Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

05 abril, 2008

Entrevistas de Mike Wallace

Uma das coisas para as quais as universidades americanas servem é o de disponibilizarem arquivos históricos como por exemplo o das entrevistas de Mike Wallace que inclui entrevistados como Loyd Wright, Salvador Dali, Aldous Huxley, Henry Kissinger (todos entrevistados em 1958).

A série de entrevistas acima é uma pequena parte do acervo do Harry Ransom Center da Universidade do Texas em Austin.

A entrevista a Clay Shirky pelo Colbert (o acólito do Jon) é do mais geeky que se possa rir pensar.

Nas entrevistas de arquivo ouvimos as pessoas a terminarem as suas frases sem serem interrompidas na entrevista do Colbert claro que isso é algo impensável, quase 50 anos fazem uma diferença enorme.

03 abril, 2008

Telemóveis - que praga

Mecânica atende chamada ao telemóvel

O petit nom que dou aos telemóveis é trelas-móveis. Que praga!

P.S. Podem ver esta e muitas outras fotografias da preparação de lançamento de um space shuttle.

01 abril, 2008

Twitter

Por vezes actuo como fan boy (mais ao estilo s... hits fan) e hoje fique algo perturbado com este canal do twitter. Era como se o nosso Primeiro resolve-se dar a conhecer a par e passo o que está a fazer. É algo quase extra terrestre para um político nacional.

Será que manter um canal como este servirá para aproximar os políticos das pessoas comuns lá pelo reino de sua magestade ou será que vão achar mais um canal para intoxicação.

1 de Abril

Há muitos muitos anos (anos 60) em Luanda a imprensa escolhei como mentira do 1 de Abril a aproximação a Luanda de um furacão. O que sucedeu levou a ter que se reconstruir alguns edifícios, há limpesa de muitos outros, e a que parte da cidade do asfalto da altura tenha praticamente desaparecido (o asfalto). Na rua Vasco da Gama houve uma cratera que pôde levar com um autocarro lá dentro sem que se lhe visse o telhado (na altura era comum os autocarros terem 2 andares). Ao pé do quinaxixe (fotografia roubada ao fotografia e xadrez) houve que construir um muro de suporte.

A mentira desse ano (não sei se foi no ano em que nasci ou no anterior e não tenho a monografia da Câmara Muncipal de Luanda sobre o assunto) apresentou-se como mais do que uma simples partida.

Hoje a mentira mais chata que vi refere-se à IBM e espero que não deixe tantas marcas.

31 março, 2008

Crianças e Jovens e Internet

Normalmente quando se "pensa nas crianças" temos um começo para imposição de limites sobre o uso da internet e de vídeo jogos. Um estudo pedido pelo governo britânico parece ir contra a corrente. As crianças e jovens precisam de ser capacitadas para se manterem seguras. As crianças continuaram a ser crianças - tentanto ampliar os limites e arriscarem. Numa piscina publica temos portas, sinais, treinadores e alguns finais menos honrosos, mas também podemos ensinar as crianças a nadar. Normalmente os estudos que pensam nas crianças tendem a ter uma forte tendência para a limitação e não lhes dar acesso aquilo que de mau existe de facto poderá conduzí-los a serem uns falhados mais tarde na sua vida adulta. O estudo encontra-se aqui[pdf].

29 março, 2008

Paola Antonelli e Elastic Minds

Quando comecei a explorar a exposição virtual do MOMA Design and Elastic Mind não fazia ideia que uma das pessoas por detrás dela era Paola Antonelli. Eis mais uma boa conferência da TED.

Entre as peças exibidas encontram-se três peças criadas por colaboradores da Microsoft (josé há destas coisas) Research.

A seedmagazine publicou uma entrevista conduzida pela Paola a Benoit Mandelbrot sobre arquitectura, fractais...

Despertar para a Ciência e Tecnologia

Hoje num comentário a um comentário num artigo do obvious sobre o novo acelerador do CERN fiquei só pela rama.

Há pessoas que são cerebrais e não necessitam de grande incentivo para se sentirem motivadas para a criação científica. Não é o que se passa comigo. Gosto de ficar maravilhado e de ser surpreendido, com coisas complexas e com coisas simples. As grandes construções podem projectar poder mas as construções complexas além de poder transmitem também de certa forma a dimensão da nossa ignorância. Não são só lugares de culto (alguém que tenha trabalhado no CERN pode ser, de certo modo entendido como, um quase deus) mas também demonstra o grau de ignorância que temos sobre as leis da natureza, pois que só são verdadeiramente interessantes os resultados inesperados.

Por vezes as razões para nos maravilharmos com algo grande e complexo nem serão lá muito bem compreendidas, mas o mesmo se pode passar com coisas relativamente simples. Por exemplo, já na faculdade, tive um professor de cálculo, o professor Costa Pereira (ou seria Pereira da Costa) tinha uma comportamento algo estranho mas que prendia a atenção, fazia alguns quilómetros à volta da secretária (de facto várias secretárias juntas) sem nunca tropessar no desnível entre o estrado e o chão do anfiteatro.

Ontém na série de conferências da TED vi uma pessoa que me fez lembrar esse meu professor: Clifford Stoll. E sim, também gosto de experiências relativamente simples como a sua medida da velocidade do som empregando um gerador de ondas, um osciloscópio, um microfone e uma fita métrica. Fique rendido à sua aparente simplicidade.

Clifford Stoll é um astrónomo muito especializado a sua especialidade só pode existir pois há grandes construções que nos permitem enviar sondas para outros planetas, porque há grandes construções que nos permitem monitorizar os corpos celestiais.

Se acham que é fácil não ficar maravilhado com objectos complexos dêm uma saltada aos vídeos da Carolyn Porco tanto na TED (vídeo embebido abaixo) como na DLD (só lá para os 40 minutos). O problema talvez seja mesmo esse numa primeira fase as pessoas ficam babadas e transformam-se em "fan boys and girls", mas no fim as pessoas ultrapassam essa fase do espanto e passam à acção, a uma aprendizagem sobre o que as rodeia e isso também é importante.

A esta entrada podemos chamar a antítese do Z na fórmula de Einstein.

O meu colega tuxer hoje publicou um cartoon sobre os problemas que podem surgir no LHC. Para quem não goste de cartoons pode ler esta entrada. Nota 2: No próximo Sábado é dia aberto no LHC.

28 março, 2008

Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica

Este documento foi traduzido para português sendo uma versão não oficial do documento original em inglês Primer: Getting into RDF & Semantic Web using N3 por Tim Berners-Lee. São possíveis erros devidos à tradução de Carlos Afonso da sua exclusiva responsabilidade de Carlos Afonso e os mesmo não são passíveis de imputação, em qualquer caso, ao W3C.



O mundo da rede semântica, como baseado em RDF, é realmente simples na base. Este artigo mostra como poderá começar a dar os primeiros passos. Usa uma linguagem simplificada -- Notation 3 ou N3 – a qual é basicamente equivalente ao RDF na sua sintaxes XML mas mais fácil de escrever quando se está a começar.

Sujeito, verbo e objecto

Em RDF, a informação é uma simples coleção de afirmações cada uma com um sugeito, verbo e objecto – e nada mais. Em N3 pode escrever-se um triplo RDF dessa forma, com um ponto final:

<#carlos> <#conhece> <#luisa> .

Tudo, seja um sugeito, um verbo ou um objecto é identificado usando-se um URI Identificador Universal de Recurso. Isto é algo como <http://www.w3.org/> ou <http://www.w3.org/2000/10/swap/test/s1.n3#includes>, mas quando falta tudo antes do sinal de cardinal "#" isso identifica o <#carlos> no documento actual seja ele qual for.

Há uma excepção: o objecto (só) pode ser um literal, como uma cadeia de caracteres ou um número inteiro:

<#carlos> <#conhece> <#luisa> .
<#carlos> <#idade> 24 .

O verbo “conhece” é aquilo que em RDF se designa por “propriedade” e pensa-se nela como um nome que exprime a relação entre os outros dois. De facto podemos escrever

<#carlos> <#filho> <#zeca> .

Alternativamente, para o tornar mais legível, podemos reescrever o mesmo como

<#carlos> tem <#filho> <#zeca> .

ou

<#zeca> é <#filho> de <#carlos> .

