Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

25 abril, 2008

25 de Abril

Portuguese Government poster from the mid-70's by Artist João Abel MantaImagem via Wikipedia

Quando tinha um 11/12 anos o 25 de Abril de 1974 ainda estava fresco. Havia um pseudo teste de inteligência que tinha algumas perguntas de algibeira, como por exemplo:

  • Onde se enterram os sobreviventes de uma queda de avião? Os sobreviventes não se enterram não enquanto o forem.
  • Quando foi o 25 de Abril? Todos os anos nesse dia (claro que muita gente dizia 1974)
  • ...

Assim comecei a ficar um pouco mais alerta quando uma pergunta é colocada. Terá alguma pequena rasteira? Terá uma nuance? Além disso levou-me a ser coleccionador de efemérides. Eis pois aqui algumas delas:

  • Em 1990 foi lançado o telescópio Hubble. Não perca a detecção de uma explosão record.
  • Nasceu G. Marconi inventor italiano conhecido pelo desenvolvimento do sistema de radiotelegrafo. Ganhou o Nobel da Física em 1909 em conjunto com Karl Ferdinand Braun (aquele que fabricou o primeiro osciloscópio com tubo de raios catódicos e dispositivos para rectificação de corrente alterna).

O 25 de Abril de 1974, ou melhor o ocorrido nesse dia, só foi do meu conhecimento na manhã de 26 de Abril (parece que os meus irmãos mais velhos e os meus pais tiveram conhecimento na noite de 25 mas nós, os mais novos, não tinhamos sido chamados para isso).

Nesse dia na Oscar Ribas um colega nosso, de cor, como se dizia, chamado Spínola, teve um tratamento quase vip. Até que a certa altura fomos informados de que nesse dia não haveria mais aulas (não esquecer que a primeira aula era às 7h 30m). O hino tocava (ao lado ficavam dois quarteis um do Exército e um da Força Aérea) às 8h conosco já dentro das aulas. Ao menos quando o professor era surdo ou se fazia não era necessário ficar perfilado.

Uns meses antes disso um colega tinha levado lá para a escola um livro sobre o início da guerra terrorista/pró-independência em Angola. Era um livro demasiado gráfico e de circulação fortemente desaprovada. O rapaz tinha medo que algum de nós trata-se de avisar o respectivo pai. Ele tinha imenso medo de levar uma coça. O livro Portugal e o Futuro do General Spínola foi um sucesso editorial. O meu pai comprou-o na Godi e parece que comungava da análise que o Expresso fez do livro na altura. Que a guerra não se podia ganhar militarmente.

Vulnerabilidades

Recentemente um grupo de investigação da Universidade de Carnegie Mellon, U. da Califórnia em Berkeley e CMU de Pittsburgh concluiu que é possível criar automaticamente um programa que tire partido de vulnerabilidades existentes num programa P que tenham sido corrigidas na versão P'. Uma das conclusões que tiram é que é necessário que a Microsoft altere a forma de funcionamento da Actualização do Windows pois o seu actual funcionamento cria uma janela de oportunidade para a utilização de programas gerados automaticamente que tirem partido das vulnerabilidades corrigidas nos computadores que ainda tenham instalada a versão primitiva.

22 abril, 2008

Dia da Terra

Não sendo um grande ecologista, a minha pegada ecológica é grande, mas acho importante que de vez em quando nos lembremos que os recursos são limitados.

O Público para o comemorar lançou na sua versão analógica um caderno muito interessante (e abateu indirectamente um certo número de árvores).

Fiquei a saber que há uma empresa com elevada incorporação de plástico reciclado para produzir roupa (não fixei o nome da empresa e já não tenho acesso ao jornal pois partilho o mesmo com o dono do café, eu compro um dia e lei-o com menos ou maior empenho 30 minutos a 1 hora e meia, no dia seguinte ele compra e deixa-me ler). Li de viés a história de uma actualização de uma casa usando métodos relativamente ecológicos (não gosto particularmente da ideia de usar um fogão eléctrico mas também reconheço que seria complicado ou justificável outra solução).

