Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

31 janeiro, 2008

Matéria Negra

Em astrofísica há um conceito designado por "matéria negra" o qual na sua essência é algo que não se pode ver mas que tem efeitos sobre o que se passa. A matéria negra em desenvolvimento de software é todas as pequenas coisas que fazemos, mas não acompanhamos, e que levam a que um projecto se atrase. A matéria negra não é necessariamente má, só não a vemos até que o projecto fica atrasado e alguém pergunta porquê.[Wayne Allen]

Eu sabia que tinha que haver mais algumas razões para físicos se terem convertido em gurus da informática.

30 janeiro, 2008

meta chatice

Ainda não consigo ter opinião sobre a tormenta da nova <meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="IE=8;FF=3;Opera=9" /> (pode ser usada para mais do que um alvo) proposta pela microsoft para o IE8 efectuar uma reprodução fiel, em modo verdadeiramente standard, em termos de conformidade com as recomendações do W3C.

Se de um ponto de vista do standard tal se apresenta como um truque por vezes é necessário ser-se pragmático.

O uso desta meta contudo levanta o problema de no momento em que seja lida o navegador já estava de facto a criar uma reprodução da página. Fico pois espantado que um elemento META http-equiv tenha precedência sobre um cabeçalho HTTP. Os agentes utilizadores que tenham/queiram suportar esta característica terão sempre que cheirar esta etiqueta independentemente do que os cabeçalhos digam. Parece-me um abuso do elemento meta. A segunda coisa que me ocorre é saber como alguém que implente isto pode conhecer a especificação exacta e comportamento desta etiqueta META ou se a mesma (a especificação e eventual propriedade intelectual e direitos conexos) será para sempre propriedade da Microsoft.

ainda a pensar pragmatismo (e de facto retenção de clientes) ou recomendações (quase standards).

25 janeiro, 2008

Duas coisas Disconexas

1 - O mapa de tendências da Information Architects.

2 - O leilão de um passe para a TED 2008.

Quando tiver tempo elaborar algo mais sobre o primeiro assunto.

DLD - 2008

Note-se que isto ainda está a ser escrito e revisto - 2008-01-26

Os vídeos da conferência DLD - 2008 já se encontram disponíveis.

Na abertura da conferência são apresentadas uma série de pessoas que participaram em anteriores eventos com breve biografia. Entre as pessoas presentes estavam o criador da last.fm, o responsável pela TED. Os temas vão desde a criatividade, publicidade, empreendorismo, biologia, filosofia, energia, sustentabilidade, amizade, fazer perguntas, falar ...

  • Painel

    Smart boys on new markets

    Hubert Burda, Joseph Vardi, Martin Sorrell, Richard Wurman, Joe Schoendorf (Accel Partners uma empresa de VC) e o moderador David Kirkpatrick da Fortune.

    Após uma apresentação de cada um dos membros no painel feita pelo moderador, Richard Wurman o criador da TED começou a falar sobre o que lhe foi dito no seu na sua juventude e o que ele foi descobrindo ao longo da vida entre outras coisas falou de um guia impresso em luvas para a visita a um museu em Londres, tendo terminado por dizer que o seu corpo era um zoológico.

    Joseph Vardi seguiu-se e começou por dizer que estava muito humilde (após mandar uma piada sobre o criador da maior empresa de publicidade no painel durante a apresentação feita pelo moderador que a não entendeu). A libertação de criatividade é algo que leva a sério. A queda do muro foi um facto importante. Vemos mudanças importantes nas indústrias da música, cinema, telecomunicações, inovação... o melhor dos tempos.

    Seguiu-se Joe Schoendorf (um VC veterano do Vale da Sílica). Este pegou no mote deixado por Vardi e disse que os melhores tempo estão para vir (é deixar assentar a poeira levantada digo eu) pois ao contrário da sala em que falava no mundo há cerca de 3 mil melhões de pessoas com menos de 25 anos. Depois falou de uma pequena estória dos seus tempos da Apple, quando recebeu um telefonema de Alfin Tofler que queria colocar um CD em cada livro que acabara de editar (após remover grande parte do que tinha escrito) uma impossibilidade prática à primeira vista pois só havia algumas centenas de milhar. Tofler ter-lhe-à dito que a vida dos seus netos quando estes fossem adultos teria poucas ou nenhumas semelhanças com a sua própria vida e Joe acha que a velocidade de mudança é realmente muito grande. Por exemplo diz que no Maine ninguém com menos de 25 anos se lembra de não estar on-line ao contrário da audiência que quase de certeza de lembra quando se ligou pela primeira vez. Por outro lado no mundo há actualmente 3 mil milhões de telefones celulares, iremos viver num mundo com mais câmaras de vídeo do que pessoas e termina dizendo que a mudança, no seu negócio, significa disrupção, que significa oportunidade.

    Burda manda a piada que na audiência há poucas pessoas de 25 anos pois alguém tem que trabalhar. Depois fala de atenção e a sua importância numa organização de media. Acabando por falar do mestre do suspense Hitchcock

    Martin Sorrell [WPP] (o alvo da piada sobre um mundo de fios) - geografia estando nós numa mudança de poderio a caminho da China, depois diz ter esperança, mas dúvidas sobre a Europa sendo que na Europa do Leste estão a avançar mais rapidamente que na Europa. Martin Sorrell disse que a Google é um seu amigo embora um funcionário da Google o tenha corrigido. Google cresceu em 10 anos para uma dimensão superior à empresa de Buffet (o amigo do Bill Gates). Depois entrou directamente na massa (no seu caso na publicidade). Depois diz que os doutorados que o preocupam são os dos locais inovadores que podem provocar revoluções em Bangalore e Pequim. Depois foca a importância de grandes eventos desportivos em 2008 acha que o ano se conseguirá acabar por compor. Depois na China acha que em 2009 haverá um abrandamento na China. Nos EUA um novo presidente terá que enfrentar a questão do duplo deficite. Terminou por pedir para não se perder a esperança mas preocupando-nos com 2009. (A WPP tem um volume de negócio da ordem dos 12 mil milhões de USD. (foi comprada nos anos 80 por menos de 300 milhões num take over agressivo)

    Hubert Burda responde ao moderador se está ou não pessimista em relação há Europa Ocidental. Ele diz só saber do seu negócio e que nele não está pessimista. Depois acrescenta ter sido chairman na Universidade de Munique durante 10 anos e que depois foi para Stanford e que acha que na Europa se está muito longe, por não se ter percebido que o importante é o software (conteúdos no caso dele julgo). Diz que na Europa não há tradição no software (com a excepção da SAP dito dele). Compara o algoritmo (da google?) à invenção da perspectiva no séc XIV ou XV. O enquadramento para a atracção dos melhores e as regras sociais que implicam falta de dinamismo no emprego. Desse ponto de vista a América e a Ásia (vejo um coreano do sul). A distância da formação entre as universidades europeias tradicionais e as americanas ou as do Reino Unido é muito grande.

    O moderador diz que Burda está muito há frente dos outros responsáveis de empresas de media.

    Joe diz que Martin foi muito corajoso naquilo que disse. E faz uma previsão de que no G7 há actualmente 5 países europeus e que no final do segundo mandato (2016) do novo presidente americano (independentemente de quem seja) haverá um o Reino Unido. A China ultrapassou a Alemanha e a Índia, o Brasil e a Rússia. Depois falou sobre o declínio da fabricação nos EUA e disse que em XXXX havia 37% da população no sector industrial e que hoje há 35% e que o fazem com metada das pessoas (donde a produção actual é quase o dobro). Há 100 anos nos EUA 98% das pessoas estavam no sector primário. Se lhes dissessen que 95% teriam que encontrar algo para fazer poderia parecer uma catástrofe (pode ter sido a nível individual). A produção do sector é 10x maior actualmente. Estas mudanças [radicais] sucedem e a velocidade de mudança está a aumentar. Fim de mensagem

    Joseph Vardi diz que 1/4 das firmas no Vale da Sílica são criadas por emigrantes de 2ª geração. Depois diz que com a globalização os filhos dos emigrantes podem ficar nos respectivos países e cita o caso da Turquia de onde tinha acabado de chegar. O perigo para as firmas incumbentes vem dos filhos dos emigrantes. Alguns dos resultados que estamos a ter vem da globalização e da rede (Joseph atirou uma farpinha ao Martin que responde). Martin aproveitou para realçar que na sua opinião a Turquia poderia ser uma âncora se fosse integrada na União Europeia pois tem uma população jovem e poderia ser um flecha da Europa no Médio Oriente e no mundo árabe. A China e a Índia que têm estado 200 anos do lado errado da história podem passar a estar 200 anos do lado certo. Depois diz que os EUA têm uma capacidade de adaptação similar à da família real inglesa. Diz que já se tinha dito antes de Reagan que o Japão tomaria a dianteira e que tal não sucedeu. Depois Joe diz que o abandono da Intel da produção de RAM (Decisão de Andy Grove em 1975, 1974 tinha sido um bom ano) levou muita gente a prever o fim do Vale da Sílica. O moderador diz que foi falta de vistas da parte da imprensa.

