Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

14 junho, 2008

50 anos de espaço

Hoje o sítio que me está proíbido é o do discovery, devido ao arranque do «When We Left Earth». Cheio de informação para me fazer passar por uma criancinha numa loja de doces. Para quem goste de ler um artigo de jornal pode dar um pulo ao New York Times 50 anos de vídeos domésticos da NASA, tem ainda um pequeno vídeo da série. Para quem queira um pouco de pornografia do espaço dêm uma vista de olhos ao Boston Globe na sua página dedicada ao tema: O Céu Visto Lá de Cima (ps aqui podem parar e ir ver a página remissiva da grande imagem).

13 junho, 2008

Fly Your Thesis!

A Esa no programa «Fly Your Thesis!» pede que cada equipa de estudantes conceba uma experiência a ser efectuada em microgravidade, como parte de teses de mestrado ou doutoramento ou integradas num programa de investigação. As equipas devem registar-se no Portal de Educação da ESA e enviar um esboço de proposta usando um modelo de Carta de Intenções até 31 de Agosto de 2008. A experiência, caso seja aceite poderá decorrer no outono de 2009.

Via: IO9

Garfield

Garkov [sim sim deve fazer reload] (Garfield + Markov) encontrei uma série de sítios com coisas à volta do Garfield.

  • O garfield sem garfield, o qual publica uma tira diária a de hoje é uma crueldade para quem acredite no Santo António.
  • Lasagna Cat é uma máquina do tempo que evocando tiras de 1978 para cá apresenta um pequeno vídeo.
  • As variações de Garfield é um dos sítios mais pobrezinhos com uma simples lista de seleção e um quadro com a respectiva imagem. Mas funciona.
  • Barfield é uma paródia ao Garfield e destina-se de acordo com o próprio sítio a maiores de 18, embora não tenha visto nada de especial a não ser umas porcarias.
  • O Segunda-feira permanente é um blogue de crítica garfieldiana.
  • O Arbuckle é um local onde se apresentam tiras alternativas às originais feitas por uma série de pessoas algumas de qualidade muito fraca.
  • DougShaw é um daqueles tipos que recebe um pedido a solicitar para retirar conteúdo que infrinja os direitos autorais e parece-me que não percebeu que isto é uma chica espertice (nada a haver com o Chico Esperto). Julgo que tenha a haver com o gerador 2.
  • Este é muito generalista o «The Ephemerist».
  • Isto é um forum com tiras alternativas.
  • E isto tudo para terminar por dizer que o Diesel Sweeties tem à disposição 10 e-books com as suas tiras com uma licença CC.

Vanity Fair: Como Se Ganhou a Web

Num artigo comemorativo dos 50 anos da Internet a Vanity Fair produziu um artigo com pequenas biografias e ideias de importantes actores no nascimento da Web incluindo Paul Baran [transcrição de entrevista em PDF], Leonard Kleinrock [uma página muito neutra] uma das pessoas que desenvolveu a matemática das redes de dados e Robert Taylor e muita outra gente ao longo de um período de quase 50 anos.

O que tem piada é escutar algumas destas vozes, desde o Sputnik até ao Facebook.

A Vanity Fair tem ainda uma outra razão para ser visitada por bloguers: esta.

Na mesma meada a PBS desenvolveu um programa designado por Nerds 2.0.1.

A Wired publicou um artigo sobre a Ether.

11 junho, 2008

Coldplay

Quem deseje ouvir o novo album dos coldplay, Viva La Vida, pode dar um salto ao MySpace.

09 junho, 2008

Guernica 3D

Guernica é um quadro de Picasso particularmente perturbador. Nesta interpretação 3D de Lena Gieseke em 3D, acompanhada de Nana de Manuel de Falla ganha mais horror.

Boas Notícias

As notícias do google news num mundo anti-paralelo.

Notas

Baseie as suas decisões profissionais em saber:

  • Se não souber, pergunte a alguém que saiba (ou procure fontes fidedignas)
  • Se não encontrar uma resposta, ENTÃO use a sua intuição. Pois é muito mais importante fazer algo e eventualmente falhar do que nada fazer.
Via: Baekdal: Saber o que fazer

08 junho, 2008

História da Computação

A máquina que mudou o mundo

Detail of the back of a section of ENIAC, showing vacuum tubesImage via Wikipedia

Este vídeo contém diversos anúncios (mas são perfeitamente aceitáveis não são muitos nem ocupam demasiado tempo. O vídeo tem 55 minutos e está devidamente anotado.

A primeira parte começa com uma breve introdução da série, resumindo o impacto dos computadores em muitos aspectos das nossas vidas atribuíndo-o à sua natureza versátil. A história dos computadores começa com a definição original de "computadores" pessoas como William Shanks que calculavam números à mão. A frustração com o erro humano levou Charles Babbage a desenvolver a sua máquina [en] diferencial [pt], o primeiro computador mecânico. Mais tarde concebeu a máquina analictíca o primeiro computador de aplicação genérica, mas nunca o terminou. Ada Lovelace assistiu Babbage na concepção e na criação de programas para a máquina não construída tornamdo-a a primeira programadora (aqui primeira e primeiro é completamente equivalente).

100 anos mais tarde o engenheiro alemão Konrad Zuse construiu o Z1, o primeiro computador de aplicação genérica funcional, usando relés de telefone para fazer contagem binária. Durante a Segunda Guerra Mundial, Zuse quiz utilizar tubos de vácuo, mas Hitler não o permitiu pois levaria muito tempo. Na Universidade da Pennsylvania, John Mauchly e J. Presper Eckert construiram o ENIAC, o primeiro computador electrónico de aplicação genérica para ajudar cálculos com aplicação militar. Não o terminaram de modo a ser útil a tempo de ser aplicado na guerra mas sim pouco depois desta Eckert e Mauchly criaram a primeira companhia de computadores comerciais. Levou anos até que o computador chegou ao mercado. Um especialista de Radar, Freddie Williams concebeu o primeiro computador com programas guardados. Em Cambridge, Maurice Wilkes construiu o EDSAC, o primeiro computador útil com programas guardados. Alan Turing imaginou coisas mais interessantes para os computadores do que simples cálculos. Após ter visto o computador Colossus quebrar as cifras alemãs no Bletchley Park. O actor e realizador Derek Jacobi, a fazer de Alan Turing na sua biografia "Breaking the Code", explora as visões de Turing sobre inteligência artificial. Os computadores podem aprender, mas poderão vir a ser inteligentes (ver singularidade)? Entrevistas: Paul Ceruzzi, Doron Swade, Konrad Zuse, Kay Mauchly Antonelli (computador humano na Segunda Guerra Mundial e programadora do ENIAC), Herman Goldstine (um dos conceptores do ENIAC), J. Presper Eckert (co-inventor do ENIAC), Maurice Wilkes (inventor do EDSAC), Donald Michie (Descodificador de cifras em Bletchley Park)

Continua no próximo episódio

Quem quizer descarregar os vídeos através de torrent já pode.