Pena é que no sítio do Público na área aberta haja só uma chamada para o assunto e não o conteúdo. Parece que o Público embora publique a entrevista com o Jarvis ainda não adopta as suas receitas.

Quanto ao Dia da Terra o Diário de Notícias possui uma entrada de ontem mais interessante, na sua versão digital. Assim proporcionou-me mais um anúncio da Opel na sua campanha de impactozero.

21 abril, 2008

Se isto for verdade

Se os relatórios de auditoria, que se encontram na Rede, forem autênticos, parece que alguém andou a brincar à contabilidade (inventiva) na SAD do Boavista.

17 abril, 2008

Eu Nunca Gostei de CAPTCHA

Felizmente para mim o tráfego deste blogue é baixo. Por essa razão sou capaz de moderar (censurar) todas os comentários que vou recebendo, felizmente poucos. Alguns dos blogues que comento pedem-me para provar que sou um ser humano usando um ou outro sistema CAPTCHA (Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart). Nunca gostei de ter que os preencher mas depois destes sistemas começarem a cair que nem tordos o que é que os autores esperam para deixar de os usar.

Um problema similar é o dos filtros de spam, ajustados à medida e que podem levar à ocorrência da situação aqui espelhada.

06 abril, 2008

As Perguntas Mais Importantes

Stephen Hawking faz as perguntas mais importantes.

  • Como é que aparecemos aqui?
  • Estamos sozinhos?
  • Iremos sobreviver?

Vídeo com cerca de 10 minutos

Esta conferência faz parte do tema do ano: As grandes perguntas sobre o universo: Como começou o Universo? Como começou a vida? Estamos sozinhos?

As palavras ditas no final são algo perturbadoras independentemente da razão.

05 abril, 2008

Entrevistas de Mike Wallace

Uma das coisas para as quais as universidades americanas servem é o de disponibilizarem arquivos históricos como por exemplo o das entrevistas de Mike Wallace que inclui entrevistados como Loyd Wright, Salvador Dali, Aldous Huxley, Henry Kissinger (todos entrevistados em 1958).

A série de entrevistas acima é uma pequena parte do acervo do Harry Ransom Center da Universidade do Texas em Austin.

A entrevista a Clay Shirky pelo Colbert (o acólito do Jon) é do mais geeky que se possa rir pensar.

Nas entrevistas de arquivo ouvimos as pessoas a terminarem as suas frases sem serem interrompidas na entrevista do Colbert claro que isso é algo impensável, quase 50 anos fazem uma diferença enorme.

03 abril, 2008

Telemóveis - que praga

Mecânica atende chamada ao telemóvel

O petit nom que dou aos telemóveis é trelas-móveis. Que praga!

P.S. Podem ver esta e muitas outras fotografias da preparação de lançamento de um space shuttle.

01 abril, 2008

Twitter

Por vezes actuo como fan boy (mais ao estilo s... hits fan) e hoje fique algo perturbado com este canal do twitter. Era como se o nosso Primeiro resolve-se dar a conhecer a par e passo o que está a fazer. É algo quase extra terrestre para um político nacional.

Será que manter um canal como este servirá para aproximar os políticos das pessoas comuns lá pelo reino de sua magestade ou será que vão achar mais um canal para intoxicação.

1 de Abril

Há muitos muitos anos (anos 60) em Luanda a imprensa escolhei como mentira do 1 de Abril a aproximação a Luanda de um furacão. O que sucedeu levou a ter que se reconstruir alguns edifícios, há limpesa de muitos outros, e a que parte da cidade do asfalto da altura tenha praticamente desaparecido (o asfalto). Na rua Vasco da Gama houve uma cratera que pôde levar com um autocarro lá dentro sem que se lhe visse o telhado (na altura era comum os autocarros terem 2 andares). Ao pé do quinaxixe (fotografia roubada ao fotografia e xadrez) houve que construir um muro de suporte.