    O moderador pergunta a Robert já que ele fala tanto de mudança global e população o que é que tem a dizer sobre estes pontos. 2 Pontos. Depois de uns cumprimentos aos outros oradores e de achar que aquilo que disseram deve ser passado a um diagrama começa a dizer algo sobre dele. A primeira cidade a ultrapassar 1 milhão de habitantes foi Pequim. Depois conta a estória de ter "adquirido" a limousine do VC após uma festa no restaurante Veritas em Nova Yorque na conferência de Davos lá. A Joseph é perguntado o que pensa da crise potencial e ele responde que há uma profecia dada aos loucos e que irá responder se lhe for perguntado em 2011.

    Essa coisa Google. Burda responde que o google permite descobrir clientes (que os clientes nos descubram. Quem venda páginas de publicidade está lixado tem que se ser criativo. Martin se tivesse 25 anos não estaria na Europa Ocidental estaria provavelmente em Pequim ou em Bangalore ou na Coreia do Sul (dá razões). Os BRIC são importantes, mas os 11 seguintes são muito interessantes e por fim eventualmente em África o continente da oportunidade. A rapidez da mudança é muito grande a mudança da Líbia e a importância dada pela China a África está a provocar grandes alterações. Seria para um destes sítios que teria ido. Joe ficava-se pelo Vale da Sílica. Robert faria um google melhor. Martin responde ainda a uma pergunta sobre mulheres e a sua ausência actual no painel.

  • DLD08 - Day 1 - Challenges for a global brand

    Esta palesta apresentada por Olaf Göttgens, CEO da BBDO Consulting da Alemanha, começa por dar os parabéns à DLD por se ter tornado uma conferência de elevado gabarito (festinhas nas costas). Depois partiu para a estória da sua meninice quando a TV na Alemanha tinha dois canais, não havia controlo remoto e à meia-noite a televisão dava o hino, seguido de uma hora de mira técnica e depois deixava de haver emissão e compara-a com o panorama actual com centenas de canais, 3000 periódicos (jornais e revistas) eram 2000 há 5 anos. Isto é um desafio. Depois fala da filha da sua mulher anterior (não tenho a certeza do parentesco) ilustrando com uma foto com um sofa com duas pessoas uma delas com um portátil e um auricular com um DVD a passar e a conversar. Ao perguntar-lhe o que estava a fazer disse que nada, acrescenta que é o que se passar nesta geração e que isto é um desafio e acha que a bala de prata é o branding consistente. Depois apresenta os quatro passos para o fazer, o segundo, fascinar, faz lembrar a Apple mas aqui relativo à Mercedes-Benz (produzir produtos apetecíveis). O quarto ponto é confiança. Resumidamente o importante é o Branding.

    Isto leva a ter que puxar pela atenção das pessoas
  • Palestras encadeadas - DLD08 - Day1 - Creating universes

    Este vídeo é dos mais longos, 1h 46m

    Paulo Coelho, David Silverman, Carolyn Porco, Oliviero Toscani.

    Nota lateral: Tenho que admitir que não gosto dos livros dele (de facto só passei os meus olhos por 2 deles) mas pareceu-me mais inteligente do que esses livros me pareciam indicar.

    Paulo Coelho começou por dizer que a Stephanie Czerny (quem fez a introdução) lhe tinha ensinado que só se fazia negócio com quem se gostava. Diz o óbvio que continua a ser importante o contacto pessoal directo e depois parte para a influência da internet e suas consequência na indústria do livro.

    Diz que vai realçar 3 aspectos, muitos idiomas, direitos autorais, contacto com os leitores - comunidades sociais. A internet começa por influênciar a forma como nos expremimos (fala do 4 em vez do for e do U em vez do You) e diz que o mesmo ocorre no português. Virá o dia em que se não soubermos o que isto quer dizer que será impossível comunicarmos. A alteração do (de inglês arcaico para o you demorou 300 anos e do you para o U 10 anos [o tema da aceleração da mudança volta a aparecer] e preve que esta alteração estará estabelecida dentro de 20 anos.

    Agora quer tratar de um aspecto específico dos direitos autorais e descobriu que se deixasse piratiar (promovendo ele a pirataria) os seus livros estes acabavam por ser comprados em números muito maiores, falando expressamente do Alquimista na sua edição Russa do qual no momento vendeu 10.000.0000 após ter colocado o Alquimista disponível para descarregar. Fez o mesmo para uma série de outros livros (vejam a ligação na página do pirate coelho site do próprio.

    Passa ao 3 aspecto que quer focar. O leitor pode desculpar um mau livro, o leitor não desculpa que um escritor escreve a "mesma" história várias vezes (qual é a escritora que faz plágio a ela própria?). Hoje lê-se muito mais do que há 10 anos. Pode-se interagir com os nossos leitores. Fala da sua experiência quotidiana de 3 horas na net (myspace, blog, flickr ... e no projecto conjunto com a Burda).

    Sejamos generosos e partilhemos e receberemos algo. Partilhemos o prazer de viver. Encontrar pessoas. E vai convidar 100 dos seus leitores para ir à sua festa anual dentro em breve, a festa deste ano é em Paris.

    David Silverman, o co-criador dos Simpsons, Ice Age, etc (mais um contador de estórias. O computador no pódio mudou para um Apple (em que raio de cor). Os Simpsons são uma família a assistir à televisão mas integrados na cultura popular. Por isso vão evoluindo e com a democratização (não foi a expressão usada) do uso dos computadores eles tb os vão usar (cita algo sobre o Bill Gates que perdi. Passa um exemplo ( [o extracto foi retirado os produtores dos Simpson deviam escutar as palavras do Paulo Coelho] Homer goes Crasy, mostra outro extracto. Depois começa a descrever a equipa que está nos bastidores a qual incluiu dois matemáticos teóricos, foi a primeira vez que pessoas que escrevem para sitcom foram usadas para escrever para desenhos animados. Continua nesta linha e depois tenta passar mais uma cena e o Apple para, mas o homem cobre o tempo enquanto tenta ressuscitar o seu Apple. Falando do fluxo de trabalho entre a ideia inicial, storyboard, animação a traço, avaliação e reescrita até à produção final. Os Simpsons não era uma história completa mas sim um conjunto de ideias base como a de Simpson trabalhar num reactor nuclear e ir a bar do Moe...Depois foram inserindo ideias e personagens. A animação era Big Guts. A passagem ao digital na produção dos Simpson só ocorreu nos 2004. Sentiu-se na necessidade de dizer que não havia problema para ele, depois de dar uma piada à Fox, de colocar uns extractos no youtube ou noutro lado qualquer. A Fox não gosta mesmo nada.

    Carolyn Porco seguiu-se. A responsável pela equipa da Cassini. Começou por pedir para apagarem as luses. Depois falou dos habitantes de um planeta rochoso coberto de água que tinham eventualmente conseguido gerir campos electromagnéticos e libertado da gravidade máquinas para as lançarem no espaço inter-planetário. Que tinham feito isto por imperativo biológico. Necessitavamos de dar um sentido às nossas circunstâncias cósmicas. A Cassini alcançou Saturno em 2004 e diz ter pena de não ter tempo para nos transmitir o que aprendeu (emos como humanidade) nestes últimos quatro anos.

    Passa às luas de Saturno. Saturno tem 60 luas. Os seus de Saturno estão cheios de luas que vão desde uns quantos quilómetros até algo como os EUA. Em relação a algumas das luas a Cassini sobrevoou-as a poucas centenas de km como faz o Space Shuttle à volta da Terra. Ficamos a conhecer alguns dos processos de criação de planetas pela observação das luas de Saturno. Iapetus é a lua onde Arthur C. Clarke colocou o monolito de 2001 Odisseia no Espaço. Iapetus tem um lado claro e um escuro. A observação do lado escuro mostra uma superfície cravejada de crateras, tem um equador com montanhas com até 10 quilómetros de altitude, característica muito significativa, as primeiras imagens são de 2004. Em Setembro de 2007 fizemos um vôo a cerca de 1000 quilómetros de altitude dirindo-se para a zona polar (pode ainda consultar-se esta página sobre Iapetus) branquinha, não temos o orçamento de hollywood para fazer filmes. Vê-se que a superfície está cheia de crateras e que portanto é muito velha (4 mil milhões de anos). Iapetus tinha um movimento de rotação muito mais rápido do que o actual. Depois explica porque é que a superfície fica mais negra numas zonas e menos negra noutras explicando-a como resultado da exposição ao Sol, consequente evaporação do gelo e o deixar para traz de resíduos que não água (alguns de características orgânicas (com carbono presumo). (A Carolyn deve mesmo gostar do raio da lua) A Carolina falou muito tempo sobre Iapetus. Deixei as 2 melhores luas para o final. Titan

    Peço desculpa mas estou a ler o ficheiro sobre a missão cassini que acabei de descarregar a continuação disto vem mais tarde. Mário já me arrependi de te chamado uma criança por teres visto as várias épocas de 24 de uma só vez pois estou novamente um puto a ver embasbacado vídeos e fotografias desta missão e agora vou ler o raio do livro felizmente parece ter muitas imagens senão estava frito. Devia ser proíbido ficar tão fascinado (porra 2º passo dos homens do marketing de acordo com o fulano da BBDO)

  • Marta Stewart

    Martha Stewart é entrevistada por Tyler Brûlé (editor da Monocle). Na conversam sobre a produção de revistas, qualidade das fotografias (que Martha diz ainda serem produzidas em filme na maior parte dos casos nas suas revistas).