Zemanta Pixie

BBC Horizon - Human v2.0

Navegações

Ontem estava a ler a IEEE Setrum número especial e uma das coisas que me impressionava era a qualidade de algumas das imagens de simulação que alguns dos artigos incluiam. Fui ver quer era essa visualbiotech.ch

Fiquei deveras impressiona com o portfolio pelo que tive de dar uma espreitadela ao canal da BBC no youtube para ver o BBC Horizon - Human v2.0 (parece que isto se está a tornar uma praga o v2.0) uma série com 6 partes. Na quinta encontram-se os bastidores da visualbiotech. A segunda parte apresenta-nos Raymond Kurzweil e Miguel Nicolelis [entrevista no arquivo de uma lista de distribuição de correio]. Raymond Kurzweil está a tentar viver o máximo possível de forma a poder tornar-se virtualmente imortal. Na terceira parte Eric Drexler fala do armaguedão robótico. Na quarta parte Miguel volta a aparecer com a sua experiência de leitura de cérebro e fala do Unabomber (cuja biografia é no mínimo curiosa tendo entre outras coias colaborado de alguma forma com experiências efectuadas pela CIA). No final da 4ª parte encontra-se a apresentação do Prof. Henry Markran (como é que o cérebro codifica o mundo real no mundo eléctrico e que tem vindo a registar a carga eléctrica de cada neurónio de um rato). A sexta parte começa com Seth Loyd que fala de computação quântica. Um dos livrinhos interessantes a ler é Programming the Universe. E lá foi uma hora para o galheiro (algo que não podia dizer quando era míudo).

P.S.: Ao estar a ver o Human v2.0 dei de caras com este outro vídeo também do BBC Horizon: A experiência de 6 mil milhões de dólares. Ou seja o LHC.

E aqui está porque cada vez gosto mais de ler on-line e não a partir das cópias em papel excepto quando estou deitado

Zemanta Pixie

07 junho, 2008

IEEE Spectrum - Singularidade

O último número da IEEE Septrum, um número especial, é dedicado à engenharia especulativa. É um número sobre a singularidade "o momento em que a nossa sociedade muda de forma radical que se torna incompreensível para quem tenha vivido anteriormente".

O número está cheio de ensaios produzidos por pensadores da singularidade tais como o escritor de ficção científica Vernor Vinge, como preparar-se para a singularidade autor de «Rainbows End [críticas na amazon]», Rodney Brooks e Ray Kurzweil. Um dos artigos mais interessantes é o de Vinge, autor de ficção científica e investigador em computação, cujos cenários nos seus romances são realistas. Vinge classifica os cenários da singularidade em 5 tipos mais prováveis que acha alcançáveis até 2030.

O cenário da inteligência artificial:
Criamos inteligência artificial superhumana nos computadores.
O cenário da amplificação da inteligência:
melhoramos a inteligência humana através de interfaces homem-máquina, isto é, alcançamos a amplificação da inteligência.
O cenário biomédico:
melhoramos directamente a nossa inteligência melhorando a operação neurológica do nosso cérebro.
O cenário internet:
humanidade, as suas redes, computadores e bases de dados tornam-se suficientemente eficazes para serem no seu conjunto consideradas como um ser superhumano.
O cenário Gaia Digital:
A rede de microprocessadores embebidos torna-se suficientemente eficaz para ser considerada como um ser superhumano.

Há quem diga que os três primeiro cenários são de facto o mesmo. Há quem esteja preocupado com eugenias do século XXI. Há quem queira mesmo gastar umas tardes a ler a Spetrum

O artigo está em actualização irão seguir-se análises artigo a artigo e depois Seguem-se umas breves notas sobre a edge mas já se está a fazer tarde para mim. Até amanhã ou depois.

Nota: há vantagem em ler on-line pois podemos estar continuamente a saltar para outros sítios para vermos material de referência é uma das vantagem de ler nos nossos computadores a outra é podermos usar o tamanho do tipo que desejarmos não estando limitados pelos desejos dos designer.

06 junho, 2008

A List Apart - 260

No número 260 do ALA, Jina Bolton fala sobre a eventualidade de um interface de utilizador concebido ou desenvolvido seja perdido ao fim de vários meses de trabalho devido a problemas num disco rígido em gráficos ou marcação inválida. Depois explica como é que com documentação adequada poderá ser poupado a esse problema: criando um guia de estilo de interface

Mark Boulton em Manter a centelha: Desenvolvendo ideias criativas, diz-nos que ter ideias criativas é trabalho cansativo e mostra-nos algumas ferramentas que nos permitem acompanhar este desafio.

03 junho, 2008

A Tua Memória Será Aquilo que Desaparecerá de Seguida

História

Douglas Engelbart usou pela primeira vez em público um rato, deu exemplos de corte, cópia e colagem, teleconferência, conferência de vídeo, correio electrónico e hipertexto em 1968 (tinha eu 6 aninhos).

A 9 de Dezembro de 2009 a Wired publicou um artigo sobre este pioneiro, com um título a glosar Sadam «A mãe de todas as demonstrações».

01 junho, 2008

Colbert Report: Brian Greene

Brian Greene, um teórico das cordas, numa linguagem clara e para leigos explica como o nosso entendimento do universo evoluiu das noções de gravidade e espaço-tempo de Einstein até à teoria das supercordas, onde quantidades minúsculas de energia vibratória se manifestam nas 11 dimensões criadas por cada partícula e força no universo:

31 maio, 2008

Produzido para as ciências e humanidades

Vídeo onde podemos ver Arthur C. Clark falar de fractais, algo desenvolvido por Benoît Mandelbrot citando o vídeo uma das muitas tiradas de Albert Einstein

Roubado ao: A Arte da Fuga

A matemática é mesmo assustadoramente simples (embora trabalhosa - usando claro um sistema de cálculo automático).

Animação

O meu fornecedor de telecomunicações móveis é o diabo

Nota: Isto é mesmo uma perca de tempo

Aqui há uns dias falei de Blu hoje falo de Lorenzo Fonda e do seu projecto megunica.org

Este estabelecimento está sob vigilância com câmaras de vídeo


Blin spot - Animation Gobelins from tiry_73 on Vimeo.

E claro que não podem deixar de apreciar o novo filme de animação feito com o blender o Big Buck Banny.

29 maio, 2008

Wired - 15 anos

A wired comemorou ontém 15 anos e publicou pelo menos duas entradas relativas ao seu aniversário: Numa carta para os seus filhos o editor fundador da Wired Lembra o Nascimento da Era Digital onde apresenta aquilo que na sua opinião foram as falhas de previsão da Wired e também quais os seus sucessos. Além desta entrada mostram-nos umas quantas imagens dos primeiros tempos numa das suas galerias.

Câmara Lenta

Em câmara lenta tudo fica mais interessante e quando acompanhado de um Danúbio Azul ainda um pouco mais.

Twine - Convites

O Twine ofereceu-me mais 20 convites (a mim e aos restantes betas). Para poderem avaliar o tipo de informação que o Twine me tem vindo a dar a conhecer podem dar um pulo aos meus speedlinks. Quem tiver interessado em convite por favor deixe o seu nome e e-mail em comentário (esse comentário não será publicado. Enviarei um só e-mail indicando que já efectuei o convite.) O processamento dos convites pode ser algo lento (tem sido assim sempre). Em breve irei aqui colocar uma breve resenha das minhas impressões (nem todas positivas) sobre mais este serviço.

Angola, Louisiana

Não, não bebi nada que contenha álcool. A história que o Rui T. contou esta semana deixou-me algo perturbado. Hoje ao ler a Wired encontro no artigo Dentro da Arquitectura de Autoridade: Angola, Louisiana.

28 maio, 2008

O Combustível Está Barato

Ao contrário do que algumas pessoas julgam o preço actual dos combustíveis é bastante mais baixo do que nos anos 70 em termos de poder de compra e eficiência dos automóveis actuais. Os números aqui apresentados podem pertencer aos EUA mas a evolução europeia é semelhante quanto ao poder de compra relativo e quanto à eficiência média dos automóveis é bastante superior.