A mentira desse ano (não sei se foi no ano em que nasci ou no anterior e não tenho a monografia da Câmara Muncipal de Luanda sobre o assunto) apresentou-se como mais do que uma simples partida.

Hoje a mentira mais chata que vi refere-se à IBM e espero que não deixe tantas marcas.

31 março, 2008

Crianças e Jovens e Internet

Normalmente quando se "pensa nas crianças" temos um começo para imposição de limites sobre o uso da internet e de vídeo jogos. Um estudo pedido pelo governo britânico parece ir contra a corrente. As crianças e jovens precisam de ser capacitadas para se manterem seguras. As crianças continuaram a ser crianças - tentanto ampliar os limites e arriscarem. Numa piscina publica temos portas, sinais, treinadores e alguns finais menos honrosos, mas também podemos ensinar as crianças a nadar. Normalmente os estudos que pensam nas crianças tendem a ter uma forte tendência para a limitação e não lhes dar acesso aquilo que de mau existe de facto poderá conduzí-los a serem uns falhados mais tarde na sua vida adulta. O estudo encontra-se aqui[pdf].

29 março, 2008

Paola Antonelli e Elastic Minds

Quando comecei a explorar a exposição virtual do MOMA Design and Elastic Mind não fazia ideia que uma das pessoas por detrás dela era Paola Antonelli. Eis mais uma boa conferência da TED.

Entre as peças exibidas encontram-se três peças criadas por colaboradores da Microsoft (josé há destas coisas) Research.

A seedmagazine publicou uma entrevista conduzida pela Paola a Benoit Mandelbrot sobre arquitectura, fractais...

Despertar para a Ciência e Tecnologia

Hoje num comentário a um comentário num artigo do obvious sobre o novo acelerador do CERN fiquei só pela rama.

Há pessoas que são cerebrais e não necessitam de grande incentivo para se sentirem motivadas para a criação científica. Não é o que se passa comigo. Gosto de ficar maravilhado e de ser surpreendido, com coisas complexas e com coisas simples. As grandes construções podem projectar poder mas as construções complexas além de poder transmitem também de certa forma a dimensão da nossa ignorância. Não são só lugares de culto (alguém que tenha trabalhado no CERN pode ser, de certo modo entendido como, um quase deus) mas também demonstra o grau de ignorância que temos sobre as leis da natureza, pois que só são verdadeiramente interessantes os resultados inesperados.

Por vezes as razões para nos maravilharmos com algo grande e complexo nem serão lá muito bem compreendidas, mas o mesmo se pode passar com coisas relativamente simples. Por exemplo, já na faculdade, tive um professor de cálculo, o professor Costa Pereira (ou seria Pereira da Costa) tinha uma comportamento algo estranho mas que prendia a atenção, fazia alguns quilómetros à volta da secretária (de facto várias secretárias juntas) sem nunca tropessar no desnível entre o estrado e o chão do anfiteatro.

Ontém na série de conferências da TED vi uma pessoa que me fez lembrar esse meu professor: Clifford Stoll. E sim, também gosto de experiências relativamente simples como a sua medida da velocidade do som empregando um gerador de ondas, um osciloscópio, um microfone e uma fita métrica. Fique rendido à sua aparente simplicidade.

Clifford Stoll é um astrónomo muito especializado a sua especialidade só pode existir pois há grandes construções que nos permitem enviar sondas para outros planetas, porque há grandes construções que nos permitem monitorizar os corpos celestiais.

Se acham que é fácil não ficar maravilhado com objectos complexos dêm uma saltada aos vídeos da Carolyn Porco tanto na TED (vídeo embebido abaixo) como na DLD (só lá para os 40 minutos). O problema talvez seja mesmo esse numa primeira fase as pessoas ficam babadas e transformam-se em "fan boys and girls", mas no fim as pessoas ultrapassam essa fase do espanto e passam à acção, a uma aprendizagem sobre o que as rodeia e isso também é importante.