    Depois Martha mostra como arruma uma mala de viagem. Dentro de sacos de plástico transparentes encontrava-se entre outras coisas uma Canon EOS, um Sony Vaio, um Kindle, um iPhone, carregadores, adaptadores de corrente e claro um caderninho para escrever à moda antiga. Fala da sua experiência como blogger, de fotografia, aproveitando para tirar uma à audiência, e de facilitar a vida das mulheres. Uma das coisas que me aborreceu ao ver isto é que a rapariga ainda usava uma folhas em papel para dizer ao que vinha na sua palestra (realmente aborrecido).

    Martha chega ao detalhe de falar num projecto do MIT de uma máquina de café que reconheça as chávenas de modo a servir o café de acordo com o gosto individual. 45 minutos para dormir com os olhos abertos.

08 janeiro, 2008

Fundamentos de RDFa

Um pequeno tutorial sobre uso de RDFa (só aspectos básicos). Já agora podem dar um saltinho a este diagrama sobre foaf

04 janeiro, 2008

Efeitos Especiais

O que ainda falta aos programas de efeitos especiais fazerem para nos darem efeitos realistas com um simples clique de botão: compreender a física que está por detrás.

03 janeiro, 2008

RTF e OOXML

Rob Weir divaga sobre as semelhanças entre o RTF e o OOXML (e deixa-nos a mensagem de que não devemos esquecer).

Davos

Davos também criou a sua própria página no YouTube onde tem coligido a pergunta a ser feita (já são várias).

Benoit Mandelbrot 2007

Vejam os resultados do concurso organizado por Benoit Mandelbrot. Ó sim é o retorno do fractais.

24 dezembro, 2007

Boas Festas

Aqui vão algumas prendinhas (gratuitas).

  • Para quem esteja virado para a leitura de uma revista sobre televisão (anos 70) aqui fica a recomendação da Xeni Jardin: Radical Software. Claro que esta recomendação é para nostálgicos. O seu nome é uma mera alegoria do conteúdo (software como conteúdo).
  • Para quem goste de fotografia pode dar um saltinho ao Photolucida
  • continuando numa de nostalgia e de fotografia pode dar uma vista de olhos a esta história da fotografia.
  • No caso de já estar farto do SUDOKU então parta para o Slitherlink (obrigado Jim pelas duas)
  • Se acha estas ligações pouco activas, pode sempre contribuir para o pangea day (obrigado Jehane Noujaim) (nah isto é demasiado activo)
  • talvez umas gargalhadas para finalizar demos um salto ao Comics Sherpa (por exemplo o potencial ladrão ...).

Eis pois umas quantas sugestões de Natal.

23 dezembro, 2007

Vulnerabilidades - Flash e outra

Porque as caixas negras (software fechado) são uma má solução

Há muitas pessoas que acham o máximo usar flash nos seus sítios (algumas com boas razões outras nem por isso) esquecendo-se das vulnerabilidades escondidas nessas autentitas caixas negras. Num ressente livro Hacking Exposed Web 2.0: Web 2.0 Security Secrets and Solutions [pub encapotada ao livro] os seus autores apresentam o caso específico dos ficheiros swf como sendo verdadeiros cancros de falta de segurança tanto do lado das ferramentas que os produzem quer do lado dos leitores dos mesmos.

A HP viu exposta recentemente uma situação de vulnerabilidade do seu software de actualização em portáteis.

A questão não é haver vulnerabilidades nos programas, mas sim a que devido ao seu carácter fechado não se poder corrigir ou mitigar as mesmas, não poderem ser avaliados os programas directamente por terceiros e os problemas só serem detectados ou após incidentes ou aplicando-se engenharia reversa ou uma aproximação de tentativa e erro.

18 dezembro, 2007

Aniversários

Hoje a Perl faz 20 aninhos e os weblog fazem 10 aninhos.

15 dezembro, 2007

Dualidade - Criação por um Deus ou BigBang

De acordo com os ficheiros dos laboratórios General Organization of Development (GOD) bastaram uns meros 6 dias para o fabrico de um universo totalmente funcional, completo com dia e noite, flora e fauna e a instalação de Adão com seu gestor geral na Terra para funções do dia-a-dia. Trata-se de um ponto de vista. A acreditar no livro de Darwin levou pelo menos 5 mil milhões de anos...

Assim se apresenta dualidade algo em que podemos ver 2 filmes em separado, cada um com a sua história, ou os 2 filmes em conjunto para vermos momentos comparáveis (em escalas de tempo diferentes claro).

Lições em Vídeo

Bom normalmente isto não faria parte do ainda a pensar mas sim dos meus apontadores. Trata-se de um recurso educativo com lições (apresentações em congressos, aulas, etc) sobre várias temáticas como por exemplo a apresentação do Umberto Eco sobre a história da fealdade [+ de 1 hora] até às lições de Olivier Bousquet sobre teoria estatística da aprendizagem [em várias partes].

14 dezembro, 2007

Para o viajante que há em si

Quando eu era míudo tinha por hábito jogar ao Stop. Entre as categorias usadas deixamos de usar as marcas de automóveis pois eu batia facilmente os meus irmãos. Uma das coisas que me deixava ficar mal na imagem eram os países e as capitais. Hoje ao fazer na brincadeira o teste do viajante (ligação abaixo) obtive este resultado. Buá!!! Buá!!! (nada mudou)


This Traveler IQ challenge is brought to you by the Web's Original Travel Blog 

Trajano

Aqui vai mais um filme sobre a trajano claro que me estou a referir ao tipo de letra não à coluna.

AmazonDB

A amazon apresenta agora mais um serviço, neste caso o de base de dados, AmazonSimpleDB. Tendo em conta a estrutura de preços, e com recomendação da própria amazon, devemos colocar nesta base de dados só ponteiros para dados colocados no S3. Parece que os serviços da amazon estão a criar escola.

13 dezembro, 2007

Dados Abertos

Aqui há uns meses o Planet Geek teve como tema do mês o futuro da democracia, nele expressava uma necessidade de um conhecimento dos temas em discussão para uma maior participação do público comum na política. Hoje ao ler o blog do Tim O’Reilly fiquei a conhecer um RFC sobre Dados Administrativos Abertos (minha tradução livre) de que tomei a liberdade de fazer uma tradução apressada.

Claro que não fiquei pela simples tradução desse RFC continuei a fazer leituras à sua volta.

RFC

...A Internet é o espaço público do mundo moderno e através dela os governos têm agora a oportunidade de melhor compreender as necessidades dos seus cidadãos e os cidadãos podem participar mais no seu governo. A informação torna-se mais valiosa quando mais partilhada for e menos valiosa quando escondida. Os dados abertos promovem uma "conversa" cívica, melhoram o bem fazer público e um uso mais eficiente de recursos públicos.

A aplicaçã dos oito princípios abaixo permitem ao governos serem mais eficazes, transparente e relevantes nas nossas vidas.

Os dados administrativos devem ser considerados como abertos se forem tornados públicos de tal modo que fiquem conforme os seguintes princípios:

  1. Completos

    Todos os dados públicos ficam disponíveis. Dados públicos são dados que não estejem sujeitos a limitações válidade de privacidade, segurança ou

  2. Primários

    Os dados são colhidos na fonte, com o mais elevado grau de granularidade, sem serem modificados ou agregados.

  3. Em tempo útil

    Os dados são disponibilizados tão rapidamente quanto possível para preservar o valor dos dados.

  4. Acessíveis

    Os dados estão disponíveis para o conjunto mais alargado de utilizadores para a gama de finalidades mais alargada.

  5. Que possam ser processados por máquinas

    Os dados são estruturados de forma razoável de modo a permitir um processamento automatizado.

  6. Não descriminação

    Os dados estão à disposição de todos sem necessidade de assinatura

  7. Não proprietária

    Os dados estão disponíveis num formato do qual nenhuma entidade tem controlo exclusivo.

  8. Livre de licenças

    Os dados não estão sugeitos a nenhum direito autoral, patente, marca registada ou regulamento de segredo comercial. Podem ser aceites restrições razoáveis a privacidade e segurança.

A conformidade tem que ser renovável.