Há dois atalhos quando se tens várias afirmações sobre um mesmo sujeito: o ponto e vírgula ";" introduz uma outra propriedade do mesmo sujeito, uma vírgula introduz outro objecto com o mesmo predicado e sugeito.

<#carlos> <#filho>  <#zeca>, <#pedro>, <#ana> ;
       <#idade>    45 ;
       <#cordosolhos> "castanho" .

Assim, por exemplo os dados na tabela

idade

cordosolhos

carlos

45

castanho

zeca

13

verde

pedro

15

verde

Pode ser escrita como

  <#carlos>  <#idade> 45;  <#cordosolhos> "castanho" .
  <#zeca>    <#idade> 13;  <#cordosolhos> "verde" .
  <#pedro>   <#idade> 15;  <#cordosolhos> "verde" .

Por vezes, há coisas envolvidas nas afirmações que não têm qualquer identificador a quem as queira atribuir – sabe que existe um mas só deseja dar as propriedades. Isso representa-se usando parêntesis rectos com as propriedades dentro deles.

<#carlos> <#filho> [ <#idade> 14 ] , [ <#idade> 13 ].

Isto pode ser lido como querendo dizer que o #carlos tem um #filho com a #idade de "14" e um #filho com a #idade de"13". Há 2 coisas importantes a lembrar

  • Os identificadores são meros identificadores o facto de as letras c a r l o s serem usadas não querem dizer a ninguém nem a nenhuma máquina que estejamos a falar de alguém cujo nome seja "Carlos" – excepto se dissermos <#carlos> <#nome> "Carlos". O mesmo se aplica aos verbos – nunca tome as letras f i l h o como querendo dizer o que significam – iremos descobrir como mais tarde.

  • Os parentesís rectos indicam que algo existe com a propriedade dada, mas não nos dão nenhuma maneira de nos referirmos às mesmas noutro local neste ou noutro documento.

Se de facto desejarmos usar um nome poderiamos ter escrito a tabela acima como

  [ <#nome> "Carlos"; <#idade> 45;  <#cordosolhos> "castanho"  ].
  [ <#nome> "Zeca" ;  <#idade> 13;  <#cordosolhos> "verde" ].
  [ <#nome> "Pedro" ; <#idade> 15;  <#cordosolhos> "verde" ].

Há várias maneiras de combinar parêntesis rectos – mas pode perceber isso, sem a minha ajuda, dos exemplos que aí vêem. Não há muito mais a aprender sobre como exprimir dados em N3, e assim passemos à frente.

Partilha de conceitos

A rede semântica não pode definir num documento o que qualquer coisa quer dizer. Isso é algo que pode fazer em português (ou ocasionalmente em matemática) mas quando realmente comunicamos usando o conceito "título", (tal como numa ficha da Biblioteca Nacional ou numa página da Rede), dependemos de um conceito partilhado de “Título”. Na rede semântica, partilhamos de forma precisa usando exactamente a mesma URI para o conceito de título.

Podia exemplificar a tentativa de dar um título a um documento N3 por

<> <#título>  "Um exemplo simples de N3".

(O par <> inicial é uma referência URI vazia que se refer sempre ao documento em que é escrito.) O <#título> refer-se ao conceito de #título como definido no proprio documento. Isto não quererá dizer muito ao leitor. Contudo, um grupo de pessoas criou uma lista de propriedades designada por Dublin Core, entre as quais figura a sua ideia de título (title) que deram ao identificador

<http://purl.org/dc/elements/1.1/title>. Assim podemos definir muito melhor a afirmação se dissermos

<> <http://purl.org/dc/elements/1.1/title>
 "Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica usando a notação N3".

Claro que isto poderá ser um pouco verboso em excesso – imagine identificadores tão longos para tudo como #idade e #cordosolhos. Assim a N3 permite estabelecer abreviações para a parte mais comprida que designamos como espaço de nomeção. Estabelece-se esse espaço de nomeação usando a expressão "@prefix":

@prefix dc:  <http://purl.org/dc/elements/1.1/> .
<> dc:title
  "Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica usando a notação N3".

Note-se que no caso de se usar prefixo, usamos dois pontos (:) em vez de um sinal de cardinal entre dc e title, e não se usa os <sinais de menor e maior que> à volta da coisa toda. É muito mais rápido. Será assim que irá ver e escrever a maior parte dos seus predicados em N3. Uma vez estabelecido um prefixo pode ser usado no resto do documento.

Há um cada vez maior número de vocabulários RDF aos quais nos podemos referir - Ver RDF home page e coisas enlaçadas a partir dela – e pode construir os seus próprios vocabulários para as suas aplicações de forma muito simples.

Por agora iremos usar um espaços de nomeção bem conhecidos, de modo a pouparmos espaço, irei simplesmente presumir os seguintes prefixos

@prefix rdf:  <http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#> .
@prefix rdfs: <http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#> .
@prefix owl:  <http://www.w3.org/2002/07/owl#> .

Estes são, respectivamente, os espaços de nomeação RDF, RDF schema e OWL. Dão-nos os termos centrais sobre os quais nos podemos atirar para a rede semântica. Irei também presumir que o prefixo vazio figura no lugar do próprio documento que se esteja a escrever que podemos exprimir em N3 como

@prefix : <#> .

Tal significa que a afirmação lá mais atrás poderia ser escrita como

:carlos :filho [ :idade 14 ] , [ :idade 13 ].

Que irá pois incluir muito menos caracteres a escrever. Agora compreende como escrever dados em N3 pode começar a construir os seus próprios vocabulários pois são eles próprios só dados.

Criar vocabulários

Coisas como dc:title acima são propriedades RDF. Quando se quer definir um novo vocabulários defini-se novas classes de coisas e novas propriedades. Quando se dizer que tipo de coisa algo é, diz-se a que Classe pertence.

A propriedade que nos diz de que tipo uma coisa é é rdf:type que pode ser abrevida em N3 para a (do inglês um ou uma ). Assim podemos definir Pessoa como Classe

:Pessoa a rdfs:Class.

No mesmo documento, podemos apresentar uma pessoa real

:Carlos a :Pessoa.

Classes só nos dizem sobre a coisa que está nelas. Um objecto pode pertencer a muitas classes. Não é necessário que haja qualquer relação hierárquica –pense em Pessoa, ObjectoAnimado, Animal, PessoaAlta, Amigo, etc. Se houver uma relação entre duas classes pode tratar de o exprimir – veja as propriedades (de classes) nos vocabulários RDF Schema e OWL .

:Mulher a rdfs:Class; rdfs:subClassOf :Pessoa .

Uma propriedade é algo que é usado para declarar uma relação entre duas coisas.

:irmã a rdf:Property.

Por vezes quando existe uma relação entre duas coisas, imediatamente sabe-se algo sobre elas, que pode ser expresso como uma classe. Quando o sugeito de qualquer propriedade tem que estar numa classe, então essa classe é o domínio da propriedade. Quando o objecto tem que estar numa classe, então a classe é designada o domínio de uma propriedade. Uma propriedade pode ter vários domínios e limites, mas normalmente uma especifica uma.

:irmã rdfs:domain :Pessoa; 
        rdfs:range :Mulher.

Note-se que os identificadores de classe começar por letras maísculas e as propriedades com minúsculas. Não é uma regra mas sim uma boa convenção a manter. Note-se ainda que devido ao domínio de rdfs:range e rdfs:domain ser ele mesmo uma rdf:Property, segue-se que :irmã é uma rdf:Property sem que seja explicitamente expressa essa qualidade.

Equivalência

Frequentemente, define-se um vocabulário onde um ou mais termos, quer se tenha apercebido ou não quando se começa, é de facto exactamente o mesmo que o definido noutro vocabulário. Isto é uma porção de informação realmente útil para qualquer pessoa ou máquina que trate da informação. A propriedade de equivalência entre dois termos é tão útil e fundamental que a N3 tem uma abreviatura especial para a mesma: "=".

:Mulher = foo:PessoadosexofemeninoAdulta .
:Title a rdf:Property; = dc:title .