A esta entrada podemos chamar a antítese do Z na fórmula de Einstein.

O meu colega tuxer hoje publicou um cartoon sobre os problemas que podem surgir no LHC. Para quem não goste de cartoons pode ler esta entrada. Nota 2: No próximo Sábado é dia aberto no LHC.

28 março, 2008

Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica

Este documento foi traduzido para português sendo uma versão não oficial do documento original em inglês Primer: Getting into RDF & Semantic Web using N3 por Tim Berners-Lee. São possíveis erros devidos à tradução de Carlos Afonso da sua exclusiva responsabilidade de Carlos Afonso e os mesmo não são passíveis de imputação, em qualquer caso, ao W3C.



O mundo da rede semântica, como baseado em RDF, é realmente simples na base. Este artigo mostra como poderá começar a dar os primeiros passos. Usa uma linguagem simplificada -- Notation 3 ou N3 – a qual é basicamente equivalente ao RDF na sua sintaxes XML mas mais fácil de escrever quando se está a começar.

Sujeito, verbo e objecto

Em RDF, a informação é uma simples coleção de afirmações cada uma com um sugeito, verbo e objecto – e nada mais. Em N3 pode escrever-se um triplo RDF dessa forma, com um ponto final:

<#carlos> <#conhece> <#luisa> .

Tudo, seja um sugeito, um verbo ou um objecto é identificado usando-se um URI Identificador Universal de Recurso. Isto é algo como <http://www.w3.org/> ou <http://www.w3.org/2000/10/swap/test/s1.n3#includes>, mas quando falta tudo antes do sinal de cardinal "#" isso identifica o <#carlos> no documento actual seja ele qual for.

Há uma excepção: o objecto (só) pode ser um literal, como uma cadeia de caracteres ou um número inteiro:

<#carlos> <#conhece> <#luisa> .
<#carlos> <#idade> 24 .

O verbo “conhece” é aquilo que em RDF se designa por “propriedade” e pensa-se nela como um nome que exprime a relação entre os outros dois. De facto podemos escrever

<#carlos> <#filho> <#zeca> .

Alternativamente, para o tornar mais legível, podemos reescrever o mesmo como

<#carlos> tem <#filho> <#zeca> .

ou

<#zeca> é <#filho> de <#carlos> .

Há dois atalhos quando se tens várias afirmações sobre um mesmo sujeito: o ponto e vírgula ";" introduz uma outra propriedade do mesmo sujeito, uma vírgula introduz outro objecto com o mesmo predicado e sugeito.

<#carlos> <#filho>  <#zeca>, <#pedro>, <#ana> ;
       <#idade>    45 ;
       <#cordosolhos> "castanho" .

Assim, por exemplo os dados na tabela

idade

cordosolhos

carlos

45

castanho

zeca

13

verde

pedro

15

verde

Pode ser escrita como

  <#carlos>  <#idade> 45;  <#cordosolhos> "castanho" .
  <#zeca>    <#idade> 13;  <#cordosolhos> "verde" .
  <#pedro>   <#idade> 15;  <#cordosolhos> "verde" .

Por vezes, há coisas envolvidas nas afirmações que não têm qualquer identificador a quem as queira atribuir – sabe que existe um mas só deseja dar as propriedades. Isso representa-se usando parêntesis rectos com as propriedades dentro deles.

<#carlos> <#filho> [ <#idade> 14 ] , [ <#idade> 13 ].

Isto pode ser lido como querendo dizer que o #carlos tem um #filho com a #idade de "14" e um #filho com a #idade de"13". Há 2 coisas importantes a lembrar

  • Os identificadores são meros identificadores o facto de as letras c a r l o s serem usadas não querem dizer a ninguém nem a nenhuma máquina que estejamos a falar de alguém cujo nome seja "Carlos" – excepto se dissermos <#carlos> <#nome> "Carlos". O mesmo se aplica aos verbos – nunca tome as letras f i l h o como querendo dizer o que significam – iremos descobrir como mais tarde.