Os comentários da Microsoft às objecções/dúvidas colocadas ao OOXML

Aquilo ali em cima é um título muito pomposo para seiscentas e tal respostas que a microsoft efectuou para ver se lhe aprovam a proposta de standard ou não (DIS29500)

12 dezembro, 2007

Mais Sobre o Futuro do HTML

Em março de 2007 escrevi umas breves notas sobre o futuro do html. Passados alguns meses a comunidade do HTML prosseguiu o seu trabalho de preparação do futuro e o Lachlan Hunt acaba de publicar no A List Apart 250 a sua visão de como irá evoluir o HTML 5 (quer na sua versão HTML quer na sua versão XML). Uns dias antes Doglas Crockford clamava simplesmente pela simplificação da linguagem.

Na altura havia dois projectos de HTML5 concorrentes o do W3C (especificação no estado actual) e o do WHATWG. Estes projectos foram unificados e neste momento a especificação é única, continuando em processo de evolução.

11 dezembro, 2007

Após o g**gle dominar o mundo

Hoje verifiquei que já há uma tradução adaptação do Scroogled em português. Trata-se de um livro do escritor de ficção científica cory doctorow.

Rio Abaixo Rio Acima

A minha irmã Nazaré é tradutora. Gosta particularmente de poesia. O livro de poemas traduzido é «Flußabwärts, flußaufwärts», em português «Rio Acima Rio Abaixo». O livro foi originalmente publicado pelas Edition 350 onde se podem encontrar mais alguns dos livros do mesmo autor. Este livro faz parte de uma triologia de obras sobre a água.

O seu autor é Tobias Burghardt jovem poeta, alemão, viajado (em especial pela América Latina). Claro que a América Latina entra nos seus poemas quer com palavras e expressões locais quer através dos temas.

O editor de Rio Abaixo Rio Acima, é a Sempre-em-Pé.

Para quem queira saber um pouco mais sobre o autor poderá ler a página do Pen Club sobre o mesmo.

Faça Montanhismo

Numa aplicação da lei da relatividade, faça montanhismo e ganhe 22 nanosegundos.

09 dezembro, 2007

Eleições e outras votações

Algumas pessoas já perceberam qual o tipo de democracia de Chavez, parece que algumas ainda não conhecem a ignorância e democracia de Putin. Alguém lhe devia dizer que já não se pode colocar todos os votos numa pasta após se ter passado uma madrugada a votar (colocar a cruzinha nos boletins de voto) na situação e depois julgar que todos somos tão ignorantes como em Portugal em 1968(?)

06 dezembro, 2007

Bolha 2.0

Nesta canção, que alguém qualificou como estúpida, fala-se da possibilidade (inevitabilidade) de estarmos a aproximarmos-nos de uma nova bolha (será a bolha 2.0).

Nota: não sei se é importante estarmos ou não a aproximarmos-nos de uma bolha ou não, a generalidade das pessoas não investe só em empresas virtuais.

Roubado ao freaknomics

Pergunta: Há alguma vantagem em proteger uma rede sem fios doméstica com palavras de passe? Tenho alguns amigos de TI que dizem que a única vantagem real é fazer com que a ligação para vários utilizadores seja mais lenta, mas dizem não haver nenhuma razão de segurança para o fazer. Está correcto?

RespostaEm casa uso uma rede sem fios sem palavra de passe. De facto julgo que seja simples educação. Porque é que me vou preocupar que um vizinho me roube um acesso? Quando o meu roteador se avariou o mês passado usei o acesso de um vizinho até o substituir.

Boa Bruce!

Excerto da entrevista do Bruce Schneier.

Se o mundo só tivesse 100 habitantes

Se o mundo só tivesse 100 habitantes você que está a ler este blogue no seu computador, na sua ligação à Internet, na sua casa com as necessidades básicas (que guarda os seus alimentos no frigorífico, que dorme na sua cama, com um telhado por cima) então provavelmente será um dos 2% mais ricos deste mundo. A ligação que se segue montra um filme dados demográficos.

Ligação: The Miniature Earth

Via: Amber

05 dezembro, 2007

Corrida à Casa Branca ou 23:95

Só comecei a ver desenhos animados regularmente quando fiz os meus 5 anos (o meu pai estava de férias graciosas). Os heróis de então eram o bugs banny, o sinbad e outros que tais. Hoje a variedade de desenhos animados que me atrai é mais reduzida (só tenho mais 40 em cima) mas os desenhos animados de sátira política encontram-se entre eles e esta série de desenhos animados da corrida à casa branca é do melhores. No seu primeiro capítulo tem algumas piadas em relação a 24 (neste caso 23:95).

13 novembro, 2007

Codebits e outros reencontros

Hoje no Codebits voltei a encontrar-me com o Joaquim, pessoa que conheço desde que me juntei ao ruby portuguese brigade, que me disse que tinha gostado muito da apresentação do Culver da Amazon. Devo admitir que o Mark me parecia estar (quase) a dormir, a sua apresentação foi a primeira após a sessão de abertura. Reencontrei o Luís da Safira que parecia estar lá para ouvir as apresentações principais e ver se lhe aparecia algo suficientemente inteligente, o Daniel da MediaWeb (anteriormente da Waveweb) o pessoal da WeBreakStuff, que estava em grande actividade no R/CH, o José Carlos. Estes foram reencontros face-a-face. Quando cheguei a casa e tive uns momentos livres fui ver a minha dose de RSS e lá encontrei uma foto que me era familar e lá estava era uma resposta/reencontro virtual com o Marco do bitaites.

No fundo aquilo que é importante neste mundinho, é o encontro de pessoas com interesses diversificados e não necessariamente iguais (seria uma chatice) mas concorrentes.

Nota: Esta entrada foi feita enquanto decorria o Codebits mas por aselhice minha nunca tinha sido publicada aqui. Só hoje é que reparei nisso. Faltavam-lhe os enlaces.

12 novembro, 2007

Decifrar conversas GSM

Se as pessoas estão preocupadas com a privacidade das suas conversas telefónicas móveis (GSM) após verem este vídeo perceberão que não vale a pena ter esperança com uns poucos milhares de euros e algum engenho é possível ouvir quem se quer. É possível decifrar uma conversação de cerca de 3 a 4 segundos portanto a duração é praticamente irrelevante.

Actualização

Uma prenda a propósito para esta quadra seria a desta página da Amazon

11 novembro, 2007

24

Para os amantes do programa de tv 24 um Jack Bauer mais cabeludo. Um 24 no tempo do pager e da internet por pots.

10 novembro, 2007

Padrões de Vôo

O que é que podemos esperar de uma linguagem de programação para artistas como a Processing. Um dos projectos mais interessantes é o de padrões de vôo, com informação quanto a densidade de tráfego e hora (não sei de que ponto). Os dados são da FAA o equivalente dos EUA do INAC.

Esta entrada foi estimulada pelas imagens da lua em alta resolução para as quais chamou a atenção o Bruno.

08 novembro, 2007

Fotografia

Frozen Flower - Animal Humans

Aqui há uns mezitos falei de um agregador de fotografia, o Frozen Flower, que é um projecto do Nuno Barreto e que passou na RTP2. Hoje encontrei um sítio de alguém que me deixou a pensar sobre o homem animal.

Não não é uma fotografia e uma música.

Ligações (Re)visitadas

Quando navego na net por vezes sou surpreendido com algo que já existe há muito tempo mas com as quais eu ainda não me tinha dado (estampado nelas), hoje é uma dessas vezes. Estava aqui eu a ver algo sobre Powerset e deparo-me com um outro serviço de busca baseado em NLP e nele (clusty) procuro por ruby programming surgindo-me um dos meus velhos amigos o Programming Ruby: The Pragmatic Programmer's Guide (Interactive) (este interactive é que me despertou a curiosidade). O sítio é todo Web 1.0 com formulários (com botões para experimentar fazendo surgir janelas com código que podemos alterar e depois se quisermos experimentar surge ainda mais uma janela com os resultados (ou na sua ausência com a respectiva indicação). Tenho que admitir que está muito datado. Este sítio deve servir para aprender o básico da linguagem de programação ruby. Para quem não queira aprender os detalhes se calhar continuará a ficar mais bem servido com o Hackety Hack. Este mais virado para aprendizagem de alto nível. Um dos primeiros exemplos é o da construção de um blog em meia dúzia de linhas de programa (claro que não terá grande escalabilidade nem robustez.

06 novembro, 2007

Ausência de Entradas

Este diário tem sido pouco actualizado. Nos últimos meses a minha capacidade de concentração tem sido muito baixa, para cumulo, o computador, onde normalmente navego, resolveu ter uma pane quando estava a preparar dois ou três artigos com um bocadinho mais de substância. Hoje vou tentar adquirir nova fonte de alimentação para resolver a questão. Na prática uma nova entrada fica adiada.

30 outubro, 2007

Versão Móvel

Agora esta traquitana tem uma versão móvel. Quem quizer convites para o mofuse é solicitar (não serão colocados comentários com o pedido.)

Versão Móvel

Agora esta traquitana tem uma versão móvel.

28 outubro, 2007

Ilusões ópticas

Isto normalmente surgiria nos meus apontadores, mas aqui estão mais umas quantas ilusões ópticas.