Pista: Usar vocabulários de outras pessoas quando se possa – ajuda à intertroca de dados. Quando se define o nosso próprio vocabulário que inclui sinónimos, devemos registar a sua equivalência porque, se irá ajudar processadores actuais e futuros a processar os nossos dados e os dados dos outros de modos apropriados.

Escolher um espaço de nomeação e publicar o seu vocabolário

Documentação em linha de termos de vocabulário ajuda as pessoas a ler e escrever dados RDF. Os escritores necessitam de ver como um termo é suposto ser usado, os leitores necessitam ver o que é suposto significarem. As pessoas que desenvolvam software que use os termos necessitam de saber em detalhe exactamente o que é que cada URI significa.

Se documentar o seu vocabulário usando os vocabulários RDF Schema e OWL, então os seus documentos serão legíveis por máquinas de uma variadade de modos interessantes e úteis, como mencionado acima e explorado em mais detalhe em Vocabulary Documentation. Este género de documentação-RDF-em-RDF é por vezes designada por “esquema” ou “ontologia”.

A forma mais fácil de ajudar as pessoas a encontrar a sua documentação é fazer as URIs que cria de termos de vocabulário também funcionarem num navegador web. Isto funciona automaticamente se seguir as convenções de nomeação que usamos aqui, onde o documento de definição de vocabulário tem uma URI semelhante a http://exemplo.com/termos e se refer aos seus termos como <#Mulher>. Com a declaração de @prefix anterior, isto dá a URI http://exemplo.com/termos#Mulher que deverá funcionar em qualquer navegador que mostre o documento de definição.

Idealmente deverá publicar a sua documentação na web usando um servidor e porção do espaço URI que seja possuído por uma organização que possa manter os mesmos bem no futuro. Assim, dentro de muitos anos no futuro, os dados em RDF que usem os seus termos ainda serão documentados e potencialmente poderão ser compreendidos. QA convenção de colocar o ano corrente na URI pode ajudar na estabilidade; poderá haver alguém, que algum dia, seja tentado a reutiliza algo como http://exemplo.com/vocabulario-comida, mas provavelmente não mexerá em http://exemplo.com/2003/vocabulario-comida, quando desejarem actualizar a documentação. Em certas circunstâncias pode também aumentar a estabilidade usando um nome de domínio especializado que possa ser isolado de renomeação da organização ou de problemas relativos a marcas.

Claro que se só estiver a divertir-se poderá usar um ficheiro (digamos minhadb.n3) na mesma pasta do resto do seu trabalho. Qaundo o fizer pode simplesmente usar <minhadb.n3#> como identificador do espaço de nomeação, porqueem N3 (assim como em HTML), as URIs podem ser especificadas de modo relativo à localização actual.

Mais

Agora já sabe tudo o que necessita para começar a criar os seus próprios vocabulários, ou ontologias e tem alguns apontadores para onde pesquisar sobre meios mais ricos de os definir. Não necessita de ir mais longe, pois o que tem agora lhe permite criar novas aplicações, criar esquemas, ficheiros de dados e programas que intertroquem e manipulem dados para a rede semântica.

Neste ponto deverá estar a adquirir experiência e a escrever algo. Para lhe dar mais ideias há uma longa lista de exemplos variados e mais complexos. Estes vêm com explicações menos detalhadas.

Ou pode continuar num tutorial que lhe dê mais características da linguagem, explicando-lhe como processar os seus dados e como envolver outros dados na Web. Neste caso o próximo passo é sobre: Shortcuts and long cuts


Referências

Tim BL, sem o seu chapéu de director
$Id: Primer.html,v 1.61 2005/08/16 13:49:21 timbl Exp $

27 março, 2008

Simple English Wikipedia

Toda a gente conhece a Wikipedia. Mas nem toda a gente conhece a simple english wikipedia, uma enciclopédia com texto mais simples do que a original e com muito menos artigos. Por exemplo podemos aqui ver a página dedicada a Einstein na original e na simples.

Twine

Hoje recebi convite para o beta do Twine (quem desejar receber um convite meu basta pedir por comentário). O comentário não será publicado. Twine é aparentemente mais uma rede social onde o foco principal não é quem conhecimentos mas o que conhecemos. Estou agora a fazer uma primeira exploração sobre o que está disponível e ainda não vi nada que me levasse a querer de facto pertencer a mais este serviço. Para quem queira uma primeira aproximação ao serviço eis um artigo do Bennet:


A mistela complexa, que é a Internet, tem um certo charme. Uma massa confusa de informação e de páginas da web completamente inúteis, apresentam-se ao lado de páginas importantes, com o Google a ser um dos poucos meios à nossa disposição para distinguirmos entre um e outro lado. O Google é ainda o principal meio de organização da Web, mas a Internet evoluiu desde que este organização começou há 12 anos (muitos anos em termos de Web). Tim Berners-Lee, a quem se atribui a invenção da World Wide Web, disse ao Times Online que acredita que o Google será "ultrapassado" pela Web Semântica.

Em vez de se orientar para páginas Web, a Web Semântica, em teoria irá organizar todos os tipos de informação desde extractos bancários, a mapas, fotografias e estudos de pesquisa médica. No vídeo para a Technology Riview, Berners-Lee fala acerca da tecnologia da Web Semântica como podendo ajudar os médicos a comparar diferentes tipos de dados médicos, combinando dados de nutrição com dados médicos ou dados de padrões de viagens aérias que pareceriam não estar relacionados, dando luz a tendências e informação que pode literalmente salvar vidas.

Por agora, muito da promessa da Web Semântica está por realizar, mas as empresas estão ocupadas a prepararem-se para tirar vantagem da nova tecnologia. A última encarnação é um website chamado Twine, criado pela Radar Networks, actualmente em teste beta privado (eu o tradutor disto recebi um convite e este é o primeiro documento a que chego usando este site). A CNet News relata que a Twine conseguiu 18 milhões de dólares em duas recolhas de capital para implementar a tecnologia.

Neste momento o Twine parece-se muito com o Facebook e o MySpace ou outros sítios de rede social. Os utilizadores criam um perfil, carregam uma imagem e ligam-se a outros utilizadores do sítio. A companhia espera que os utilizadores comecem a lançar quantidades massivas de mensagem electrónicas, dados de pesquisa e informação relativa a trabalho no sítio, de modo a que as pessoas possam começar a tomar consciência da informação de novas maneiras.

A diferença entre Twine, MySpace e Facebook ou outros sítios de redes sociais é que nas redes sociais a questão é saber-se quem é que se conhece e no Twine é saber-se o que se conhece, disse Nova Spivack, fundador da Radar Networks à CNet News. Se a Rede Semântica funcionar tão bem como Spivack e Berners-Lee esperam as pessoas rapidamente começaram a saber muito mais.

Original de Bennet Gordon no UTNET. Tradução apressada do cafonso

Seguiu o primeiro convite. Tenho mais 9. Actualização: Tim acaba de publicar uma clarificação do que disse ao Times Online.

26 março, 2008

Barra do Blogspot

Aqui há cerca de 2 anos mudei o visual aqui do "ainda a pensar", depois num dia em que parecia ter-me esquecido da mente resolvi actualizar o blogue para a "nova" (da altura) versão do blogspot. Quando abro novamente o blogue vejo que a barra do blogspot retornou e maravilhosamente cobre o nome do blogue (algo que começou como uma piada) e então resolvi que seria assim que passaria a aparecer o blogue.

Hoje o Mário Andrade, colega do Planet Geek, resolveu mostrar como remover da vista essa barra maravilhosa.

ABC3D

Um pequeno vídeo com o abcedário de Marion Bataille

25 março, 2008

Grande poupança

Há coisas que só podem fazer sorrir como a poupança que a NASA foi obrigada a fazer no veículo que tem em Marte Spirit.

Actualização: Parece que afinal volta a haver dinheiro para que os dois veículos continuem a operar durante este ano. Para um histórico sobre a exploração de Marte pode dar um salto ao IO9

Editor de Hergé Morreu

Raymond Leblanc 1915-2008

Raymond Leblanc o editor belga que construiu a Lombard morreu dia 21 com 92 anos. Leblanc era um funcionário público que se tornou membro da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 convenceu Hergé a publicar numa revista semanal orientada para os miúdos e a poder usar o nome de Tintin para essa publicação. Hergé recrutou três amigos Paul Cuvelier, Edgard P. Jacobs, Jacques Laudy para o ajudarem na revista.