  • Os parentesís rectos indicam que algo existe com a propriedade dada, mas não nos dão nenhuma maneira de nos referirmos às mesmas noutro local neste ou noutro documento.

Se de facto desejarmos usar um nome poderiamos ter escrito a tabela acima como

  [ <#nome> "Carlos"; <#idade> 45;  <#cordosolhos> "castanho"  ].
  [ <#nome> "Zeca" ;  <#idade> 13;  <#cordosolhos> "verde" ].
  [ <#nome> "Pedro" ; <#idade> 15;  <#cordosolhos> "verde" ].

Há várias maneiras de combinar parêntesis rectos – mas pode perceber isso, sem a minha ajuda, dos exemplos que aí vêem. Não há muito mais a aprender sobre como exprimir dados em N3, e assim passemos à frente.

Partilha de conceitos

A rede semântica não pode definir num documento o que qualquer coisa quer dizer. Isso é algo que pode fazer em português (ou ocasionalmente em matemática) mas quando realmente comunicamos usando o conceito "título", (tal como numa ficha da Biblioteca Nacional ou numa página da Rede), dependemos de um conceito partilhado de “Título”. Na rede semântica, partilhamos de forma precisa usando exactamente a mesma URI para o conceito de título.

Podia exemplificar a tentativa de dar um título a um documento N3 por

<> <#título>  "Um exemplo simples de N3".

(O par <> inicial é uma referência URI vazia que se refer sempre ao documento em que é escrito.) O <#título> refer-se ao conceito de #título como definido no proprio documento. Isto não quererá dizer muito ao leitor. Contudo, um grupo de pessoas criou uma lista de propriedades designada por Dublin Core, entre as quais figura a sua ideia de título (title) que deram ao identificador

<http://purl.org/dc/elements/1.1/title>. Assim podemos definir muito melhor a afirmação se dissermos

<> <http://purl.org/dc/elements/1.1/title>
 "Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica usando a notação N3".

Claro que isto poderá ser um pouco verboso em excesso – imagine identificadores tão longos para tudo como #idade e #cordosolhos. Assim a N3 permite estabelecer abreviações para a parte mais comprida que designamos como espaço de nomeção. Estabelece-se esse espaço de nomeação usando a expressão "@prefix":

@prefix dc:  <http://purl.org/dc/elements/1.1/> .
<> dc:title
  "Primer: Guia Inicial sobre RDF e a Rede Semântica usando a notação N3".

Note-se que no caso de se usar prefixo, usamos dois pontos (:) em vez de um sinal de cardinal entre dc e title, e não se usa os <sinais de menor e maior que> à volta da coisa toda. É muito mais rápido. Será assim que irá ver e escrever a maior parte dos seus predicados em N3. Uma vez estabelecido um prefixo pode ser usado no resto do documento.

Há um cada vez maior número de vocabulários RDF aos quais nos podemos referir - Ver RDF home page e coisas enlaçadas a partir dela – e pode construir os seus próprios vocabulários para as suas aplicações de forma muito simples.

Por agora iremos usar um espaços de nomeção bem conhecidos, de modo a pouparmos espaço, irei simplesmente presumir os seguintes prefixos

@prefix rdf:  <http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#> .
@prefix rdfs: <http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#> .
@prefix owl:  <http://www.w3.org/2002/07/owl#> .

Estes são, respectivamente, os espaços de nomeação RDF, RDF schema e OWL. Dão-nos os termos centrais sobre os quais nos podemos atirar para a rede semântica. Irei também presumir que o prefixo vazio figura no lugar do próprio documento que se esteja a escrever que podemos exprimir em N3 como

@prefix : <#> .