Flosse - Web Standards em Portugal

A Flosse é uma nova associação para a promoção do software livre (isto não é a sua denominação jurídica exacta) mas coitados a sua página inicial necessita de levar um redesenho aquilo não é feito é horrível. Mas eu não sou especialista nessa área pelo que não vou aqui dizer mais nada sobre o assunto. Passemos à carne (há umas imagens do arame farpado que caberiam aqui só não as ligo pois acho que seria uma má ligação), desculpem ao código.

Numa página simples não sei como foram cometidos tantos erros. Comecemos pelo primeiro a página indica que é um documento XHTML, depois nas linhas com expressões <link estas não são terminadas com um simples traço de fracção:

Está lá:

<link rel="SHORTCUT ICON" href="icon7.ico">

Em vez de:

<link rel="SHORTCUT ICON" href="icon7.ico" />

Há dois erros, iguais, de seguida.

Depois temos um expressão script sem estar no head nem no body:


</head>
<script src="lib_columns.js">
</script>

<body>

Mas o maior erro deste script é não dizer de que type é. Claro que isto leva depois ao surgimento de erros a dizer que não devem ali figurar uma série de tags. Outro erro é no uso de br sem o fechar devidamente (algo obrigatório no xhtml). Finalmente no destaque há ainda a falta de fecho do parágrafo. Com isso seriam eliminados vários erros.

Falta claro na expressão html qual o idioma em que a página está escrita. Um atributo xml:lang="pt".

Realmente agora fazia-me falta aquilo que tenho vindo a adiar mas está por uns dias o surgimento do cafonso num espaço com maior controlo por parte de mim.

Moda

Se esta moda [pdf] pega em Portugal não sei como é que os fornecedores daqueles computadores vão sobreviver.

A Fazer: ligar a vodafone e a optimus se tiverem páginas especializadas sobre o tema.

27 outubro, 2007

Indiferença

Há uns tempos o Carlos Serrão tinha falado de indiferença que parece cada vez mais imperar no mundo ocidental, perante a perca de direitos, a detenção de um jovem que estava a fazer uma pergunta (algo demorada com demasiadas nuances) a um candidato a candidato democrata (nos EUA) (em que a única reacção que conheço foi a de gravar imagens e colocar as mesmas à disposição do público em geral), a agressão do canalha em Barcelona à sul-americana no metropolitano enquanto falava ao telemóvel, não havendo qualquer reacção dos que os rodeavam ou ainda a ausência de comentários sobre o caso do egípcio que estava hospedado num hotel em 11 de Setembro onde um piloto se tinha esquecido de um rádio e que foi confrontado com as possibilidade de ver a sua família torturada no Egipto e acabou por confessar algo que não tinha feito (o piloto voltou mais tarde ao hotel à procura do seu rádio com capacidade de transmissão na banda usada em aviação comercial) e que passou a ser algo classificado.

Parece que realmente estamos cada vez mais fechados nos nossos umbigos.

Actualização - 8 de Novembro de 2007

Há ainda mais tempo após um jantar com alguns membros do Planet Geek vinha eu de boleia com um deles e dizia-me ele que isto da democracia por votação maioritária era muito aborrecido para quem é mais inteligente que a média pois levava a mandar quem para isso não estava preparado. Eu dei na altura uma de Churchill dizendo que a democracia era o pior de todos os sistema políticos que conhecia com a excepção de todos os outros já experimentados e que os sistemas políticos que são conduzidos por iluminados (por se assim se acharem) na prática são ditaduras ou para lá caminham (os exemplos são às mãos cheias Cuba, Paquistão, Egipto, Tunísia, Georgia, Angola, Arábia Saudita...). Disse-lhe ainda, julgo, que me parecia perigoso que uma pessoa inteligente ache que o seu voto possa valer mais do que o de uma pessoa menos inteligente (a inteligência tem várias valências e não é algo que se possa medir de forma fácil e universal. Ontem na Finlândia um extremista, destes, resolveu passar do pensamento à prática e matou colegas num liceu.

Uma das coisas que acho importante numa democracia é que as pessoas participem com as suas ideias (não me refiro a argumentos de café), que votem (mesmo que em branco), que no caso de se acharem preparadas para isso se candidatem aos diversos cargos nos diversos níveis de poder, que oiçam os argumentos das diversas partes eliminando a (grande) quantidade de ruído gerada. Que participem na fiscalização dos poderes com algo tão simples quanto um comentário num blogue ou tão elaborado como esta aplicação do google earth.

25 outubro, 2007

Falsas Perspectivas

Kurt Werner é mais um artista de falsas perspectivas.

Bill Watterson

Isto de facto pertence aos meus apontadores mas não resisti mais uma vez a colocar aqui

Abertura Fácil

O Joaquim Antunes hoje apresenta um vídeo do Bruno Nogueira com dificuldades na abertura de uma embalagem de CD.

22 outubro, 2007

Web 2.0 Summit

Na blip.tv pode ver-se a maior parte das sessões principais da Web 2.0 Summit.

Dinossáurios

Para quem goste de saber um pouco mais sobre dinossáurios podem ver estes dois documentários da BBC

Parece que a censura está aì ao virar da esquina

Em Itália foi escrito um projecto de lei para o registo junto da Autoridade de Comunicações, cobrança de taxas e/impostos (mesmo para um blogue sem caracter comercial)(não sei italiano suficiente para os distinguir) e outros dispositivos burocráticos para os blogues. A Lei Levi, foi criada pelo braço direito do Prodi (actual primeiro ministro de Itália) e alguns de nós achavam o Berlusconi mau PM, este começa cada vez mais a parecer o presidente da Venezuela.

No Comments

Hoje continuo a saltar entre (pico)ideias. O Mário Gamito na sua senda de corrector de português mostra algo com alguma piada um sistema onde nos é dito que a responsabilidade dos comentários pertence a quem os faça mas não há modo de os fazer (pelo menos não encontro por lá nenhuma ligação).

O Thomas e os fazedores do Obvious parecem-me ambos muito interessantes (bem sei docinho para os olhos e mente).

20 outubro, 2007

Diversos

  1. Tipos

    Hoje volto às lides tipográficas quando leio a crónica do Pedro Mexia «A forma das letras». Normalmente as pessoas quando estão interessadas num tema não ligam tanto à forma (excepto se for isso que lhes esteja a despertar o interesse). Numa semana vejo dois artigos um sobre o uso (o Mexia «pediu» ajuda a Maria Ferrand e João Bicker («As formas das letras» - Almedina, 2000)). Já antes durante esta semana tinha lido sobre a utilização de um tipo de letra criado por um português para um dos principais jornais espanhois e no meio disto tudo comecei a ler (em pdf) uma revista em português do Brasil sobre precisamente tipografia.

  2. Conferência

    A conferência na gulbenkian na próxima semana deixou-me um travo amargo na boca mas somente porque lá não posso ir de todo. Para quem goste de ciência, filosofia e temas conexos deve no mínimo espreitar o programa, quer quer alguma alimentação para a cabecinha pode ler ou ouvir ou ver tanto alguns textos como alguns vídeos disponíveis na net com a participação ou colaboração dos intervenientes. É uma Conferência de nível superior.

18 outubro, 2007

Simplex

Nos últimos meses tenho efectuado algumas visitas a hospitais quer como acompanhante quer como utente. Num hospital o circuito de urgências é claro, uma pessoa inscreve-se, vai para uma primeira sala de espera, vai à triagem quando a chamam, no caso de obter uma bracete laranjinha passa para uma segunda sala de espera (se podermos chamar sala a algo com 3 ou quatro cadeiras num corredor ao lado dos gabinetes dos médicos, o médico/a faz um exame colocando algumas perguntas e escrevendo continuamente ao computador (com a nossa ficha nele e adicionando informação). Se necessário procede à requisição de exames complementares (análises, tac ou rx - que são encaminhados internamente pela rede do hospital) momentos em que iremos para outra sala aguardando os respectivos resultados e quando estes chegam somos novamente chamados para procedimentos de acordo com a gravidade real da situação. No caso de podemos sair (mesmo que se tenha que aguardar algum tempo por precaução) pagamos as taxas devidas (cujo guichet fica à saída) e vamos à nossa vida, caso contrário procedem ao respectivo internamento. Simples e claro. No segundo caso o canal de entrada e de saída estão juntos, não há triagem propriamente dita (havia uma enfermeira para triar) os processos são puramente manuais. Tenho que admitir que numa das vezes não me apercebi que já tinha saído e claro depois tive que voltar atrás para pagar (bastava terem dito algo à entrada). No terceiro o caso até tem a sua piada visto à distância. Uma pessoa tinha que levar um documento da secretaria da secção onde se encontrava aos serviços centrais, nestes não há multibanco e no só saindo do hospital e andando os bons 300 metros é que se encontra uma dessas caixas em funcionamento. Após pagamento volta-se à secretaria e colocam-lhe um selo e só depois aquilo fica reconhecidamente pago. Estes três hospitais públicos encontram-se todos na mesma cidade e cada um governa-se como pode. Não há replicação de boas práticas nem nada do que se pareça. Em relação ao primeiro nota-se que existam meios técnicos mas falta alguma formação nalguns casos (um médico não conhecer todos os métodos de acesso às imagens e ter que tirar dúvidas perante os pacientes e nesse momento e uma caixa que não sabia fazer contas com o sistema. Alguns dos meios existentes talvez necessitassem de ser mais acessíveis e práticos (usáveis).