Bem sei que o que digo anteriormente não é aquilo que a generalidade das pessoas julgam, sei que é uma afirmação contra a corrente. Elas podem lembrar-se do que fizeram o ano passado, mas não se lembram quase de certeza da ginástica que faziam nos anos 70.

Já agora ver umas explicações sobre porque é que o preço do petróleo está ao preço que está.

Post Scriptum: O PS deve estar todo contente por já não ser o estado a indicar os preços máximos dos combustíveis como no tempo em que a mulher do Dr. Constâncio era directora-geral da Indústria (ao longo de vários governos).

Paola Antonelli entrevista Benoit Mandelbrot

Marginal de Luanda e a nova arquitectura

Há algum tempo o meu irmão mais velho numa das legendas das suas fotografias no picasa dizia algo como «Arquitectura Knorr». Paola Antonelli curadora no Moma entrevistou Benoit Mandelbrot [fr][en] para a seed que a transcreveu e publicou excertos do respectivo vídeo.

Nessa entrevista a dada altura responde a Antonelli que há 2 razões para que exista arquitectura moderna. A primeira é o desejo da parte dos arquitectos em serem diferentes e a segunda é o desejo dos construtores de construirem de forma barata.

Mais à frente diz «Agora, claro, penso que Euclides é maravilhoso, produziu uma das obras primas da mente humana. Mas não se destinava a ser usado como manual de estudo de milhões de estudantes século após século. Dirigia-se a uma muito pequena comunidade de matemáticos que descreviam as suas obras uns aos outros.»

Por último ele diz algo sobre especialistas e generalistas: «Nunca me decidi sobre quem era e isso permitiu-me gastar a minha vida em várias coisas.»

25 maio, 2008

Marciagem

Logo à noite/madrugada não faltem à marciagem (neologismo criado por mim Marte+aterragem) da Fénix

Realmente parece que Marte não está cheio de gelados.

23 maio, 2008

Galáxia de Etiquetas

Pode aceder-se ao Fickr através de vários api. Este serviço alemão procura imagens de acordo com tags e apresenta-os de acordo com este paradigma de visualização. Para quem ache que um papel de parede não chegue e queira um por dia.

Um leitor de vídeo que entende contexto

O DimP é um leitor de vídeo com navegação por manipulação directa. Foi apresentado na dissertação de Pierre Dragicevic e de Gonzalo Ramos (e outros) em Florença nos Trabalhos da 26ª Conferência sobre Factores Humanos em Sistemas de Computadores. O vídeo abaixo é uma demonstração do sistema.

22 maio, 2008

Politicamente Incorrecto

Hoje está a dar-me uma snobeira total. Estou mesmo muito virado para a publicidade a artigos topo de gama (que nada tenham a haver com informática) o anúncio da comemoração, este é para a lagartagem, dos 75 anos da Lacoste. Já que está numa de desporto pode querer usar este BMW (ou o do Seat feito pela Wizz - isto foi só para dar uma popular). Para quem queira ver para que pode servir um electrocardiografo pode dar uma vista de olhos a estes quatro.

Para mais speedlinks veja nos meus apontadores.

20 maio, 2008

A estupidez das classificações não se fica por cá

Os professores do ensino básico e secundário têm, por cá, alguma dificuldade em darem uma passagem por baixo da mesa aos seus alunos. A moda não é só nossa também nessa nação de empreendedores e livre pensadores que são os EUA se encontram coisas como esta: de 0 a 50 num piscar de olhos.

18 maio, 2008

Valsa com Bashir

Através do motionographer descobri este trailer de animação. O traço faz-me lembrar o Corto Maltese. A história ocorre na Palestina/Israel. Não é uma história apropriada a crianças nem pessoas impressionáveis.

Para deixar uma nota um pouco mais positiva veja este trailer até ao fim: Nenhum de nós é livre.

Actualização (2009-01-02): vejo que este artigo hoje está a ser muito visitado será que estou aqui a receber leitores do Público por causa da entrevista ao realizador israelita? Seria possível deixarem umas linhas sobre esta pergunta? Vêm à procura de informação sobre desenho animado, documentário ou têm outras razões?

Actualização (2009-01-05): uma leitora acidental (ou seja induzida pelo google para aqui, explicou-me que a sua visita só se devia a que esta entrada ser a primeira que aparecia quando se procurava por Valsa com Bashir. Não me tinha apercebido que o filme tinha estreado em Portugal no ano novo, pelo que não percebi o pico ocorrido. Lembrem-se que eu sou um narciso que escreve para ele mesmo haver quem leia isto é perturbá-lo (até consigo escrever na 3ª pessoa sobre mim próprio). Ainda não tive a oportunidade de o fazer.
Entretanto a entrada começou a baixar merecidamente a sua posição. Até a entrada dedicada pela primeira comentarista é uma entrada melhor.
PS: Wiley Wiggins (Sorry, Thanks) disse à Xani Jardin no Twitter que o próximo projecto de Folman era uma adaptação do livro de Stanislaw Lem Futurological Congress . That oughta be amazing. Incidentally, Waltz reminded me a lot of the film through which I first became aware of Wiley Wiggins' work, too.
A entrada de Rogério Santos é um pouco mais elaborada.

Imagens - Caramba

Quando comecei a escrever o título lembrei-me de um desenhos animados do Speedy Gonzales mas aquilo que estava a fazer era ver umas leituras atrasadas da Wired com imagens do Dia da Terra. Claro que fui ver as imagens de elevada resolução da NASA sobre o tema Earth as Art (há duas colecções). Experimentei duas ou três imagens em alta resolução (ficheiros jpg com mais de 10 MB) e lá foi mais uma catervada de tempo embora. Isto lembrou-me um texto do ciclo preparatório que falava do tempo como algo mais precioso do que XXX diamantes (e outras pedras preciosas e semi-preciosas) (xxx em vez do número de que não me lembro).

A imagem acima é a imagem de um vortice de van Karman algo que se forma quando uma massa de ar encontra um obstáculo.

Depois de ter ultrapassado a dimensão do problema, digo imagem, continuei a ver mais alguns artigos da wired e cheguei aos artigos com macrofotografias.

Nota: este artigo vai crescendo à medida que for navegando.

Ilusões ópticas

Arthur Shapiro, o autor da ilusão da assincronia do contraste acaba de lançar o seu próprio blogue o Ilusion Sciences.

Esta entrada veio para aqui por engano pois pertence aos meus apontadores.

Porque hoje é Domingo

A importância das barbas e bigodes para o sucesso de uma linguagem de programação.

Intel e 3D

Sem comentários

17 maio, 2008

O Clima Conta

ClimateCounts é uma organização não lucrativa que avalia a pegada ecológica de um certo número de empresas. Entre estas recentemente levou a cabo a um estudo sobre a pegada ecológica de empresas tecnológicas. Os resultados apresentados em relatório derão os últimos lugares a empresas como a Apple e a Amazon e como empresas com pegada ecológica mais baixa figuram empresas como a Google a Microsoft e em primeiro lugar figura a IBM.

É frequente ouvir-se dizer que a forma como gastamos o nosso dinheiro é importante. Com essa finalidade a Climate Count publicou um guia de bolso [pdf em inglês] com um ranking para uma série de empresas e sectores.

15 maio, 2008

Alguém acha as patentes de software como algo a prosseguir?

A UE e os EUA estão a tentar chegar a um acordo sob o qual na Europa passaria a haver patentes para software. Será isso algo minimamente positivo?