Tal significa que a afirmação lá mais atrás poderia ser escrita como

:carlos :filho [ :idade 14 ] , [ :idade 13 ].

Que irá pois incluir muito menos caracteres a escrever. Agora compreende como escrever dados em N3 pode começar a construir os seus próprios vocabulários pois são eles próprios só dados.

Criar vocabulários

Coisas como dc:title acima são propriedades RDF. Quando se quer definir um novo vocabulários defini-se novas classes de coisas e novas propriedades. Quando se dizer que tipo de coisa algo é, diz-se a que Classe pertence.

A propriedade que nos diz de que tipo uma coisa é é rdf:type que pode ser abrevida em N3 para a (do inglês um ou uma ). Assim podemos definir Pessoa como Classe

:Pessoa a rdfs:Class.

No mesmo documento, podemos apresentar uma pessoa real

:Carlos a :Pessoa.

Classes só nos dizem sobre a coisa que está nelas. Um objecto pode pertencer a muitas classes. Não é necessário que haja qualquer relação hierárquica –pense em Pessoa, ObjectoAnimado, Animal, PessoaAlta, Amigo, etc. Se houver uma relação entre duas classes pode tratar de o exprimir – veja as propriedades (de classes) nos vocabulários RDF Schema e OWL .

:Mulher a rdfs:Class; rdfs:subClassOf :Pessoa .

Uma propriedade é algo que é usado para declarar uma relação entre duas coisas.

:irmã a rdf:Property.

Por vezes quando existe uma relação entre duas coisas, imediatamente sabe-se algo sobre elas, que pode ser expresso como uma classe. Quando o sugeito de qualquer propriedade tem que estar numa classe, então essa classe é o domínio da propriedade. Quando o objecto tem que estar numa classe, então a classe é designada o domínio de uma propriedade. Uma propriedade pode ter vários domínios e limites, mas normalmente uma especifica uma.

:irmã rdfs:domain :Pessoa; 
        rdfs:range :Mulher.

Note-se que os identificadores de classe começar por letras maísculas e as propriedades com minúsculas. Não é uma regra mas sim uma boa convenção a manter. Note-se ainda que devido ao domínio de rdfs:range e rdfs:domain ser ele mesmo uma rdf:Property, segue-se que :irmã é uma rdf:Property sem que seja explicitamente expressa essa qualidade.

Equivalência

Frequentemente, define-se um vocabulário onde um ou mais termos, quer se tenha apercebido ou não quando se começa, é de facto exactamente o mesmo que o definido noutro vocabulário. Isto é uma porção de informação realmente útil para qualquer pessoa ou máquina que trate da informação. A propriedade de equivalência entre dois termos é tão útil e fundamental que a N3 tem uma abreviatura especial para a mesma: "=".

:Mulher = foo:PessoadosexofemeninoAdulta .
:Title a rdf:Property; = dc:title .

Pista: Usar vocabulários de outras pessoas quando se possa – ajuda à intertroca de dados. Quando se define o nosso próprio vocabulário que inclui sinónimos, devemos registar a sua equivalência porque, se irá ajudar processadores actuais e futuros a processar os nossos dados e os dados dos outros de modos apropriados.

Escolher um espaço de nomeação e publicar o seu vocabolário

Documentação em linha de termos de vocabulário ajuda as pessoas a ler e escrever dados RDF. Os escritores necessitam de ver como um termo é suposto ser usado, os leitores necessitam ver o que é suposto significarem. As pessoas que desenvolvam software que use os termos necessitam de saber em detalhe exactamente o que é que cada URI significa.

Se documentar o seu vocabulário usando os vocabulários RDF Schema e OWL, então os seus documentos serão legíveis por máquinas de uma variadade de modos interessantes e úteis, como mencionado acima e explorado em mais detalhe em Vocabulary Documentation. Este género de documentação-RDF-em-RDF é por vezes designada por “esquema” ou “ontologia”.