Retracção

Retracção - contracção, encolhimento de um órgão, coisa ou tecido Retratação - Acção de alguém que se desmente

17 outubro, 2007

Inquérito SemWeb

Já algumas pessoas repararam que este sítio tem vindo cada vez a ser mais populado por expressões como semweb, rdf e quejandas. Hoje estou de volta a esse tema mas de forma colateral (é a segunda vez que hoje exprimo esta ideia). Estava eu a ler a minha dose diária (quando possível) quando me chamam à atenção para o António Cardoso por causa do número de setembro/outubro da sistemas inteligentes com o resultado do inquérito que orientou sobre o uso e perspectivas futuras da Rede Semântica. O Jorge trabalha na Universidade da Madeira.

A Moda Pegou

A moda iniciada recentemente (claro que há prior art) pelos NIN e RadioHead continua com fulanos como Bob Ostertag.

Qualquer Dia Alguém se Lembra de Patentear...

...algo que permita a alguém existir. (Há uns anos houve alguém que patenteou a roda chamando-lhe dispositivo circular auxiliar no deslocamento de cargas e normalmente montado num eixo.)

Agora esta empresa acha que não se pode ver o código original do seu sítio pois tal seria uma quebra da sua propriedade intelectual. Na, isto deve ser uma influência excessiva da Segunda Vida.

A patente pedida pela Amazon OneClick foi agora finalmente regeitada, afinal parece que não estou na Segunda Vida, mas na Primeira e Única.

Complicações Geradas pelo OOXML

Estas complicações são laterais. Há uns meses uma série de países aderiram ao SC34 o sub-comité que trata de normalização de formatos no JTC1. Primeiro aderiram como observadores, mas com a aproximação da data de votação elevaram a sua participação para participantes. Após a votação do OOXML ocorreram já várias votações sem que esses mesmos novos participantes tenham votado e com essa (in)acção e de acordo com as regras do SC34 essas votações não tiveram consequências nenhumas, nem a porcaria de uma ligação preferencial teve votos suficientes. Não votaram, nem mesmo com um voto de abstenção, algo que se pode fazer quando não se tem opinião formada sobre um assunto mas que permitira a quem a tenha levar a sua avante.

Fonte

Faroo - Convites

Quem desejar convites para participar como beta tester do Faroo (por enquanto só para utilizadores de Windows) tenho alguns convites.O Faroo é um motor de busca p2p.

Fonseca julgo que o teu convite já seguiu.

Nota: Os comentários não serão publicados na totalidade para evitar pescas...

11 outubro, 2007

Um guia para ultrapassar a censura

O Citizen Lab lançou um guia para se poder ultrapassar a censura quer como cidadão de um país em que tal prática esteja instituída quem como fornecedor de acesso aos destinos censurados.

Quando se pensa em censura normalmente para uma mente ocidental surgem nomes como a China, o Irão mas também nos EUA existe censura por exemplo em meio estudantil. Ao usar-se determinadas aplicações de filtragem de destinos são bloqueados sítios que não o mereciam.

Para cada problema há uma solução e este Guia[pdf] é uma solução contra a censura.

10 outubro, 2007

Crítica Construtiva

O marco dos bitaites fez umas críticas construtivas (com as quais se pode ou não concordar em vários graus). No entanto quando à crítica essencial de que se escreve mal (eu sou um bom exemplo de má, mais correctamente, de péssima escrita) tenho a dizer o seguinte: xkcd.

Claro que eu escrevo para me puder esquecer e não para que alguém me leia.

08 outubro, 2007

I Forum de Software Livre

Como o tempo anda para o curto não me apercebi que estava já aí à porta o Primeiro Forum de Software Livre, na FCL nos próximos dias 12 e 13 de Outubro.

04 outubro, 2007

Recursos Educativos

Tenho vindo a recolher alguns ponteiros para sítios com algum interesse para quem procura recursos educativos. Nota: Não se esqueçam que ali vão encontrar texto muito breve só para me lembrar do que vi por aí.

MSN Video

Parece que estou na senda dos anúncios, ontem algo interessante para ratos de biblioteca, hoje algo para quem goste (por agora) de Pearl Jam e outras coisas semelhantes, o MSN Video (o sistema envia-nos catervadas de publicidade a cada 3 minutos. O MSN Video é mais um dos leitores de ecrã (quase) completo para stream de vídeo. É em poucas semanas o 2 leitor deste tipo, que me surge pela frente, para os navegadores.

03 outubro, 2007

WorldCat

Para ratos de biblioteca experimente o WorldCat. Este motor de busca permite-lhe pesquisar por livros, música, jornais e revistas e indicar onde mora que ele indica qual a biblioteca mais próxima onde encontrar o livro.

26 setembro, 2007

Artigos de Revistas Antigas

Hoje trago à colação um sítio com artigos, lato senso, fac-similados de revistas antigas. Por exemplos podemos ver qual a utilidade de um congressista quando janta [pdf].

25 setembro, 2007

Claude Shannon

Há nas ciências da computação alguns deuses, Claude Shannon é um deles. No google vídeo poderemos ver e ouvir (graças às suas próprias ideias sobre comunicações) sobre a sua contribuição para esta era de informação e comunicação.

24 setembro, 2007

GIM Plug-In

Normalmente não apresento aqui indicações sobre novas versões de programas ou de extras para os programas. No entanto para quem queira experimentar no gimp o algoritmo de tratamento de imagem que permite evitar emagrecer ou engordar excessivamente uma pessoa quando se escala uma fotografia aqui fica o enlace para o Liquid Rescale para o gimp.

Instalações Múltiplas do IE

No caso de ser um dos desgraçados que têm que testar os seus sítios em vários navegadores (e entre estes o IE) eis aqui a forma de instalar o IE 3 a 6. No entanto primeiro assegure-se que tem instalada a última versão.

GTA - I e II

Para um maluquinho do GTA que não o tenha adquirido de forma regular eis aqui o método para regularizar a sua instalação: Rockstar Classics.

19 setembro, 2007

RDFa

Hoje ao procurar na wikipedia uma definição de distopia encontrei um erro como respostas. Nesse erro:

Cookie: PreverasalteraesaltpPorfavorusarantesdesalvaraltshiftporig=P; RDFaRDFa

Aparece algo que me leva a interessar-me mais pela web semântica.

18 setembro, 2007

Estes tb votaram sim

Quando Portugal votou a favor na aprovação do OOXML como norma ISO na prática juntou-se a duas verdadeiras democracias Cuba(, para a qual é suposto haver uma lei que proíbe a exportação de tecnologia informática incluída no Office) e Azerbaijão (o qual só não tem possibilidade de usar URI em azeri (parece que neste caso houve quem não só não leu a proposta de norma como nem pensou na sua não leitura foi mesmo votar de cruz).

Para saberem de onde roubei esta informação vão à entrada do Jeremy Allison.

14 setembro, 2007

Miro - Necessita de Cacau

Sou um utilizador do Miro (anteriormente designado por Democracy Player). É um leitor que está baseado em tecnologias abertas, por exemplo, a do Mozzila e a do VLC. Permite subscrever (eu sou do tempo em que diria assinar) RSS e usa BitTorrent para aliviar quem tenha alojado vídeos que sejam muito populares (quanto mais popular mais distribuída será a carga).

Agora estão a fazer uma campanha de angariação de fundos para obterem 50.000 USD. O software aberto e livre não é gratuito e por vezes até há necessidade de pagar algo a alguém.

Software Freedom Day

O Software Freedom Day é no próximo sábado e as pessoas em todo o mundo são encorajadas a instruir quem possam alcançar sobre o software livre e aberto e a coordenar eventos locais.

11 setembro, 2007

Qualidade de democracia

Por vezes tenho matutado na qualidade da democracia e no grau de exigência que como cidadãos temos que ter. Nos EUA, aquele estado por alguns considerado quase que um facínora, aparecem alguns exemplos de cidadãos exigentes como aqueles que pediram para ver o código do programa que orienta os analisadores de hálito que determinam qual o grau de alcoolemia que um condutor tem. E surpresa das surpresas quando o código foi revelado até parecia feito por uma chafarica da esquina.

Podem perguntar-se o que é que fazem aqui umas breves notas sobre código de programa para analisadores de hálito e qualidade de democracia. Porque nesse país já houve estados a proibirem o os sistemas de votação electrónica da deybold e ainda a nega dada à microsoft em relação ao ooxml (algo que não surpreendeu de todo).