O Bruno fez um pequeno comentário a este artigo que deve ler antes do resto desta entrada. Como o meu comentário ultrapassa o limite normal optei por responder no próprio artigo.

Olá Bruno

A longo prazo nem isso. Vê o que sucede a empresas que de tanto demandarem os outros por causa das suas patentes se transformam em verdadeiros troll (ver por exemplo os casos que evolvem o antigo produtor do xenix).

Um dos tempos mais florescentes na Alemanha, foi um tempo em que não havia patentes de qualquer espécie, século XIX, ao contrário, no Reino Unido, nesse mesmo período a geração de novos produtos foi-se atenuando à medida que esse tipo de barreira legal se foi constituindo. Ao contrário na Alemanha, como não havia a protecção das patentes, as empresas tiveram que inovar continuamente e não, não se limitaram a copiar o que as outras já tinham feito.

Patentear software, para mim, está praticamente ao nível do patentear processos de negócio (algo que do outro lado do Atlântico levou ao entupimento do sistema de patentes) e levou a situações caricatas.

Como é que alguém demonstra que uma patente de software é inovadora em relação a tudo o que se fez até aí, anos de litigância para se tentar provar que não há arte prévia sobre o assunto, que não é uma consequência imediata de algo que tenha sido feito anteriormente etc, etc (é bom para firmas de advogados e estas também têm de viver).

Não advogo o retorno ao tempo da ausência de protecção legal à invenção, mas patentear matemática (software) não é algo com a qual possa concordar.

Mas o ponto do artigo não é esse. O ponto é que a introdução de leis sobre patentes para software está a ser efectuada na Europa não por legislação votada num parlamento de forma aberta e clara mas sim pela porta das traseiras como parte de um acordo mais global onde essa seria uma cedência da Europa aos EUA e não um desejo expresso das suas populações.

O ponto do artigo embora saiba que escrevo de forma arrevezada é que temos que ter mais atenção ao que se faz nas instituições europeias em nosso nome sem praticamente darem cavaco a cada país.

O ponto é a tentativa de mudança de orientação genérica na Europa continental sobre patentes sem praticamente se ouvir ninguém, um pouco à semelhança do Tratado de Lisboa que na prática teve uma discussão pífia e género isto é tão complexo, tão complexo que só a nossa (de uma sumidade política) inteligência permite avaliar em toda a sua complexidade e dado a conhecer à plebe como uma inevitabilidade.

Mesmo não concordando com patentes de software e de processo de negócio até poderia aceitar as leis para a sua instituição caso fossem discutidas aberta e claramente e não que nos fossem comunicadas como inevitáveis face a um pacote negociado entre a União Europeia e um outro bloco económico.

Google Doctype

A Google acaba de disponibilizar sob licença Creative Commons uma quantidade de informação sobre construção de websites usando tecnologias normalizadas: a google doctype. O código disponibilizado sê-lo-á sob uma licença BSD liberal. Os artigos podem ser editados por quem tenha uma conta google.

11 maio, 2008

O ambientalista em mim

Hoje não consegui resistir ao ambientalista em mim e além de ver alguns vídeos da lifeonterra.com estive a ver estes desenhos animados.

[OFF]Não tendo a haver com natureza, nem com desenhos animados, o discurso do Tim Robbins ao NAB (a associação nacional (americana) de difusores (rádio e televisão)) é no mínimo muito interessante.

09 maio, 2008

Processing e JS

A processing é uma linguagem para processamento multimedia e agora John Resig acaba de a disponibilizar nos nossos navegadores (bem sei que o seu alvo são os navegadores beta) através da EcmaScript.

25 abril, 2008

25 de Abril

Portuguese Government poster from the mid-70's by Artist João Abel MantaImagem via Wikipedia

Quando tinha um 11/12 anos o 25 de Abril de 1974 ainda estava fresco. Havia um pseudo teste de inteligência que tinha algumas perguntas de algibeira, como por exemplo:

  • Onde se enterram os sobreviventes de uma queda de avião? Os sobreviventes não se enterram não enquanto o forem.
  • Quando foi o 25 de Abril? Todos os anos nesse dia (claro que muita gente dizia 1974)
  • ...

Assim comecei a ficar um pouco mais alerta quando uma pergunta é colocada. Terá alguma pequena rasteira? Terá uma nuance? Além disso levou-me a ser coleccionador de efemérides. Eis pois aqui algumas delas:

  • Em 1990 foi lançado o telescópio Hubble. Não perca a detecção de uma explosão record.
  • Nasceu G. Marconi inventor italiano conhecido pelo desenvolvimento do sistema de radiotelegrafo. Ganhou o Nobel da Física em 1909 em conjunto com Karl Ferdinand Braun (aquele que fabricou o primeiro osciloscópio com tubo de raios catódicos e dispositivos para rectificação de corrente alterna).

O 25 de Abril de 1974, ou melhor o ocorrido nesse dia, só foi do meu conhecimento na manhã de 26 de Abril (parece que os meus irmãos mais velhos e os meus pais tiveram conhecimento na noite de 25 mas nós, os mais novos, não tinhamos sido chamados para isso).

Nesse dia na Oscar Ribas um colega nosso, de cor, como se dizia, chamado Spínola, teve um tratamento quase vip. Até que a certa altura fomos informados de que nesse dia não haveria mais aulas (não esquecer que a primeira aula era às 7h 30m). O hino tocava (ao lado ficavam dois quarteis um do Exército e um da Força Aérea) às 8h conosco já dentro das aulas. Ao menos quando o professor era surdo ou se fazia não era necessário ficar perfilado.

Uns meses antes disso um colega tinha levado lá para a escola um livro sobre o início da guerra terrorista/pró-independência em Angola. Era um livro demasiado gráfico e de circulação fortemente desaprovada. O rapaz tinha medo que algum de nós trata-se de avisar o respectivo pai. Ele tinha imenso medo de levar uma coça. O livro Portugal e o Futuro do General Spínola foi um sucesso editorial. O meu pai comprou-o na Godi e parece que comungava da análise que o Expresso fez do livro na altura. Que a guerra não se podia ganhar militarmente.

Vulnerabilidades

Recentemente um grupo de investigação da Universidade de Carnegie Mellon, U. da Califórnia em Berkeley e CMU de Pittsburgh concluiu que é possível criar automaticamente um programa que tire partido de vulnerabilidades existentes num programa P que tenham sido corrigidas na versão P'. Uma das conclusões que tiram é que é necessário que a Microsoft altere a forma de funcionamento da Actualização do Windows pois o seu actual funcionamento cria uma janela de oportunidade para a utilização de programas gerados automaticamente que tirem partido das vulnerabilidades corrigidas nos computadores que ainda tenham instalada a versão primitiva.

22 abril, 2008

Dia da Terra

Não sendo um grande ecologista, a minha pegada ecológica é grande, mas acho importante que de vez em quando nos lembremos que os recursos são limitados.

O Público para o comemorar lançou na sua versão analógica um caderno muito interessante (e abateu indirectamente um certo número de árvores).

Fiquei a saber que há uma empresa com elevada incorporação de plástico reciclado para produzir roupa (não fixei o nome da empresa e já não tenho acesso ao jornal pois partilho o mesmo com o dono do café, eu compro um dia e lei-o com menos ou maior empenho 30 minutos a 1 hora e meia, no dia seguinte ele compra e deixa-me ler). Li de viés a história de uma actualização de uma casa usando métodos relativamente ecológicos (não gosto particularmente da ideia de usar um fogão eléctrico mas também reconheço que seria complicado ou justificável outra solução).