A forma mais fácil de ajudar as pessoas a encontrar a sua documentação é fazer as URIs que cria de termos de vocabulário também funcionarem num navegador web. Isto funciona automaticamente se seguir as convenções de nomeação que usamos aqui, onde o documento de definição de vocabulário tem uma URI semelhante a http://exemplo.com/termos e se refer aos seus termos como <#Mulher>. Com a declaração de @prefix anterior, isto dá a URI http://exemplo.com/termos#Mulher que deverá funcionar em qualquer navegador que mostre o documento de definição.

Idealmente deverá publicar a sua documentação na web usando um servidor e porção do espaço URI que seja possuído por uma organização que possa manter os mesmos bem no futuro. Assim, dentro de muitos anos no futuro, os dados em RDF que usem os seus termos ainda serão documentados e potencialmente poderão ser compreendidos. QA convenção de colocar o ano corrente na URI pode ajudar na estabilidade; poderá haver alguém, que algum dia, seja tentado a reutiliza algo como http://exemplo.com/vocabulario-comida, mas provavelmente não mexerá em http://exemplo.com/2003/vocabulario-comida, quando desejarem actualizar a documentação. Em certas circunstâncias pode também aumentar a estabilidade usando um nome de domínio especializado que possa ser isolado de renomeação da organização ou de problemas relativos a marcas.

Claro que se só estiver a divertir-se poderá usar um ficheiro (digamos minhadb.n3) na mesma pasta do resto do seu trabalho. Qaundo o fizer pode simplesmente usar <minhadb.n3#> como identificador do espaço de nomeação, porqueem N3 (assim como em HTML), as URIs podem ser especificadas de modo relativo à localização actual.

Mais

Agora já sabe tudo o que necessita para começar a criar os seus próprios vocabulários, ou ontologias e tem alguns apontadores para onde pesquisar sobre meios mais ricos de os definir. Não necessita de ir mais longe, pois o que tem agora lhe permite criar novas aplicações, criar esquemas, ficheiros de dados e programas que intertroquem e manipulem dados para a rede semântica.

Neste ponto deverá estar a adquirir experiência e a escrever algo. Para lhe dar mais ideias há uma longa lista de exemplos variados e mais complexos. Estes vêm com explicações menos detalhadas.

Ou pode continuar num tutorial que lhe dê mais características da linguagem, explicando-lhe como processar os seus dados e como envolver outros dados na Web. Neste caso o próximo passo é sobre: Shortcuts and long cuts


Referências

Tim BL, sem o seu chapéu de director
$Id: Primer.html,v 1.61 2005/08/16 13:49:21 timbl Exp $

27 março, 2008

Simple English Wikipedia

Toda a gente conhece a Wikipedia. Mas nem toda a gente conhece a simple english wikipedia, uma enciclopédia com texto mais simples do que a original e com muito menos artigos. Por exemplo podemos aqui ver a página dedicada a Einstein na original e na simples.

Twine

Hoje recebi convite para o beta do Twine (quem desejar receber um convite meu basta pedir por comentário). O comentário não será publicado. Twine é aparentemente mais uma rede social onde o foco principal não é quem conhecimentos mas o que conhecemos. Estou agora a fazer uma primeira exploração sobre o que está disponível e ainda não vi nada que me levasse a querer de facto pertencer a mais este serviço. Para quem queira uma primeira aproximação ao serviço eis um artigo do Bennet:


A mistela complexa, que é a Internet, tem um certo charme. Uma massa confusa de informação e de páginas da web completamente inúteis, apresentam-se ao lado de páginas importantes, com o Google a ser um dos poucos meios à nossa disposição para distinguirmos entre um e outro lado. O Google é ainda o principal meio de organização da Web, mas a Internet evoluiu desde que este organização começou há 12 anos (muitos anos em termos de Web). Tim Berners-Lee, a quem se atribui a invenção da World Wide Web, disse ao Times Online que acredita que o Google será "ultrapassado" pela Web Semântica.