É mesmo necessário questionar tudo o que nos cerceia, pois pode cerciarnos sem razão.

Já agora viva o sr. presidente (ver o azoigue)

10 setembro, 2007

Ausência

Não tenho vindo a publicar nada de jeito por aqui por manifesta falta de tempo e devido a um problema recorrente. Estou a passar demasiado tempo em consultórios e laboratórios. Volto já...

04 setembro, 2007

Aí o da esquerda

O boneco da esquerda não parece o marques pentes.

03 setembro, 2007

Mails - II

Ontem ao almoço, estive com responsável por uma empresa de informática cá da praça que nos dizia (havia mais alguns comensais, mais 4 na nossa mesa) que havia tinha um processo de recrutamento que julgava bom, mas que devia ter algumas deficiências pois ainda havia pessoa que em vez de praticarem algo do género das orientações esboçadas no meu artigo de mensagens internas se entretinham a enviar mensagens em cadeia e outras coisas que tais.

Há uns tempos uma irmã minha dizia que um colega de trabalho tinha sido despedido por uso impróprio do sistema de correio electrónico interno pois tinha enviado ao Director Geral mensagens com conteúdo não apropriado ao ambiente de trabalho (por troca de nomes de receptores).

Hoje no sítio do Carlos Duarte encontro conselhos a aplicar a mensagens de correio externas (em especial a utilização do campo BCC (blind carbon copy - que traduziria como cópia com químico sem conhecimento entre os membros dessa lista) em vez do CC [carbon copy, conhecido entre nós por com conhecimento (dá jeito pois fica com as mesmas iniciais).

Escrever em qualquer língua

Hoje vou quebrar a rotina de escrever o artigo com o tema do mês do Planeta Geek e vou escrever a favor de escrever em qualquer língua. Estou-me totalmente nas tintas para a língua usada naquilo que alguém escreve, seja bem ou mal escrito. Muitos de nós escrevem para si próprios umas vezes para não nos esquecermos de algo, outras para nos darmos a conhecer e outras para melhorarmos os nossos processos de escrita.

Haverá claro muitas mais razões para escrever, se quisermos escrevemos e não temos que pedir autorização a ninguém para escrevermos na língua que quisermos. Tenho que admitir que já disse que escreverei em português (reconhecidamente mau) e que quem não quiser é livre de aqui deixar os seus comentários. Claro que comentários equivalentes aos colocados numa da últimas entradas do Mário Gamito serão abatidos à entrada, tudo o resto será aceite.

Não escrevo em inglês porque não sei o suficiente (quando quero que alguém me traduza para inglês ou alemão tenho quem o faça na minha família e com apreciável qualidade literária (o que fica escrito em inglês é melhor do que aquilo que escrevo em português).

Acho que quem quiser escreva em inglês, só quem escreve é que verdadeiramente sabe porque escreve (nessa ou em qualquer outra língua). Claro que tal como eu escrevo em mau português há quem não saiba escrever em inglês mas isso é perfeitamente aceitável na minha opinião, só o próprio (e por vezes nem ele mesmo) sabe porque escreve o que escreve e em que língua o escreve.

P.S. Não entendo guerras de alecrim e mangerona.

29 agosto, 2007

Suécia sem falta de cadeiras

Na Suécia parece que não houve falta de cadeiras para apoiantes de última hora do ooxml.

27 agosto, 2007

Mim deve ser o Moe

Arquivo do Calvin e Hobbes

Bom o meu dia melhorou muito durante esta tarde, primeiro foi o colega Nuno Barreto do Planeta Geek que anunciou o seu agregador de fotografia, o frozenflower. Em segundo lugar e por estar em veia de história e através do lifehaker ter encontrado uns (este tem que ser bem explorado a tira é de 1986) sítios (não quero fazer piada com o enlace) muito (para fãs de cinema) interessantes sobre música clássica e outros temas.

Vão à fonte que encontram muitas mais ligações e com explicações decentes, lembrem-se que escrevo essencialmente para me lembrar.

Será que

Seá que a administração Bush chega ao fim com alguém do grupo (pandilha) inicial. Pelos visto este tinha o belíssimo cognome de "Fredo". Tenho (será) que tenho que ler quem era este personagem ou alguém ajuda?

Vincent hoops Vinton Cerf

Isto é uma verdadeira colecção de cromos da informática: Acompanhar o desenvolvimento da Internet no século XXI (mais de uma hora), quando ele mostra a capa da revista que diz I P on Everything (Mijo em todo o lado) ninguém pia (cromos no sentido de mais velhos)

Petróleo

Há 148 anos começou a primeira grande dependência dos EUA. Estou claro a falar do primeiro poço de exploração de petróleo. Esta dependência depois estendeu-se ao resto do Globo. Este material viscoso e pelo que me dizem mal cheiroso, já era conhecido anteriormente havendo alguns livros sobre utilizações muito estranhas tal como ser produto medicinal em alguns sítios

26 agosto, 2007

Modern Mechanix

Tenho que admitir ter tido dúvidas quanto a colocar aqui este link mas estou deveras maravilhado com o conteúdo do Modern Mechanix onde são reproduzidas páginas de uma série de revista (pelo menos é isso que tenho estado a ver) do século passado, antigas (género 1920, 1953, algumas mais recente por exemplo com anúncios). Por exemplo o artigo da scientific american sobre tradução automática. Gosto mesmo de andar para trás e ver a candura que se tinha sobre a capacidade da máquina.

Hardcore

Stéphane Rodriguez publicou um artigo no codeproject sobre o formato dos novos ficheiros de documentos do MS Office 2007. Salvaguarda que o exposto no artigo não tem qualquer suporte por apoio da MS. O artigo tem anexados programas para leitura de contentores ole. De acordo com o que ele alguns dos formatos internos para serem reproduzidos:

need native API calls represented by IStream for streams, and IStorage for containers. As a sidenote, the mandatory reliance on native API calls makes any client code unable to execute in a partial trust environment
.

Porreirinho, não é!

O artigo separa informação sobre os contentores ole e o Binary Interchange File Format abreviadamente BIFF (sendo que passou à versão 12), depois concentra-se na sua especialidade que são os formatos de ficheiros (de excel e outros), e explora o conteúdo dos ficheiros nas suas versões baseadas em xml e nativas e descobre o seguinte:

The example clearly shows that the person who wrote the workbook BIN part serializer knows more than the person who developed the workbook XML part serializer. Unfortunately, the opposite is also true since the XML markup contains namespaces and associated semantics that is for obvious reasons nowhere to be found in the BIN part. Where are we going?

Ou seja um verdadeiro embróglio...

Stephane não está nada contente...E assim há alguns dias gastou algum tempo a ver um cenários de utilização o oo(que me...)xml entre os quais estava um primeiro cenário muito simples de tentar actualizar de modo simples uma célula que tinha tido uma fórmula e passava a ter um valor literal e o que encontrou foi isto:

- If I were a programmer, the question would be : Microsoft gives no library that I can use, at least not a library that I could use no matter the execution environment. Microsoft provides an API which works in a recent .NET run-time, and installs on Windows XP SP2 and Windows Vista. There goes the platform independence.

Passa a um segundo cenário o que é que é gravado quando uma pessoa insere valores númericos no excel e o que sucede no oo(que me...)xml

he spreadsheet does not reflect the proper values, and you can easily see where it goes. Imagine non-Microsoft applications used in healthcare and critical systems relying on the spreadsheet data. Not only the rounding error seems arbitrary (one would have to go back and study the artefacts of IEEE floating-point values, several decades of work), but it changes. There is no way we can possibly take advantage of this, with one notable exception : if we are able to be in an execution environment for which reading those floating-point values does not produce those artefacts, and returns the proper entered values, then we are good. Problem : Microsoft does not document the execution environment. We can fairly assume its Windows, but what else? And if I am using Linux, how do I work with this?

E claro somos todos ingleses ou com língua materna inglesa:

As an aside, the stored value does not use the locale (it always uses the dot as decimal separator), therefore we have to assume this is all US English.

Mas o horror não acaba aqui os marcadores por exemplo para a formatação do texto é no mínimo complexa:

The extensiveness of the ECMA 376 documentation, over 6000 pages, is telling how much legacy Microsoft is willing to bring into the future. Taking an example of such legacy clarifies what it takes to implement even a portion of the documentation. The example is text formatting. Any of the 3 applications, Word, Excel and Powerpoint uses its own text formatting markup. Worse, the shared libraries themselves (VML, DrawingML, MathML, ...) also use separate text formattings, each different. Even worse, if that's possible, Word has many own ways to do text formatting. Excel has many own ways to do text formatting. Powerpoint has many own ways to do text formatting.

Outra situação interessante sucede quando se cifra um documento:

And the password-protection mechanism is undocumented as a whole.