Pena é que no sítio do Público na área aberta haja só uma chamada para o assunto e não o conteúdo. Parece que o Público embora publique a entrevista com o Jarvis ainda não adopta as suas receitas.

Quanto ao Dia da Terra o Diário de Notícias possui uma entrada de ontem mais interessante, na sua versão digital. Assim proporcionou-me mais um anúncio da Opel na sua campanha de impactozero.

21 abril, 2008

Se isto for verdade

Se os relatórios de auditoria, que se encontram na Rede, forem autênticos, parece que alguém andou a brincar à contabilidade (inventiva) na SAD do Boavista.

17 abril, 2008

Eu Nunca Gostei de CAPTCHA

Felizmente para mim o tráfego deste blogue é baixo. Por essa razão sou capaz de moderar (censurar) todas os comentários que vou recebendo, felizmente poucos. Alguns dos blogues que comento pedem-me para provar que sou um ser humano usando um ou outro sistema CAPTCHA (Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart). Nunca gostei de ter que os preencher mas depois destes sistemas começarem a cair que nem tordos o que é que os autores esperam para deixar de os usar.

Um problema similar é o dos filtros de spam, ajustados à medida e que podem levar à ocorrência da situação aqui espelhada.

06 abril, 2008

As Perguntas Mais Importantes

Stephen Hawking faz as perguntas mais importantes.

  • Como é que aparecemos aqui?
  • Estamos sozinhos?
  • Iremos sobreviver?

Vídeo com cerca de 10 minutos

Esta conferência faz parte do tema do ano: As grandes perguntas sobre o universo: Como começou o Universo? Como começou a vida? Estamos sozinhos?

As palavras ditas no final são algo perturbadoras independentemente da razão.

05 abril, 2008

Entrevistas de Mike Wallace

Uma das coisas para as quais as universidades americanas servem é o de disponibilizarem arquivos históricos como por exemplo o das entrevistas de Mike Wallace que inclui entrevistados como Loyd Wright, Salvador Dali, Aldous Huxley, Henry Kissinger (todos entrevistados em 1958).

A série de entrevistas acima é uma pequena parte do acervo do Harry Ransom Center da Universidade do Texas em Austin.

A entrevista a Clay Shirky pelo Colbert (o acólito do Jon) é do mais geeky que se possa rir pensar.

Nas entrevistas de arquivo ouvimos as pessoas a terminarem as suas frases sem serem interrompidas na entrevista do Colbert claro que isso é algo impensável, quase 50 anos fazem uma diferença enorme.

03 abril, 2008

Telemóveis - que praga

Mecânica atende chamada ao telemóvel

O petit nom que dou aos telemóveis é trelas-móveis. Que praga!

P.S. Podem ver esta e muitas outras fotografias da preparação de lançamento de um space shuttle.

01 abril, 2008

Twitter

Por vezes actuo como fan boy (mais ao estilo s... hits fan) e hoje fique algo perturbado com este canal do twitter. Era como se o nosso Primeiro resolve-se dar a conhecer a par e passo o que está a fazer. É algo quase extra terrestre para um político nacional.

Será que manter um canal como este servirá para aproximar os políticos das pessoas comuns lá pelo reino de sua magestade ou será que vão achar mais um canal para intoxicação.

1 de Abril

Há muitos muitos anos (anos 60) em Luanda a imprensa escolhei como mentira do 1 de Abril a aproximação a Luanda de um furacão. O que sucedeu levou a ter que se reconstruir alguns edifícios, há limpesa de muitos outros, e a que parte da cidade do asfalto da altura tenha praticamente desaparecido (o asfalto). Na rua Vasco da Gama houve uma cratera que pôde levar com um autocarro lá dentro sem que se lhe visse o telhado (na altura era comum os autocarros terem 2 andares). Ao pé do quinaxixe (fotografia roubada ao fotografia e xadrez) houve que construir um muro de suporte.

A mentira desse ano (não sei se foi no ano em que nasci ou no anterior e não tenho a monografia da Câmara Muncipal de Luanda sobre o assunto) apresentou-se como mais do que uma simples partida.

Hoje a mentira mais chata que vi refere-se à IBM e espero que não deixe tantas marcas.

31 março, 2008

Crianças e Jovens e Internet

Normalmente quando se "pensa nas crianças" temos um começo para imposição de limites sobre o uso da internet e de vídeo jogos. Um estudo pedido pelo governo britânico parece ir contra a corrente. As crianças e jovens precisam de ser capacitadas para se manterem seguras. As crianças continuaram a ser crianças - tentanto ampliar os limites e arriscarem. Numa piscina publica temos portas, sinais, treinadores e alguns finais menos honrosos, mas também podemos ensinar as crianças a nadar. Normalmente os estudos que pensam nas crianças tendem a ter uma forte tendência para a limitação e não lhes dar acesso aquilo que de mau existe de facto poderá conduzí-los a serem uns falhados mais tarde na sua vida adulta. O estudo encontra-se aqui[pdf].

29 março, 2008

Paola Antonelli e Elastic Minds

Quando comecei a explorar a exposição virtual do MOMA Design and Elastic Mind não fazia ideia que uma das pessoas por detrás dela era Paola Antonelli. Eis mais uma boa conferência da TED.

Entre as peças exibidas encontram-se três peças criadas por colaboradores da Microsoft (josé há destas coisas) Research.

A seedmagazine publicou uma entrevista conduzida pela Paola a Benoit Mandelbrot sobre arquitectura, fractais...

Despertar para a Ciência e Tecnologia

Hoje num comentário a um comentário num artigo do obvious sobre o novo acelerador do CERN fiquei só pela rama.

Há pessoas que são cerebrais e não necessitam de grande incentivo para se sentirem motivadas para a criação científica. Não é o que se passa comigo. Gosto de ficar maravilhado e de ser surpreendido, com coisas complexas e com coisas simples. As grandes construções podem projectar poder mas as construções complexas além de poder transmitem também de certa forma a dimensão da nossa ignorância. Não são só lugares de culto (alguém que tenha trabalhado no CERN pode ser, de certo modo entendido como, um quase deus) mas também demonstra o grau de ignorância que temos sobre as leis da natureza, pois que só são verdadeiramente interessantes os resultados inesperados.

Por vezes as razões para nos maravilharmos com algo grande e complexo nem serão lá muito bem compreendidas, mas o mesmo se pode passar com coisas relativamente simples. Por exemplo, já na faculdade, tive um professor de cálculo, o professor Costa Pereira (ou seria Pereira da Costa) tinha uma comportamento algo estranho mas que prendia a atenção, fazia alguns quilómetros à volta da secretária (de facto várias secretárias juntas) sem nunca tropessar no desnível entre o estrado e o chão do anfiteatro.

Ontém na série de conferências da TED vi uma pessoa que me fez lembrar esse meu professor: Clifford Stoll. E sim, também gosto de experiências relativamente simples como a sua medida da velocidade do som empregando um gerador de ondas, um osciloscópio, um microfone e uma fita métrica. Fique rendido à sua aparente simplicidade.

Clifford Stoll é um astrónomo muito especializado a sua especialidade só pode existir pois há grandes construções que nos permitem enviar sondas para outros planetas, porque há grandes construções que nos permitem monitorizar os corpos celestiais.

Se acham que é fácil não ficar maravilhado com objectos complexos dêm uma saltada aos vídeos da Carolyn Porco tanto na TED (vídeo embebido abaixo) como na DLD (só lá para os 40 minutos). O problema talvez seja mesmo esse numa primeira fase as pessoas ficam babadas e transformam-se em "fan boys and girls", mas no fim as pessoas ultrapassam essa fase do espanto e passam à acção, a uma aprendizagem sobre o que as rodeia e isso também é importante.