Em vez de se orientar para páginas Web, a Web Semântica, em teoria irá organizar todos os tipos de informação desde extractos bancários, a mapas, fotografias e estudos de pesquisa médica. No vídeo para a Technology Riview, Berners-Lee fala acerca da tecnologia da Web Semântica como podendo ajudar os médicos a comparar diferentes tipos de dados médicos, combinando dados de nutrição com dados médicos ou dados de padrões de viagens aérias que pareceriam não estar relacionados, dando luz a tendências e informação que pode literalmente salvar vidas.

Por agora, muito da promessa da Web Semântica está por realizar, mas as empresas estão ocupadas a prepararem-se para tirar vantagem da nova tecnologia. A última encarnação é um website chamado Twine, criado pela Radar Networks, actualmente em teste beta privado (eu o tradutor disto recebi um convite e este é o primeiro documento a que chego usando este site). A CNet News relata que a Twine conseguiu 18 milhões de dólares em duas recolhas de capital para implementar a tecnologia.

Neste momento o Twine parece-se muito com o Facebook e o MySpace ou outros sítios de rede social. Os utilizadores criam um perfil, carregam uma imagem e ligam-se a outros utilizadores do sítio. A companhia espera que os utilizadores comecem a lançar quantidades massivas de mensagem electrónicas, dados de pesquisa e informação relativa a trabalho no sítio, de modo a que as pessoas possam começar a tomar consciência da informação de novas maneiras.

A diferença entre Twine, MySpace e Facebook ou outros sítios de redes sociais é que nas redes sociais a questão é saber-se quem é que se conhece e no Twine é saber-se o que se conhece, disse Nova Spivack, fundador da Radar Networks à CNet News. Se a Rede Semântica funcionar tão bem como Spivack e Berners-Lee esperam as pessoas rapidamente começaram a saber muito mais.

Original de Bennet Gordon no UTNET. Tradução apressada do cafonso

Seguiu o primeiro convite. Tenho mais 9. Actualização: Tim acaba de publicar uma clarificação do que disse ao Times Online.

26 março, 2008

Barra do Blogspot

Aqui há cerca de 2 anos mudei o visual aqui do "ainda a pensar", depois num dia em que parecia ter-me esquecido da mente resolvi actualizar o blogue para a "nova" (da altura) versão do blogspot. Quando abro novamente o blogue vejo que a barra do blogspot retornou e maravilhosamente cobre o nome do blogue (algo que começou como uma piada) e então resolvi que seria assim que passaria a aparecer o blogue.

Hoje o Mário Andrade, colega do Planet Geek, resolveu mostrar como remover da vista essa barra maravilhosa.

ABC3D

Um pequeno vídeo com o abcedário de Marion Bataille

25 março, 2008

Grande poupança

Há coisas que só podem fazer sorrir como a poupança que a NASA foi obrigada a fazer no veículo que tem em Marte Spirit.

Actualização: Parece que afinal volta a haver dinheiro para que os dois veículos continuem a operar durante este ano. Para um histórico sobre a exploração de Marte pode dar um salto ao IO9

Editor de Hergé Morreu

Raymond Leblanc 1915-2008

Raymond Leblanc o editor belga que construiu a Lombard morreu dia 21 com 92 anos. Leblanc era um funcionário público que se tornou membro da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 convenceu Hergé a publicar numa revista semanal orientada para os miúdos e a poder usar o nome de Tintin para essa publicação. Hergé recrutou três amigos Paul Cuvelier, Edgard P. Jacobs, Jacques Laudy para o ajudarem na revista.

A revista teve um sucesso imediato tendo a sua tiragem passado dos iniciais 60.000 exemplares para os 80.000. Na altura a Spirou era líder de mercado. A Lombard publicou cerca de 1.500 livros de banda desenhada, metade ainda em circulação.

via: tintinofilo