A revista teve um sucesso imediato tendo a sua tiragem passado dos iniciais 60.000 exemplares para os 80.000. Na altura a Spirou era líder de mercado. A Lombard publicou cerca de 1.500 livros de banda desenhada, metade ainda em circulação.

via: tintinofilo

20 março, 2008

3 Desejos

A TED acaba de apresentar os 3 desejos dos vencedores do prémio deste ano.

O físico Neil Turok fala sobre a sua vida esquizofrénica. Nasceu na África do Sul e viveu no Quénia e vive na Inglaterra agora com saltos a África. Deseja criar 15 centros, em 5 anos, feitos à imagem do African Institute for Mathematical Sciences Quer levar condições a África para que esta crie os seus próprios inovadores e empreendedores.

Na sua conferência fala de uma explicação para a expansão do universo. Também fala de como funciona esta universidade onde os alunos vivem no mesmo edifício que os professores.


Karen Armstrong fala das religiões abrahamicas - Islão, Judaísmo e Cristianismo.

Tenho que admitir que é uma das conferências, da TED, de que não gosto.


Dave Eggers pede que pessoas criativas se voluntarizem para apoiarem as suas escolas públicas. Fala do seu projecto 826 Valencia, um centro de tutoria, que inclui entre outras coisas um laboratório de escrita. Ele diz para perguntarmos aos professores como podemos ajudar. Pede ainda para partilharmos as nossas histórias deste género de voluntariado no novo sítio Once Upon a School.

Efeitos do Sub-prime

No mês passado, por engano, coloquei agui uma ligação que devia ter publicado nosmeusapontadores sobre o que eram os empréstimos sub-prime explicados em animação. Hoje encontrei mais duas outras ferramentas que me fazem pensar mais um pouco sobre isto.

A primeira é um documentário da televisão holandesa:

A segunda é um artigo no "And Still I Persist" onde é apresentada uma ferramenta de acompanhamento das estatísticas de uma série de bancos quanto a clientes que entram num atrazo superior a 90 dias (vulgo crédito mal parado)o Boomerang.

Este artigo sobre o Boomerang no final tem uma prendinha para quem queira ver algo mais.

19 março, 2008

Quantos Defeitos se Mantêm no OOXML

Parece que a Microsoft de cada vez que toca neste monte de lama fica cada vez mais enlamiada. Após ter corrigido alguns dos erros detectados (cerca de 3500), consegue introduzir alguns incluindo uma falha de segurança o armazenar palavras de passe em texto nas string de conexão a bases de dados.

Se quizer ter uma noção melhor dê um pulo à Antic Disposition.

Do NAND ao Tetris em 12 Passos

Shimon Shocken, professor de tecnologias da informação israalita, dá uma cadeira designada por "From Nand to Tetris in 12 Steps" onde os alunos começam por conceitos simples de portas NAND e acabam por construir um computador simples e a jogarem Tetris.

Shimon Shocken deu uma conferência nos Tech Talk.

Nessa conferência (cerca de uma hora de vídeo) diz-nos que a generalidade dos problemas na vida real se apresentam de forma agregada enquanto em ambiente académico as coisas parecerem divididas por temas. Isso leva a que os estudantes nãos destingam a árvore da floresta.

Shimon e Noam Nisan pensaram que uma das coisas que seria necessário seria uma disciplina, de orientação temática, que englobasse os conhecimentos de várias áreas. Os fundamentos deveriam ser a base da construção de um computador (hardware, algoritmos, sistemas) de uso genérico.

Como Shimon Shocken diz no vídeo pode ver-se o curso, os seus requisitos e recursos no respectivo local.

Máquinas fotográficas de papel

máquina fotográfica de papel

Em míudo os meus irmãos mais velhos tiveram uma papel muito importante para me despertarem a curiosidade. O meu irmão do meio tratava de fazer umas experiências de química (com base num livro de grandes dimensões com experiências para jovens). Tinha um armário feito de propósito para isso. O meu irmão mais velho gostava de nos apresentar coisas como aqueles livrinhos com imagens ligeiramente diferentes de página para página e que se passadas rapidamente parecia um desenho animado.

Hoje a corbis fez-me o favor de me mostrar umas câmaras fotográficas (de facto meras câmaras obscuras) feitas de papel.

Animal Logic

O interface do MOMA e o respectivo conteúdo demoram muito a ser visitados o da Animal Logic é um condensado (tenho que admitir que não gosto deste formato em livro).

Arthur C. Clark

Arthur C. Clark, Dezembro de 2007, a falar de sua casa em Colombo. A sua voz estava já algo cansada, dizia que já usava cadeira de rodas, que dormia muito e que tinha muito tempo para sonhar.

Depois falava da sua visão para o desenvolvimento da raça humana para os próximos ano...3 desejos. Obrigado. Sou Arthur C. Clarke a falar-vos de Colombo.

9 minutos bem empregues.

90 orbitas ao Sol.

Última entrevista à Spectrum de Artur C. Clarke ActualizaçãoLarry Sessions propõe no seu blog que se dê o nome de Evento de Clarke ao acontecimento que sucedeu a 19 de Março de se ter tornado visível à vista desarmada, na Constelação de Bootes, luz que viajou 7,5 mil milhões de anos.

16 março, 2008

MOMA Design and the Elastic Mind

É raro ficar surpreendido por determinado interface, mas este, caramba, está muito para além do trivial (falar como um físico). Tenho que admitir que o meu cérebro está algo bloqueado, depois de ter sido passado a ferro pelo autocarro só para esboçar o que penso sobre a quantidade de informação aqui disponibilizada e a qualidade com que o faz.

Cada um pode preparar as suas visitas (virtuais), prepare-se para umas quantas longas visitas. Comecei pelos vídeos sobre o funcionamento das células.

Depois fui até à página inicial e dei uma vista geral (usando o rato para poder mexer-me rapidamente (se é que se pode dizer isso. O interface é particulamente PESADO. Mas encontram-se algumas gemas (será que há algum sítio para a falar como um geólogo) entre estas temos as escalas do universo (da Nikon) (podem começar pelos fermi ou fentometros e irem pela escala a cima. Isto é só uma sugestão claro)

Actualização: Hoje estive a ver mais um bocadinho encontrei por lá a nossa representante da ordem Susana Soares com os seus acrescentos olfativos e presentemente no projecto Material Beliefs.

Nota: A continuar a exploração.

O IO9 tem que ser proíbido de ser visitado por mim senão qualquer dia não faço nada. Então ontem encontrei esta exposição virtual do MOMA, hoje para descontrair encontrei o Museu do Improvável felizmente a viagem é mais curtinha.

Actualização:A viagem continua hoje com duas breves indicações a da Imaginary Forces e a da Mill. via: IO9 Actualização (2009-03-01):Um comentário vindo do Brasil levou a que eu fizesse uma resposta importante para quem queira obter mais algumas informações em português. Tenho ainda um outro artigo sobre esta exposição que envolve a sua curadora, Paola Antonelli.

Incerteza e Papel dos Professores

Link para o original: xkcd 263

Estava eu a ler uma daquelas coisas que não lembra ao diabo, as regras de funcionamento de um forum de física quando surge esta ligação para o xkcd para a impossíbilidade de se transmitirem verdades perfeitas universais (excepto por professores de matemática).

15 março, 2008

Pangea Day

A escola Escola Secundária D. Sancho I, na Av, Barao da Trovisqueira em Vila Nova de Famalicao, Portugal vai levar a cabo uma sessão pública no dia 10 de Maio do Pangea Day. Veremos se mais entidades divulgam sessões desde género, ou se só vamos ficar por esta escola.

A Abertura dos Arquivos da TED

A TED acaba de abrir o seu arquivo, desde o início com a conferência nº 1 a de Nicholas Negroponte em 1984.

O fundador da TED Richard Saul Wurman teve a visão de gravar cada uma das conferências que levou a cabo. O material original foi registado em Betamax e as fitas foram trancodificadas para DV, sendo que a maior parte, estava em condições (centenas delas).