A esta entrada podemos chamar a antítese do Z na fórmula de Einstein.

O meu colega tuxer hoje publicou um cartoon sobre os problemas que podem surgir no LHC. Para quem não goste de cartoons pode ler esta entrada. Nota 2: No próximo Sábado é dia aberto no LHC.

28 março, 2008

Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica

Este documento foi traduzido para português sendo uma versão não oficial do documento original em inglês Primer: Getting into RDF & Semantic Web using N3 por Tim Berners-Lee. São possíveis erros devidos à tradução de Carlos Afonso da sua exclusiva responsabilidade de Carlos Afonso e os mesmo não são passíveis de imputação, em qualquer caso, ao W3C.



O mundo da rede semântica, como baseado em RDF, é realmente simples na base. Este artigo mostra como poderá começar a dar os primeiros passos. Usa uma linguagem simplificada -- Notation 3 ou N3 – a qual é basicamente equivalente ao RDF na sua sintaxes XML mas mais fácil de escrever quando se está a começar.

Sujeito, verbo e objecto

Em RDF, a informação é uma simples coleção de afirmações cada uma com um sugeito, verbo e objecto – e nada mais. Em N3 pode escrever-se um triplo RDF dessa forma, com um ponto final:

<#carlos> <#conhece> <#luisa> .

Tudo, seja um sugeito, um verbo ou um objecto é identificado usando-se um URI Identificador Universal de Recurso. Isto é algo como <http://www.w3.org/> ou <http://www.w3.org/2000/10/swap/test/s1.n3#includes>, mas quando falta tudo antes do sinal de cardinal "#" isso identifica o <#carlos> no documento actual seja ele qual for.

Há uma excepção: o objecto (só) pode ser um literal, como uma cadeia de caracteres ou um número inteiro:

<#carlos> <#conhece> <#luisa> .
<#carlos> <#idade> 24 .

O verbo “conhece” é aquilo que em RDF se designa por “propriedade” e pensa-se nela como um nome que exprime a relação entre os outros dois. De facto podemos escrever

<#carlos> <#filho> <#zeca> .

Alternativamente, para o tornar mais legível, podemos reescrever o mesmo como

<#carlos> tem <#filho> <#zeca> .

ou

<#zeca> é <#filho> de <#carlos> .

Há dois atalhos quando se tens várias afirmações sobre um mesmo sujeito: o ponto e vírgula ";" introduz uma outra propriedade do mesmo sujeito, uma vírgula introduz outro objecto com o mesmo predicado e sugeito.

<#carlos> <#filho>  <#zeca>, <#pedro>, <#ana> ;
       <#idade>    45 ;
       <#cordosolhos> "castanho" .

Assim, por exemplo os dados na tabela

idade

cordosolhos

carlos

45

castanho

zeca

13

verde

pedro

15

verde

Pode ser escrita como

  <#carlos>  <#idade> 45;  <#cordosolhos> "castanho" .
  <#zeca>    <#idade> 13;  <#cordosolhos> "verde" .
  <#pedro>   <#idade> 15;  <#cordosolhos> "verde" .

Por vezes, há coisas envolvidas nas afirmações que não têm qualquer identificador a quem as queira atribuir – sabe que existe um mas só deseja dar as propriedades. Isso representa-se usando parêntesis rectos com as propriedades dentro deles.

<#carlos> <#filho> [ <#idade> 14 ] , [ <#idade> 13 ].

Isto pode ser lido como querendo dizer que o #carlos tem um #filho com a #idade de "14" e um #filho com a #idade de"13". Há 2 coisas importantes a lembrar

  • Os identificadores são meros identificadores o facto de as letras c a r l o s serem usadas não querem dizer a ninguém nem a nenhuma máquina que estejamos a falar de alguém cujo nome seja "Carlos" – excepto se dissermos <#carlos> <#nome> "Carlos". O mesmo se aplica aos verbos – nunca tome as letras f i l h o como querendo dizer o que significam – iremos descobrir como mais tarde.

  • Os parentesís rectos indicam que algo existe com a propriedade dada, mas não nos dão nenhuma maneira de nos referirmos às mesmas noutro local neste ou noutro documento.

Se de facto desejarmos usar um nome poderiamos ter escrito a tabela acima como

  [ <#nome> "Carlos"; <#idade> 45;  <#cordosolhos> "castanho"  ].
  [ <#nome> "Zeca" ;  <#idade> 13;  <#cordosolhos> "verde" ].
  [ <#nome> "Pedro" ; <#idade> 15;  <#cordosolhos> "verde" ].

Há várias maneiras de combinar parêntesis rectos – mas pode perceber isso, sem a minha ajuda, dos exemplos que aí vêem. Não há muito mais a aprender sobre como exprimir dados em N3, e assim passemos à frente.

Partilha de conceitos

A rede semântica não pode definir num documento o que qualquer coisa quer dizer. Isso é algo que pode fazer em português (ou ocasionalmente em matemática) mas quando realmente comunicamos usando o conceito "título", (tal como numa ficha da Biblioteca Nacional ou numa página da Rede), dependemos de um conceito partilhado de “Título”. Na rede semântica, partilhamos de forma precisa usando exactamente a mesma URI para o conceito de título.

Podia exemplificar a tentativa de dar um título a um documento N3 por

<> <#título>  "Um exemplo simples de N3".

(O par <> inicial é uma referência URI vazia que se refer sempre ao documento em que é escrito.) O <#título> refer-se ao conceito de #título como definido no proprio documento. Isto não quererá dizer muito ao leitor. Contudo, um grupo de pessoas criou uma lista de propriedades designada por Dublin Core, entre as quais figura a sua ideia de título (title) que deram ao identificador

<http://purl.org/dc/elements/1.1/title>. Assim podemos definir muito melhor a afirmação se dissermos

<> <http://purl.org/dc/elements/1.1/title>
 "Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica usando a notação N3".

Claro que isto poderá ser um pouco verboso em excesso – imagine identificadores tão longos para tudo como #idade e #cordosolhos. Assim a N3 permite estabelecer abreviações para a parte mais comprida que designamos como espaço de nomeção. Estabelece-se esse espaço de nomeação usando a expressão "@prefix":

@prefix dc:  <http://purl.org/dc/elements/1.1/> .
<> dc:title
  "Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica usando a notação N3".

Note-se que no caso de se usar prefixo, usamos dois pontos (:) em vez de um sinal de cardinal entre dc e title, e não se usa os <sinais de menor e maior que> à volta da coisa toda. É muito mais rápido. Será assim que irá ver e escrever a maior parte dos seus predicados em N3. Uma vez estabelecido um prefixo pode ser usado no resto do documento.

Há um cada vez maior número de vocabulários RDF aos quais nos podemos referir - Ver RDF home page e coisas enlaçadas a partir dela – e pode construir os seus próprios vocabulários para as suas aplicações de forma muito simples.

Por agora iremos usar um espaços de nomeção bem conhecidos, de modo a pouparmos espaço, irei simplesmente presumir os seguintes prefixos

@prefix rdf:  <http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#> .
@prefix rdfs: <http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#> .
@prefix owl:  <http://www.w3.org/2002/07/owl#> .

