembro de 2007 e dura 3 anos.
O potencial de jogos para entretenimento e para aprendizagem já foi amplamente demonstrado tanto ao nível da investigação como no mercado. Infelizmente investimentos destinados ao entretenimento escondem dinheiro a atribuir para finalidades mais sérias. Além disso o desenvolvimento de jogos tem vindo a ficar cada vez mais complexo, caro e com um ciclo de desenvolvimento longo. Isto cria barreiras ao desenvolvimento de jogos por pessoas independentes e inibe a introdução de jogos inovadores ou a introdução de novos géneros de jogos, isto é, de jogos sérios ou jogos para comunidades com necessidades especiais.
O PlayMancer aponta os seus esforços na integração de uma plataforma de desenvolvimento (baseada em motores de jogos existentes, SO, etc) com ferramentas e mecanismos que permitam a ligação e integração e acesso a dispositivos de entrada/saída novos e multimodais que gravem todos os dados da interacção e os tornem legíveis para a criação de jogos sérios para a saúde.
P.S.O IEEE publicou um número cujo tema são os jogos sérios.
03 março, 2009
02 março, 2009
01 março, 2009
Maisena
Maisena ou mais correctamente amido de milho
Outro vídeo com o mesmo tipo de solução mas desta vez numa pequena piscina exibindo características de algo mais sólido