Ver a conversa de Frank Gehry com Wurman em 1990, antes da construção de alguns dos edifícios (que não metia água - os seus edifícios eram famosos por chover lá dentro) que constituem a sua imagem de marca é interessante. Ver Nicholas Negroponte em 1984, antes do MIT Media Lab ter uma casa condigna e onde tartamudiava a palavra convergência antes de todo o mundo é no mínimo curioso (eu sou cusco dizem-me os meus colegas). Nessa conferência de 2 horas (ainda não era aplicado o princípio dos 18 minutos) falou dos CD-ROM, sítios web, quiosques, tecnologia de reconhecimento de voz, animação gerada por computador, interface de ecrã táctil, etc.

Por agora, só lá estão uns minutos, mas irão lá estar as duas horas da conferência um dia mais tarde.

14 março, 2008

Morreu o pai do Eliza

Eliza era um programa que simulava um ser humano, à la teste de Turing. O seu papá: Joseph Weizenbaum faleceu com 85 aninhos a 5 de Março de 2008.

11 março, 2008

ROI e tradução

Hoje o Gamito dizia que traduz melhor do que os tradutores de de séries e tocava no caso clássico de evidence a ser traduzida por evidência e não por algo como prova. Hoje quando estava a ver um programa do Discovery ouvi falar de ROI e na legenda li "o regresso do investimento" em vez do "rendimento do investimento" ou do mais clássico "rentabilidade do investimento" ou outra equivalente. Parece ser o retorno do "por defeito" em vez de "por omissão".

Um teste para ouvintes

Um teste para ouvintes

10 março, 2008

Mais Cábulas

Hoje encontrei mais um sítio com cábulas de coisas como html, perl, ruby, css... Apropriadas para quem desenvolva sítios web, mas não exclusivamente para seu uso claro. Não se deve usar as cábulas como se fossem referências nas diversas linguagens de marcação ou programação.

Ver todos os artigos de cábulas.

06 março, 2008

Sapo no mapa da Information Architects

A vizinhança do Sapo no mapa da Information Architects é interessante. Jornais e editores de vários pontos do globo começando está claro por aqueles que nos estão mais próximos.

04 março, 2008

IE8 e Standards

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura. Até a Microsoft de vez em quando muda, neste caso diz que sob os princípios de interoperabilidade que em Fevereiro tinha feito vir a público e desta vez parece ter decidido no sentido correcto isto é por omissão o Internet Explorer 8 irá reproduzir em modo standard e se alguém desejar que ele reproduza algo em modo quirks que trate de o pedir explicitamente.

Inovação aberta

Sou leitor do freakanomics já há alguns anos (primeiro como blog independente e depois integrado no NYT). Ontem ao ler uma das suas crónicas encontrei um site que me deixou perplexo e inspirado, o Open Innovation um local para entidades que necessitem de encontrar soluções para problemas e para pessoas (lá no sítio dizem ter 175.000 solucionadores registados) que os desejem/saibam resolver sendo pagas para tal. Não sei se os problemas colocados são de resolução simples para especialistas das respectivas áreas mas com pagamentos entre os 5000 dólares e o milhão de dólares pode ser que haja alguém que queira espiolhar a lista de que deixo aqui um exemplar:

NNOCENTIVE 5716202 Theoretical-IP Transfer 339 project rooms open Statistical methods and software for cluster analysis in clinical trials POSTED: DEC 18, 2007 DEADLINE: JUN 18, 2008 $20,000 USD Statistical methods and software for clustering longitudinal patient profiles for clinical trials are needed.

No caso de querer ter acesso ao resto do desafio terá que se registar no site.

Feira das Vaidades e Hitchcock

A Vannity Fair criou uma série de fotografias que evocam filmes de Hitchcock. O diapositivo escolhido foi-o em honra do Luís António.

03 março, 2008

Direitos Autorais

Se é cidadão europeu e acha que os direitos autorais de registos sonoros não devem ser extendidos para lá dos 50 anos então leia cuidadosamente o artigo a que esta entrada está associada e depois de refletir assine a petição lá indicada.

01 março, 2008

Einstein - Citação

O Mário Gamito (sinto-me um pouco macaco de imitação) tem vindo a publicar algumas citações de Einstein. Hoje chegou a minha vez:

A imaginação é muito mais importante que o conhecimento

Falta aqui a graça de criar um postal com a citação mas sou bem mais tosco do que o original.

Claro que roubei a citação de um trabalho de Marc Prensky «Mobile phone imagination - using devices kids love for their education». Que encontrei quando andava a ver as fórmulas para o século XXI de uma série de luminárias.

Depois fiz uma pequena busca pela citação e apareceu-me um mar de citações de Albert Einstein até fiquei gago.

2008-03-02: Hoje na minha lista de feeds apareceu-me o documentário "A sinfonia não terminada de Albert Einstein". Há boas coincidências

29 fevereiro, 2008

Lambretas

Aqui há uns largos tempos, fui a um almoço do Planet Geek e a certa altura vi duas pessoas chegarem numas bicicletas que se podiam dobrar e foram guardadas ao lado das cadeiras de bebé lá do restaurante. Hoje encontro esta ideia para cidades inteligentes onde em vez de bicicletas desdobráveis aparecem lambretas (era assim que as conheciamos quando era míudo) desdobráveis. Claro que os carros empilháveis (na horizontal)são também uma ideia para ocupar menos espaço.

Além destes projectos de mobilidade há ainda outros projectos (alguns apresentados outros para breve.

Nota Restos de coleção são rascunhos que passam a ser publicados por mim se não foram alterados durante muito tempo.

Pangea

Não costumo falar aqui de cinema, pode achar-se que o Pangea Day, a que já tinha aludido, não é propriamente cinema mas a TED acaba de difundir através do YouTube o trailer do Pangeia Day (estreia a 10 de Maio).

Steve Varon foi um dos vídeoamadores que mandou a sua proposta para o pangea day, eis a sua visão:

28 fevereiro, 2008

Conferência de Roy Gould na TED 2008

Roy Gould um professor de ciências dá uma pré-visão na TED 2008 do World Wide Telescope, uma telescópio virtual que incorpora imagens dos melhores telescópios para produzir uma experiência emersiva.

Nota: o vídeo tem cerca de 7 minutos. Há uma versão em boa resolução (lá dizem que é HD mas tenho as minhas dúvidas.

Hoje o meu acesso à internet parece-me lento.

Universo virtual

Se gostas de observar as estrelas, as galáxias, os planetas que estão há tua volta podes dar uma vista de olhos ao Gravitas (ou o problema dos n-corpos) e caso queiras descarregar um ficheiro iso (bittorrent tb podes comprar)de um DVD com simulações geradas por supercomputador da dinâmica do universo (a várias escalas). Depois podes vir a aplicar os teus novos conhecimentos no WWtelescope lá para a primavera.

Parte das simulações "exige" utilização de óculos polarizadores (daqueles que se usam para ver filmes como o Beowolf.

27 fevereiro, 2008

Introdução ao Subprime

Eis aqui uma explicação (gosto muito do 4º slide) sobre o que é um "empréstimo" subprime.

Multa

Há dias em que não deve apetecer ser accionista da Microsoft. (Uma verdadeira multinha de 899 milhões de euros)

Censura, Universidade e Absurdo

Em troca de impressões internetianas com o joca ferro do bit.ate disse-lhe que achava que não havia censura sobre a blogosfera portuguesa, estavamos a falar do docente de um politécnico que tinha referido a situação académica fora do vulgar do nosso Primeiro. Hoje, nas minhas leituras matinais vi algo (ver o primeiro comentário) que me leva a pensar que estava errado, estava a ser demasiado anjolas.

Claro que não se trata aqui de um exemplo de censura por um organismo público especializado (mesmo que os especialistas por vezes fossem uns broncos) mas sim de censura velada de uma Universidade (um local onde aprendi que se deveria pensar diferente e exprimir essa diferença mesmo que fosse contra corrente só assim se avança e só assim se cumpre um dos objectivos da Universidade.