Estes são, respectivamente, os espaços de nomeação RDF, RDF schema e OWL. Dão-nos os termos centrais sobre os quais nos podemos atirar para a rede semântica. Irei também presumir que o prefixo vazio figura no lugar do próprio documento que se esteja a escrever que podemos exprimir em N3 como

@prefix : <#> .

Tal significa que a afirmação lá mais atrás poderia ser escrita como

:carlos :filho [ :idade 14 ] , [ :idade 13 ].

Que irá pois incluir muito menos caracteres a escrever. Agora compreende como escrever dados em N3 pode começar a construir os seus próprios vocabulários pois são eles próprios só dados.

Criar vocabulários

Coisas como dc:title acima são propriedades RDF. Quando se quer definir um novo vocabulários defini-se novas classes de coisas e novas propriedades. Quando se dizer que tipo de coisa algo é, diz-se a que Classe pertence.

A propriedade que nos diz de que tipo uma coisa é é rdf:type que pode ser abrevida em N3 para a (do inglês um ou uma ). Assim podemos definir Pessoa como Classe

:Pessoa a rdfs:Class.

No mesmo documento, podemos apresentar uma pessoa real

:Carlos a :Pessoa.

Classes só nos dizem sobre a coisa que está nelas. Um objecto pode pertencer a muitas classes. Não é necessário que haja qualquer relação hierárquica –pense em Pessoa, ObjectoAnimado, Animal, PessoaAlta, Amigo, etc. Se houver uma relação entre duas classes pode tratar de o exprimir – veja as propriedades (de classes) nos vocabulários RDF Schema e OWL .

:Mulher a rdfs:Class; rdfs:subClassOf :Pessoa .

Uma propriedade é algo que é usado para declarar uma relação entre duas coisas.

:irmã a rdf:Property.

Por vezes quando existe uma relação entre duas coisas, imediatamente sabe-se algo sobre elas, que pode ser expresso como uma classe. Quando o sugeito de qualquer propriedade tem que estar numa classe, então essa classe é o domínio da propriedade. Quando o objecto tem que estar numa classe, então a classe é designada o domínio de uma propriedade. Uma propriedade pode ter vários domínios e limites, mas normalmente uma especifica uma.

:irmã rdfs:domain :Pessoa; 
        rdfs:range :Mulher.

Note-se que os identificadores de classe começar por letras maísculas e as propriedades com minúsculas. Não é uma regra mas sim uma boa convenção a manter. Note-se ainda que devido ao domínio de rdfs:range e rdfs:domain ser ele mesmo uma rdf:Property, segue-se que :irmã é uma rdf:Property sem que seja explicitamente expressa essa qualidade.

Equivalência

Frequentemente, define-se um vocabulário onde um ou mais termos, quer se tenha apercebido ou não quando se começa, é de facto exactamente o mesmo que o definido noutro vocabulário. Isto é uma porção de informação realmente útil para qualquer pessoa ou máquina que trate da informação. A propriedade de equivalência entre dois termos é tão útil e fundamental que a N3 tem uma abreviatura especial para a mesma: "=".

:Mulher = foo:PessoadosexofemeninoAdulta .
:Title a rdf:Property; = dc:title .

Pista: Usar vocabulários de outras pessoas quando se possa – ajuda à intertroca de dados. Quando se define o nosso próprio vocabulário que inclui sinónimos, devemos registar a sua equivalência porque, se irá ajudar processadores actuais e futuros a processar os nossos dados e os dados dos outros de modos apropriados.

Escolher um espaço de nomeação e publicar o seu vocabolário

Documentação em linha de termos de vocabulário ajuda as pessoas a ler e escrever dados RDF. Os escritores necessitam de ver como um termo é suposto ser usado, os leitores necessitam ver o que é suposto significarem. As pessoas que desenvolvam software que use os termos necessitam de saber em detalhe exactamente o que é que cada URI significa.

Se documentar o seu vocabulário usando os vocabulários RDF Schema e OWL, então os seus documentos serão legíveis por máquinas de uma variadade de modos interessantes e úteis, como mencionado acima e explorado em mais detalhe em Vocabulary Documentation. Este género de documentação-RDF-em-RDF é por vezes designada por “esquema” ou “ontologia”.

A forma mais fácil de ajudar as pessoas a encontrar a sua documentação é fazer as URIs que cria de termos de vocabulário também funcionarem num navegador web. Isto funciona automaticamente se seguir as convenções de nomeação que usamos aqui, onde o documento de definição de vocabulário tem uma URI semelhante a http://exemplo.com/termos e se refer aos seus termos como <#Mulher>. Com a declaração de @prefix anterior, isto dá a URI http://exemplo.com/termos#Mulher que deverá funcionar em qualquer navegador que mostre o documento de definição.

Idealmente deverá publicar a sua documentação na web usando um servidor e porção do espaço URI que seja possuído por uma organização que possa manter os mesmos bem no futuro. Assim, dentro de muitos anos no futuro, os dados em RDF que usem os seus termos ainda serão documentados e potencialmente poderão ser compreendidos. QA convenção de colocar o ano corrente na URI pode ajudar na estabilidade; poderá haver alguém, que algum dia, seja tentado a reutiliza algo como http://exemplo.com/vocabulario-comida, mas provavelmente não mexerá em http://exemplo.com/2003/vocabulario-comida, quando desejarem actualizar a documentação. Em certas circunstâncias pode também aumentar a estabilidade usando um nome de domínio especializado que possa ser isolado de renomeação da organização ou de problemas relativos a marcas.

Claro que se só estiver a divertir-se poderá usar um ficheiro (digamos minhadb.n3) na mesma pasta do resto do seu trabalho. Qaundo o fizer pode simplesmente usar <minhadb.n3#> como identificador do espaço de nomeação, porqueem N3 (assim como em HTML), as URIs podem ser especificadas de modo relativo à localização actual.

Mais

Agora já sabe tudo o que necessita para começar a criar os seus próprios vocabulários, ou ontologias e tem alguns apontadores para onde pesquisar sobre meios mais ricos de os definir. Não necessita de ir mais longe, pois o que tem agora lhe permite criar novas aplicações, criar esquemas, ficheiros de dados e programas que intertroquem e manipulem dados para a rede semântica.

Neste ponto deverá estar a adquirir experiência e a escrever algo. Para lhe dar mais ideias há uma longa lista de exemplos variados e mais complexos. Estes vêm com explicações menos detalhadas.

Ou pode continuar num tutorial que lhe dê mais características da linguagem, explicando-lhe como processar os seus dados e como envolver outros dados na Web. Neste caso o próximo passo é sobre: Shortcuts and long cuts


Referências

Tim BL, sem o seu chapéu de director
$Id: Primer.html,v 1.61 2005/08/16 13:49:21 timbl Exp $

27 março, 2008

Simple English Wikipedia

Toda a gente conhece a Wikipedia. Mas nem toda a gente conhece a simple english wikipedia, uma enciclopédia com texto mais simples do que a original e com muito menos artigos. Por exemplo podemos aqui ver a página dedicada a Einstein na original e na simples.

Twine

Hoje recebi convite para o beta do Twine (quem desejar receber um convite meu basta pedir por comentário). O comentário não será publicado. Twine é aparentemente mais uma rede social onde o foco principal não é quem conhecimentos mas o que conhecemos. Estou agora a fazer uma primeira exploração sobre o que está disponível e ainda não vi nada que me levasse a querer de facto pertencer a mais este serviço. Para quem queira uma primeira aproximação ao serviço eis um artigo do Bennet:


A mistela complexa, que é a Internet, tem um certo charme. Uma massa confusa de informação e de páginas da web completamente inúteis, apresentam-se ao lado de páginas importantes, com o Google a ser um dos poucos meios à nossa disposição para distinguirmos entre um e outro lado. O Google é ainda o principal meio de organização da Web, mas a Internet evoluiu desde que este organização começou há 12 anos (muitos anos em termos de Web). Tim Berners-Lee, a quem se atribui a invenção da World Wide Web, disse ao Times Online que acredita que o Google será "ultrapassado" pela Web Semântica.