Então um docente (assistente com contrato a termo) foi "aconselhado" a fechar ou retirar conteúdo satírico (? não o vi pelo que deixo aqui este ponto de interrugação) em dois dos seus blogues. Parece que também fazia stand up comedy pelo que também a deixou de fazer. Acho isto absurdo. Uma Universidade que não aceite dissidência mais tarde ou mais cedo tende a ficar amorfa e de facto a deixar de ser motor de mudança, deixando de ter utilidade para a sociedade. Por muito idiota que possa ser o conteúdo de um blogue, aquilo que se devia pedir ao docente é que nas suas aulas (e nas suas investigações se for investigador) saiba despertar a curiosidade dos seus discentes para as matérias dadas e para matérias conexas.

Quase impedir (por óbvia dependência económica) que ele se exprima como quer é um perfeito absurdo.

24 fevereiro, 2008

Matz

Apresentação da versão 1.9 da Ruby

Penalizações escolares

Quando era miúdo lia muita banda desenhada onde as crianças quando eram penalizadas tinhas que escrever uma frase muitas vezes. Hoje vi no Baekdal como é que os programadores resolveriam a questão.

Embora sem querer suscitar qualquer guerra linguística (melhor dizendo sobre qual a melhor língua) a versão ruby é mesmo apropriada.

500.times { puts "Não atirar aviões de papel na sala de aula." }

Vamos lá censurar a Edge

Depois de nos ter feito investir o nosso tempo sobre o que movia algumas luminárias agora anda a perguntar qual a fórmula da sua vida. Com isto leva-nos à falência do tempo (para ler ou para dormir ou para ambos) ficando a nossa vida pessoal com sérias dificuldades. Podia aqui apontar para a lista completa, não o vou fazer, podia apontar para um dos exemplos de fórmula matemática praticamente impenetrável (há várias, também as há com piada) ou então apontar para uma relativamente simples e é isso que faço: viva o progresso! viva a estória.

Blueprint

Quando se constrói alguns sítios com HTML e CSS descobre-se que existem um conjunto de problemas semelhantes que temos que resolver em cada um deles. Entre estes problemas encontram-se: limpar os valores por omissão para uma série de propriedades dos vários navegadores de modo a podermos começar com uma página limpa; estabelecer a maqueta e a grelha base a que a nossa maqueta se vai conformar; criar valores de propriedades por omissão adequados para os tamanhos dos tipos, alinhamentos e espacejamento. E ainda mais algumas coisas. Seria realmente útil ter algo para fazermos isto à partida de modo a podermos fazer aquilo que os designers gostam.

Olav Bjorkoy pegou nesta ideia e tratou de a incorporar na infraestrutura BlueprintCSS, uma infraestrutura CSS, disponível publicamente que tenta alcançar estes objectos. Após o seu lançamento esta infraestrutura tem vindo a evoluir, criando extensões e adicionando características (nem sempre uma coisa boa). Qual é o impacto que uma coisa destas pode ter, na forma de trabalhar?

A infraestrutura Blueprint é uma infraestrutura de CSS acompanhada de algumas ferramentas externas que permitem validar, usando o validador de CSS do W3C (em java), os sítios criados e gerar grelhas alternativas, usando uma série de scripts em ruby, à grelha por omissão.

O que é que faz a Blueprint?

(aquilo que chamariamos em português a planta ou o projecto?)

O conjunto central de características é o seguinte:

  1. Limpar os valores por omissão de propriedades de estilo dos navegadores;
  2. Estabelecer valores por omissão (noutros locais claro) adequados para tipografia incluindo famílias de tipos, tamanhos de cabeçalhos, estilos de parágrafos, estilos de listas, grelha base e ainda mais algumas coisas. Trata disto aplicando sempre valores relativos de modo a poder ser escalado em qualquer navegador;
  3. Dá-nos uma metodologia a usar em grelhas de maqueta à medida. Qualquer número de colunas e larguras com que possa sonhar ficam fáceis de alcançar;
  4. Oferece uma folha de estilo para impressora adequada;
  5. Faz tudo isto de forma elegante na generalidade dos navegadores que o podem visitar, incluindo o IE6 e IE7.

É importante compreender que todos os elementos podem ser sobrepostos. A Blueprint não foi concebida para ser a folha de estilo única para um sítio. É, pelo contrário, um conjunto de estilos base para que o designer possa construir sobre alicerces sólidos, aplicando o que é adequado e sobrepondo-se aquilo que não lhe serve para o caso em mãos.

Por analogia podemos pensar que conceber um site com CSS é como começar com baldes de argamassa e conceber um sítio usando a Blueprint é conceber algo usando blocos mas tendo ainda acesso à argamassa.

A grelha

O cerne da Blueprint são as ferramentas de construção de grelha. Por omissão o ficheiro grid.css (um dos ficheiros da infraestrutura) estabelece uma grelha com uma largura de 950px (quase os 960px recomendados pelo Cameron) com 24 colunas, cada uma com 30px de largura com 10px de esquadria. Esta grelha será normalmente suficiente para a generalidade das necessidades.

Para as excepções é possível mudar isto à medida. Se necessitar de mais ou menos colunas ou que sejam mais largas ou mais estreitas que estejam mais apertadas ou mais separadas pode usar a ferramenta de geração de grelha CSS da Blueprint. Pode ainda usar o ficheiro compress.rb como abaixo indicado. O gerador de blueprint não só oferece um ficheiro grid.css de substituição como cria um ficheiro de imagem grid.png para uso como imagem de fundo durante o desenvolvimento, algo que nos permite assegurar um alinhamento perfeito. O gerador de grelha é uma peça central da infraestrutura, mesmo que tecnicamente seja uma ferramenta exterior. Sem ela a Blueprint seria limitativa e controladora, forçando os designers a usar uma só grelha de maqueta. Com ela os designers têm liberdade total.

Usar a Blueprint na sua cadeia de trabalho

Antes de começar a usar o Gimp (ou ferramenta equivalente) deve começar a planear com o Blueprint. É contudo possível, mas mais complicado fazer o caminho inverso.

O designer pode usar a ferramenta de geração acima mencionada de modo a criar uma maqueta com o número de colunas exacto, com esquadrias adequadas e uma largura total adequada ao projecto concreto. O designer deve guardar o ficheiro grid.css exportado. Pode então criar um documento gimp que reproduza esta estrutura em colunas.

O designer no final deve passar, à pessoa que fica encarregue de traduzir a imagem composta no Gimp para CSS e HTML, o ficheiro grid.css acima mencionado e deve dar a conhecer ainda as guias na composição gráfica.

Quando se usa a Blueprint, é realmente importante ler todas as regras incluídas no CSS e compreender as mesmas completamente, de modo a ficar-se consciente do que faz e como o faz antes de deitar a mão na massa. Se o não fizer podem escapar-lhe coisas importantes como .border, .colborder, .box e .hide.

Não seja enganado pela recomendação da documentação de grid.css que lhe sugere usar elementos div para todas as colunas. Pode aplicar a classe .column a qualquer elemento. Por exemplo, se estiver a usar a grelha por omissão e quizer uma barra no topo da página que inclua um logótipo do lado esquerdo e a navegação do lado direito pode adicionar class="column span-12" a um elemento h1 e a um elemento a ul em vez de criar div desnecessárias.

Para criar «linhas» na sua maqueta use várias div com a classe .container. O seu cabeçalho pode ser um contentor, o seu conteúdo outro e o seu rodapé ainda outro. Pode claro ter muitos mais. Só não pense que só pode usar um contentor.

Lembre-se ainda que não necessita de usar a totalidade das peças da Blueprint. Se por exemplo não estiver a usar uma maqueta baseada numa grelha não necessita de usar grid.css. Contudo reset.css e typography.css podem ainda ser-lhe úteis.

Finalmente. Nunca altere os próprios ficheiros Blueprint! É mais limpo incluir as suas próprias folhas de estilo e sobrepôr-se às regras da Blueprint. A alteração dos ficheiros CSS da Blueprint tornam mais difícil a actualização para a última versão da infraestrutura.

Instalação

A Blueprint deve ser colocada na pasta de CSS do sítio em que é aplicada. Depois de o fazer pode adicionar as 3 linhas seguintes ao elemento <head>:


<link rel="stylesheet" href="css/blueprint/screen.css" type="text/css" media="screen, projection">
<link rel="stylesheet" href="css/blueprint/print.css" type="text/css" media="print">    
<!--[if IE]><link rel="stylesheet" href="css/blueprint/ie.css" type="text/css" media="screen, projection"><![endif]-->
 

Se estiver a trabalhar em xhtml não esquecer de terminar cada uma das linhas com um />

Estes ficheiros encontram-se na pasta de raiz de Blueprint. Sendo as versões compactadas.

A Blueprint está pronta a ser usada.

Pasta 'src'

  • blueprint/src/reset.css: é o ficheiro que trata de limpar os valores CSS que os navegadores assumem por omissão;
  • blueprint/src/grid.css: Este ficheiro estabelece a grelha. Inclui várias classes que aplicadas a div (às várias div) criam uma grelha baseada em colunas;
  • blueprint/src/typography.css: Este ficheiro estabelece tipografia por omissão. Inclui ainda alguns métodos para brincar com o seu texto;
  • blueprint/src/forms.css: Estabelece estilo minimalistas para formulários;
  • blueprint/src/print.css: Estabelece regras para impressão, de modo a que o seu sítio seja impresso com estilo. Deve ser incluído em cada página;
  • blueprint/src/ie.css: Inclui o lixo exigido pelos amados IE6 e IE7.

Pasta 'lib'

  • blueprint/lib/compress.rb: Um script em Ruby para alterar à medida e comprimir o seu CSS. Pode estabelecer um espaço de nomeação, o número de colunas (pode ser usado em alternativa ao gerador acima indicado), larguras, trajectos de saída de ficheiros, vários projectos e nomes de classes semânticas. Ver os comentários em compress.rb ou executar compress.rb -h para informação adicional;
  • blueprint/lib/validate.rb: Valida os ficheiros centrais da Blueprint usando o validador CSS do W3C;
  • blueprint/lib/settings.example.yml: Um ficheiro de exemplo para quem necessite de indicar valores à medida.

Pasta 'tests'

Inclui ficheiros html para testar a maior parte dos aspectos da Blueprint. Para mais instruções ver tests/index.html

Finalmente uma cábula [pdf] para o blueprint.

23 fevereiro, 2008

500.000.000 Descargas de Firefox

Por indicação do Bruno fui até ao arroz à borla contribuir com 1000 grãozinhos.

CSS - Ferramenta

Mais uma ferramenta para produção de regras de CSS, neste caso, para tipos.

Não vindo muito a propósito podem aqui ver uma crítica à selecção de tipos feita por vários dos candidatos à presidência americana. O crítico deve ser um obamista (neologismo meu).

Ainda sobre tipos e sobre Obama pode ainda ler o artigo e ver o vídeo sobre o slogan da campanha do Obama. Um tipo de letra em que podemos acreditar.

Para observações sobre fontes de outras campanhas podem ainda ver pouco fontogénicos. Observações verdadeiramente do corredor indicado.

15 fevereiro, 2008

Banco do Conhecimento Comum

Ontém, hoje e amanhã decorre uma oficina do Banco do Conhecimento Comum, algo que de que tive conhecimento hoje na minha leitura matinal do Público (e sim comprei o DVD do Chaplin). É mais uma organização basista de activismo para quem estiver disponível a partilhar o seu tempo e conhecimento nos campos da saúde, tecnologia e comunicação, economias alternativas, direitos humanos e civis, uso do espaço público ou outro conhecimento que torne a vida mais simples e mais autónoma, por favor contacte-nos..

Metachatice II

A minha opinião sobre a utilização de uma etiqueta meta para que as versões futuras do Internet Explorer se comportem em conformidade com as normas (mesmo que não no sentido jurídico do termo) não é de facto tão "pragmática" como isso. A quantidade de crítica (alguma acéfala, alguma fundamentalista, mas a generalidade bem fundamentada) que tem vindo a ser emitida é enorme. No artigo do Jeffrey Zeldman sobre o assunto há 235 comentários (quando estou a escrever isto). Nem todos os comentários são (só) sobre a inclusão ou não dessa etiqueta meta, mas também se dedicam a perguntar o que sucederia numa gama de potenciais cenários. Omissão da meta e de doctype válido ficando algumas delas confusas quanto ao modo de resposta que o navegador da Microsoft irá tomar.

Quando se estabelece uma norma (algo normalmente conservador) não se espera grandes inovações, mas espera-se não ter surpresas. É por isso que me parece que uma proposta de norma (como a OOXML) não deve incluir entre as suas regras algo que diga como se efectua ou efectuou na versão xpto fechada. Ou seja quando para uma coisa funcionar como deve funcionar ter que se ter um mecanismo especial (neste caso a meta) para a fazer funcionar correctamente então algo vai mal. Já tinham inventado o mecanismo do falso comentário (comentário condicional) para que a versão IE7 quase funcionasse correctamente e convenceram muita gente a aplicar o mesmo agora esperam não ficar entalados "obrigando" a seguir um caminho que não está de todo na norma.

O que me espanta um pouco desta vez é que uma série de pessoas, o próprio Jeffrey, o Eric, a Molly (sendo que esta tem a desculpa total de ser colaboradora da própria Microsoft) que estavam por detrás do movimento dos standards, que a Molly vem agora dizer que são de facto práticas recomendadas (no que tem razão claro) no final dos anos 90 do século passado se tenham aproximado tanto das posições da Microsoft como por exemplo Peter Quincy que diz, grosso modo, que há quem conceba um site em conformidade com os navegadores alvo, quem conceba um site em conformidade com as normas, mas que sem preocupações de reprodução exacta se degradam de modo suficientemente agradável e acessível em navegadores que não se comportem de forma adequada e finalmente quem tenha preocupações estéticas e ao mesmo tempo preocupações com a produção de sítios com uma reprodução quase uniforme numa gama alargada de navegadores e que por causa disso mesmo validando os seus sítios, incluem aqui e ali alguns elementos adicionais de modo a que os mesmos sejam bem reproduzidos.

Bom claro que quando falamos de standards os de HTML foi cedido pela ISO o poder ao W3C de os criar. Como se sabe o ISO do HTML corresponde sensivelmente ao HTML 2.0. (Um pouco conservador de mais.)

14 fevereiro, 2008

Censura e Redução de Liberdades

Os EUA são exportadores de tecnologia que pode ser usada para censurar (filtrar) a internet a que se pode aceder a partir de determinados países.

Com a aprovação da lei sobre vigilância (uma maneira de chamar o meter o bedelho onde bem quizer) as empresas de telecomunicações nos EUA ficam fora do alcance da mão da lei, passando a poder presumir que sempre que as autoridades pessam uma derivação para poderem escutar (termo não apropriado mas por analogia qualquer pessoa sabe o que isto quer dizer) aquilo que os seus cidadãos vêm, ouvem ou leiem. O George Orwell se calhar tinha razão, isso será provavelmente legal. Já nos aproximamos do Grande Irmão.

Para perceberem como funciona o sistema de intercepção de comunicações podem ver a animação do ursinho Snuggly O Ursinho da Segurança.

Não bastando usar as empresas de telecomunicações parece que está para breve também o uso de satélites espiões para levar a efeito acções de policiamento. Como digo no parágrafo anterior o Grande Irmão deve estar aí ao virar da esquina.

A lei acima indicada ainda não passou em todo o processo jurídico. Já agora podem ver o quais as respostas à pergunta como corrigir a democracia.

13 fevereiro, 2008

Tipografia

Para quem ache tipografia algo interessante então pode dar um salto à atrofia das pelícas

12 fevereiro, 2008

Cheias em Angola

Olhando hoje para a primeira página do Jornal de Angola até parece não se passar nada fora do vulgar. No entanto no sul e sudeste do país há locais inundados sendo que Onjiva é um desses locais (9000 deslocados). Para saber o que se passa aconselho a clicar na secção regiões. As cheias terão começado quarta-feira passada e pelos vistos vão prolongar-se durante mais algum tempo.

A notícias das cheias foi do meu conhecimento através de um artigo de um jornal sul-africano. Prioridades...

Crochet e Universo Hiperbólico

O TIFF tem um website que alia matemática e objectos do dia a dia tais como bolas de futebol ou peças feitas em crochet ou papel. Mais um deleite para o sentido da visão.