Em vez de se orientar para páginas Web, a Web Semântica, em teoria irá organizar todos os tipos de informação desde extractos bancários, a mapas, fotografias e estudos de pesquisa médica. No vídeo para a Technology Riview, Berners-Lee fala acerca da tecnologia da Web Semântica como podendo ajudar os médicos a comparar diferentes tipos de dados médicos, combinando dados de nutrição com dados médicos ou dados de padrões de viagens aérias que pareceriam não estar relacionados, dando luz a tendências e informação que pode literalmente salvar vidas.

Por agora, muito da promessa da Web Semântica está por realizar, mas as empresas estão ocupadas a prepararem-se para tirar vantagem da nova tecnologia. A última encarnação é um website chamado Twine, criado pela Radar Networks, actualmente em teste beta privado (eu o tradutor disto recebi um convite e este é o primeiro documento a que chego usando este site). A CNet News relata que a Twine conseguiu 18 milhões de dólares em duas recolhas de capital para implementar a tecnologia.

Neste momento o Twine parece-se muito com o Facebook e o MySpace ou outros sítios de rede social. Os utilizadores criam um perfil, carregam uma imagem e ligam-se a outros utilizadores do sítio. A companhia espera que os utilizadores comecem a lançar quantidades massivas de mensagem electrónicas, dados de pesquisa e informação relativa a trabalho no sítio, de modo a que as pessoas possam começar a tomar consciência da informação de novas maneiras.

A diferença entre Twine, MySpace e Facebook ou outros sítios de redes sociais é que nas redes sociais a questão é saber-se quem é que se conhece e no Twine é saber-se o que se conhece, disse Nova Spivack, fundador da Radar Networks à CNet News. Se a Rede Semântica funcionar tão bem como Spivack e Berners-Lee esperam as pessoas rapidamente começaram a saber muito mais.

Original de Bennet Gordon no UTNET. Tradução apressada do cafonso

Seguiu o primeiro convite. Tenho mais 9. Actualização: Tim acaba de publicar uma clarificação do que disse ao Times Online.

26 março, 2008

Barra do Blogspot

Aqui há cerca de 2 anos mudei o visual aqui do "ainda a pensar", depois num dia em que parecia ter-me esquecido da mente resolvi actualizar o blogue para a "nova" (da altura) versão do blogspot. Quando abro novamente o blogue vejo que a barra do blogspot retornou e maravilhosamente cobre o nome do blogue (algo que começou como uma piada) e então resolvi que seria assim que passaria a aparecer o blogue.

Hoje o Mário Andrade, colega do Planet Geek, resolveu mostrar como remover da vista essa barra maravilhosa.

ABC3D

Um pequeno vídeo com o abcedário de Marion Bataille

25 março, 2008

Grande poupança

Há coisas que só podem fazer sorrir como a poupança que a NASA foi obrigada a fazer no veículo que tem em Marte Spirit.

Actualização: Parece que afinal volta a haver dinheiro para que os dois veículos continuem a operar durante este ano. Para um histórico sobre a exploração de Marte pode dar um salto ao IO9

Editor de Hergé Morreu

Raymond Leblanc 1915-2008

Raymond Leblanc o editor belga que construiu a Lombard morreu dia 21 com 92 anos. Leblanc era um funcionário público que se tornou membro da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 convenceu Hergé a publicar numa revista semanal orientada para os miúdos e a poder usar o nome de Tintin para essa publicação. Hergé recrutou três amigos Paul Cuvelier, Edgard P. Jacobs, Jacques Laudy para o ajudarem na revista.

A revista teve um sucesso imediato tendo a sua tiragem passado dos iniciais 60.000 exemplares para os 80.000. Na altura a Spirou era líder de mercado. A Lombard publicou cerca de 1.500 livros de banda desenhada, metade ainda em circulação.

via: tintinofilo

20 março, 2008

3 Desejos

A TED acaba de apresentar os 3 desejos dos vencedores do prémio deste ano.

O físico Neil Turok fala sobre a sua vida esquizofrénica. Nasceu na África do Sul e viveu no Quénia e vive na Inglaterra agora com saltos a África. Deseja criar 15 centros, em 5 anos, feitos à imagem do African Institute for Mathematical Sciences Quer levar condições a África para que esta crie os seus próprios inovadores e empreendedores.

Na sua conferência fala de uma explicação para a expansão do universo. Também fala de como funciona esta universidade onde os alunos vivem no mesmo edifício que os professores.


Karen Armstrong fala das religiões abrahamicas - Islão, Judaísmo e Cristianismo.

Tenho que admitir que é uma das conferências, da TED, de que não gosto.


Dave Eggers pede que pessoas criativas se voluntarizem para apoiarem as suas escolas públicas. Fala do seu projecto 826 Valencia, um centro de tutoria, que inclui entre outras coisas um laboratório de escrita. Ele diz para perguntarmos aos professores como podemos ajudar. Pede ainda para partilharmos as nossas histórias deste género de voluntariado no novo sítio Once Upon a School.

Efeitos do Sub-prime

No mês passado, por engano, coloquei agui uma ligação que devia ter publicado nosmeusapontadores sobre o que eram os empréstimos sub-prime explicados em animação. Hoje encontrei mais duas outras ferramentas que me fazem pensar mais um pouco sobre isto.

A primeira é um documentário da televisão holandesa:

A segunda é um artigo no "And Still I Persist" onde é apresentada uma ferramenta de acompanhamento das estatísticas de uma série de bancos quanto a clientes que entram num atrazo superior a 90 dias (vulgo crédito mal parado)o Boomerang.

Este artigo sobre o Boomerang no final tem uma prendinha para quem queira ver algo mais.

19 março, 2008

Quantos Defeitos se Mantêm no OOXML

Parece que a Microsoft de cada vez que toca neste monte de lama fica cada vez mais enlamiada. Após ter corrigido alguns dos erros detectados (cerca de 3500), consegue introduzir alguns incluindo uma falha de segurança o armazenar palavras de passe em texto nas string de conexão a bases de dados.

Se quizer ter uma noção melhor dê um pulo à Antic Disposition.

Do NAND ao Tetris em 12 Passos

Shimon Shocken, professor de tecnologias da informação israalita, dá uma cadeira designada por "From Nand to Tetris in 12 Steps" onde os alunos começam por conceitos simples de portas NAND e acabam por construir um computador simples e a jogarem Tetris.

Shimon Shocken deu uma conferência nos Tech Talk.

Nessa conferência (cerca de uma hora de vídeo) diz-nos que a generalidade dos problemas na vida real se apresentam de forma agregada enquanto em ambiente académico as coisas parecerem divididas por temas. Isso leva a que os estudantes nãos destingam a árvore da floresta.

Shimon e Noam Nisan pensaram que uma das coisas que seria necessário seria uma disciplina, de orientação temática, que englobasse os conhecimentos de várias áreas. Os fundamentos deveriam ser a base da construção de um computador (hardware, algoritmos, sistemas) de uso genérico.

Como Shimon Shocken diz no vídeo pode ver-se o curso, os seus requisitos e recursos no respectivo local.