John Alvin faleceu

Mas que raio de entrada é esta neste blogue? John Alvin é um dos artistas gráficos nos bastidores do Blade Runner e de muitas outras obras quer de ficção científica quer de outras espécies.

Tempo gasto a criar um website

Nunca fiz websites sozinho. Normalmente só eram admitidos comentários quanto à maqueta do website e eventualmente uma ou outra adaptação tendo em conta o meio. Na maior parte dos casos tratava de criar código para a visão dos outros sobre o assunto. Nunca me preocupei muito com os aspectos de gestão da criação dos sítios. Hoje, contudo, a situação alterou-se e nas minhas buscas para perceber um pouco mais levaram-se até este gráfico com uma distribuição de tempo com alguma piada.

11 fevereiro, 2008

Primeiro website e o NEXT

Normalmente isto estaria nos meus apontadores e não aqui no ainda a pensar. Isto quase que se dirige ao MV ao apontar para a fotografia do primeiro website num next.

10 fevereiro, 2008

Neil Gaiman

Neil Gaiman autor de ficção científica obteve autorização dos seus editores para publicar um dos seus livros na net sem custos para o leitor. Agora pede ajuda para seleccionar o livro a ser publicado dessa forma.

Richard (f*rt) Stallman publicou uma entrada sobre Liberdade ou Direitos Autorais?.

09 fevereiro, 2008

MS Yahoo! - II

Este rapazinho tem uns conselhos para o Jerry Yang.

Ordenados e Compensações

Se acham que em Portugal se paga demais leiam este artigo e aproveitem para ver o que WB diz na carta aos accionistas das suas empresas cujo enlace podem encontrar nos comentários.

Corrupção - II

Hoje de manhã não sei porquê acordei algo para o cedo contra os meus hábitos de sábado. Estive a ver o programa da Sic Notícias onde estavam à convensa o editor de economia, o Eduardo Dâmaso (ex Público actual Correio da Manhã), Paulo Morgado (Capgemini), Saldanha Sanches (fiscalista) e Henrique Neto, ex-deputado, da Iberomoldes.

O jornalista da casa fazia perguntas óbvias. Paulo Morgado elaborava ideias para prevenir a corrupção. Henrique Neto dizia que por vezes havia que compactuar com a corrupção (noutros países) porque o primeiro dever de um empresário é manter as suas empresas a funcionar. Paulo Morgado não se referindo expressamente a esta afirmação disse algo como isto que era preferível que um empresário deixasse a sua empresa fenecer mas nunca compactuar pois só assim nos veriamos livres desta praga (as palavras não foram estas mas penso que representam razoavelmente o que foi dito). Saldanha Sanches defendeu que se deveria desregulamentar a construção na generalidade do país (manter contudo algumas poucas jóias como por exemplo Óbidos se percebi bem). O simplex ainda não chegou aqui. Eduardo Dâmaso tem andado a pesquisar processos já arquivados para ver o que lá está vertido e ver se encontra padrões dizendo que em Portugal estamos como em Itália antes da operação Mãos Limpas com sucessivas vagas de coisas menos claras. Henrique Neto contou generalidades do seu tempo no topo do PS.

Um dos episódios contado (não me lembro por quem) foi o da compra dos Airbus pela TAP (a primeira vaga) e disse que a investigação tinha decorrido cá durante 7 meses e que quando foi solicitado o auxílio das autoridades francesas houve uma paragem no processo de 5 anos, daí dizia que o novo código do processo penal iria simplesmente provocar o arquivamento de qualquer processo desta ordem de complexidade. Por acaso lembro-me de andar no American Language Institute no 5º ou 6º grau na altura e de alguém ter dito que um grupo de engenheiros aeronáuticos e outro pessoal das oficinas da TAP estaria para França uns anos antes da compra já a aprenderem a fazer a respectiva manutenção. Quando cheguei ao 8º grau lembro-me de ter ouvido falar da ida de pilotos 1 ou 2 anos depois julgo que com a compra ou pelo menos já com negócio encaminhado). Falou-se ainda dos primeiros tempos do Fundo Social Europeu e de como as pessoas empregavam o dinheiro para muito mais coisas do que a formação.

Falou-se ainda do financiamento de partidos mas sem novidade. Hoje li um argumento que me deixou a pensar sobre transparência e opacidade de financiamento, no mínimo interessante.

Claro que isto foi a repetição do programa que dá às 23h de quinta-feira.

A História da Comunicação Visual

"Livro" essencial para quem gosta de pensar comunicação visual. Conte dedicar-lhe algum tempo e aproveite para lhe colocar um marcador.

01 fevereiro, 2008

MS Yahoo!

A minha opinião é muito próxima, quanto a este assunto, à do Jarvis.

Corrupção

Não, não me estou a referir à corrupção local. A imagem que tenho de alguns países africanos é que os seus dirigentes são "algo corruptos" mas em alguns sítios parece despontar alguma esperança como agora na Libéria onde foi apreendido um barquinho com uns meros 1200kg de cocaína (deviam ser para consumo dos detentores da mesma). Só espero que a droga seja destruída e não termine por "desaparecer".

10 mandamentos

No final desta espécie de 10 mandamentos [en] podemos encontrar o seguinte:

Pistas úteis: Esteja sempre aqui à volta. Venha ou vá a tudo sempre. Vá às aulas. Leia tudo a que possa deitar as mãos. Veja os filmes cuidadosamente com frequência. Guarde tudo, pode vir a fazer jeito.

Os realces são da minha lavra.

via: boingboing.

31 janeiro, 2008

Seja um ambientalista activo ou não

Seja um ambientalista activo deixe o seu computador ligado. Isto à primeira vista poderia parecer ilógico mas se o deixar a executar uma simulação de predição de clima pode ser que além dos cerca de 700 kg de CO2 que o seu computador irá produzir por ano irá também ajudar na pesquisa sobre o clima. Esta é uma das sugestões que se podem encontrar na The Nature Conservancy.

Este é mais um dos projectos de computação em rede que nos pode ajudar não só individualmente mas como seres humanos.

Nota final: Sabem onde é que descobri o programa de previsão do clima foi no delicius.spy um local onde se encontra as últimas entradas em tempo real.

Matéria Negra

Em astrofísica há um conceito designado por "matéria negra" o qual na sua essência é algo que não se pode ver mas que tem efeitos sobre o que se passa. A matéria negra em desenvolvimento de software é todas as pequenas coisas que fazemos, mas não acompanhamos, e que levam a que um projecto se atrase. A matéria negra não é necessariamente má, só não a vemos até que o projecto fica atrasado e alguém pergunta porquê.[Wayne Allen]

Eu sabia que tinha que haver mais algumas razões para físicos se terem convertido em gurus da informática.

30 janeiro, 2008

meta chatice

Ainda não consigo ter opinião sobre a tormenta da nova <meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="IE=8;FF=3;Opera=9" /> (pode ser usada para mais do que um alvo) proposta pela microsoft para o IE8 efectuar uma reprodução fiel, em modo verdadeiramente standard, em termos de conformidade com as recomendações do W3C.

Se de um ponto de vista do standard tal se apresenta como um truque por vezes é necessário ser-se pragmático.

O uso desta meta contudo levanta o problema de no momento em que seja lida o navegador já estava de facto a criar uma reprodução da página. Fico pois espantado que um elemento META http-equiv tenha precedência sobre um cabeçalho HTTP. Os agentes utilizadores que tenham/queiram suportar esta característica terão sempre que cheirar esta etiqueta independentemente do que os cabeçalhos digam. Parece-me um abuso do elemento meta. A segunda coisa que me ocorre é saber como alguém que implente isto pode conhecer a especificação exacta e comportamento desta etiqueta META ou se a mesma (a especificação e eventual propriedade intelectual e direitos conexos) será para sempre propriedade da Microsoft.

ainda a pensar pragmatismo (e de facto retenção de clientes) ou recomendações (quase standards).

25 janeiro, 2008

Duas coisas Disconexas

1 - O mapa de tendências da Information Architects.

2 - O leilão de um passe para a TED 2008.

Quando tiver tempo elaborar algo mais sobre o primeiro assunto.