Bom mesmo é ler o artigo até ao fim muito instrutivo. Gory, gory details indeed

Nisan e erro tipográfico chato

Nisan 4x4i

Andava hoje a ver o que é que o obvious tinha para dizer sobre a mota de quatro rodas da dodge, a escultura, e quando passo de relance pelos anúncios lá inseridos pelo google vejo um anúncio da "nisan 4x4i". Seria de esperar que quem coloque anúncios sobre a sua própria marca tenha todos os cuidados na revisão nem que seja do seu próprio nome.

25 agosto, 2007

tubecast.tv

Aquilo que tinha previsto falar aqui é de uma nova estação televisiva à lá Joost mas sem instalação. A qualidade é inferior de imagem, mas ao basear-se só no navegador sem exigir descargas específicas talvez tenha chances. Agrega conteúdos de vários sítios e cria canais temáticos com um programa horário tal como uma televisão.

Embora haja um programa uma pessoa pode saltar para um programa de outro horário.

Peço desculpa por hoje estar a fazer pequenas entradas mas é a minha forma de combater a ansiedade.

Sobre a WGA

John Gruber do Daring Fireball diz aquilo que penso:
Que excelente ideia centralizar a "validação" do sistema operativo monopolista. Bravo, Microsoft

, e acrescento the way to go!

Livros em Domínio Público

Como notícia positiva a questia uma biblioteca on-line disponibilizou 5 000 obras, em inglês, caídas em domínio público. A questia é uma biblioteca,paga, on-line usada por académicos e investigadores. Por exemplo além de podermos pesquisar por termos podemos fazer realces no livro que estejamos a ler. Existe a possibilidade de experimentar mas é só mesmo isso.

Não sei como titular isto

Hoje estava a ver o que é que os meus colegas do Planeta Geek escreviam e fiquei espantado por ver alguém falar do bruaá que ia aí pela net sobre a morte de Fidel de Castro. Fiquei algo perturbado pois momentos antes tinha tido conhecimento da morte de Prado Coelho e sobre ele ninguém se exprimia (nem eu e estava algo perturbado. Não o tinha conhecido pessoalmente mas tinha estado à menos de um ano com o Frederico Curado e ele tinha-me mencionado algo sobre a doença do pai da irmã dele, ou seja a morte dele propriamente dita não me espantou, o que me espantava é que ninguém, no planeta, falasse dele.)

Comentei isso e...

Nesse momento o speedtouch do meu irmão desligou-se da porta USB e eu optei por me desligar durante algum tempo da net e ir ler as últimas crónicas dele nos jornais que há em casa do meu irmão onde estou.

Eu não concordava com muito do que ele exprimia. No entanto concordo com o que diz na a sua crónica de 6ª-feira sobre a irracionalidade das posições de João Jardim.

A cultura em Portugal está mais pobre.
Post Scriptum: O Público disponibilizou as crónicas de Prado Coelho para leitura livre.

24 agosto, 2007

24 de Agosto de 1995

Esta entrada é para aborrecer meio mundo. Ora digam lá que sistema operativo viu a luz do dia a 24 de Agosto de 1995.

23 agosto, 2007

Somos os primeiros

Por vezes sou um verdadeiro sacana, gosto daquelas diatribes sem sentido que por vezes aparecem na net sobre assuntos completamente idiotas como as questões relativas a quem fez primeiro determinada coisa, como se fosse possível a alguém fazer as coisas fora de um contexto apropriado. Por exemplo a história do TubarãoEsquilo ser a primeira rede editorial de blogues ou a história do YouTube ser o primeiro a sobrepor publicidade num desses repositórios de vídeo.

A percepção de que quando se faz algo em primeiro lugar, o fazer em primeiro lugar é bom está de tal modo errada que sou tentado a não explorar muito mais isto a não ser que prefiro ser, o segundo,... 560.000 (ou qualquer outro número) desde que faça algo bom bem feito. Não há necessidade de andar em bicos de pés.

Por exemplo a série de artigos do Mário Gamito sobre instalação de um servidor caseiro é interessante (talvez para o meu gosto tenha alguns comentários colaterais desnecessários e também ligeiramente mais rápida do que eu julgava razoável para um artigo para o público, mas como método de tomada de notas está na conta certa) não é seguramente o primeiro guia on-line sobre o assunto e está bem feito.

A sua admissão que determinada aplicação de ftp foi a escolhida porque era aquela a que estava habituado só demonstra limpeza.Só vale a pena inovar quando algo não funga (não resisti) bem, ou quando se está em exploração

P.S. O título deve-se a uma incorrecção gramatical praticada quando eu era moço e aluno no Colégio Algarve (já agora nunca consegui chegar em nenhuma corrida em primeiro lugar nem nada que se parecesse, a probabilidade de chegar em último lugar com os meus colegas era de 100% e nem o meu irmão me "deixou" ganhar numa volta para aí com os seus 70m deu-me só 20 metros de abada (outro termo dessa época).

22 agosto, 2007

Joyent não não agradável como isso

Para não dizerem que só digo mal de sites portugueses aqui vai um pouco de vinagre sobre um site na berra da Web 2.0, o Joyent, com a seguinte pérola de usabilidade. No final de um texto promocional pedem ao visitante após o terem convencido a usar os seus serviços que ele carregue no botão grande de cor laranja à esquerda. Só que em vez de se ser enviado para a página de registo vai parar-se à página do prémio. Porquê, porque o botão que querem que seja carregado está no topo à esquerda em vez de meramente à esquerda. Bem o podiam repetir no fim do texto.

Quando se faz um sítio é necessário ter muito cuidado. Não devemos usar botões de cores similares (para mim a cor destes dois botões é perfeitamente indistinta embora saiba que são de cor diferente depois de verificar o seu valor numérico) e o nosso texto tem que ser ultracuidadoso (cuidado com a revisão) quando indica alguma acção. É assim que se pode perder umas lecas.

19 agosto, 2007

Follow up democracia

Algumas pessoas acham que os concursos públicos cá estão enviesados. Na minha entrada sobre democracia disse que não publico comentários com denúncias pessoais sobre comportamentos reprováveis. Claro que estava a dizê-lo para evitar que alguém resolvesse lavar roupa suja em praça pública sem substanciar a sua denúncia. Esta foi a razão que me levou a não publicar um comentário pródigo em «denúncias» que terminavam sempre por indicar "fontes" que não podia verificar. O tipo de comentário semelhante ao que Joe Clark tem na minha opinião uma tese muito bem suportada em relação a um concurso público para o desenvolvimento de um sítio web para a autoridade de transito de Toronto.

Eu já o acho há algum tempo algo deprimido talvez isto não o ajude.

Isto quer dizer-nos na prática que temos que ser mais rigorosos quando nos queixamos dos nossos governantes e ou organismos públicos, temos que ser mais esforçados na crítica e na sua sustentação.

Num concurso público aquilo que gostaria de poder ver seria como tinham sido escritos os documentos do concurso, lembro-me há uns anos ter tentado participar num concurso em que vinha uma fotocópia de um catálogo de um fabricante de determinado material com a indicação nas condições que não podiam ser apresentadas alternativas que não correspondessem exactamente ao solicitado, como se aquilo que fosse importante não fosse a finalidade do equipamento que se estava a tentar adquirir mas a marca e modelo do que se estava a adquirir.

Admito que haja sectores onde isso possa ter que ser feito, mas não conheço.

18 agosto, 2007

ODF ou OOXML ou os atrasos na adopção deste último

Uma discussão sobre a adopção do ODF vs OOXML surge no blogue do genni com comentários para todos os gostos.

17 agosto, 2007

Preguiçoso ou Trabalhador


class Empregado
  def emails
    @emails ||= []
  end
end

ou


class Empregado
  def initialize
    @emails = []
  end
end

A motivação para passar a iniciar cedo atributos (ser trabalhador) é a da legibilidade do código. A mudança de valor de atributos inicados tardiamente, à lá Calvin (ver imagem não é a que queria mas não tenho scanner para a que quero e não estou para ir procurar), ocorre no seu acesso. Os atributos iniciados tardiamente podem ser problemáticos para depurar porque o seu valor muda quando se lhes acede. Os atributos iniciados cedo iniciam os seus atributos no construtor da classe.

08 agosto, 2007

06 agosto, 2007

Ajaxulação

O melhor remédio para a ajaxulação é a abstinência.

05 agosto, 2007

Um sistema de comunicações para as comunidades imigrantes

Quando não se faz o trabalho de casa depois aparecem-nos coisas que queríamos ter indicado mas que não o fizemos por ignorância.

Não sabia que existia uma organização TSF à imagens dos médicos sem fronteiras para as telecomunicações. A TSF (não confundir com a rádio portuguesa) possui sistemas de telecomunicações por satélite que podem ser instaladas rapidamente em locais em crise como por exemplo no Perú após o terramoto de há poucos dias ou em Moçambique aquando das cheias.

Hoje em Portugal existe uma comunidade de pessoas vindas das mais diversas origens. Muitas dessas pessoas são de estratos económicos relativamente baixos.

Contudo quando chega o momento de comunicar com os seus entes queridos nos países de origem recorrem frequentemente ao uso de telemóvel tanto cá em Portugal como no respectivo país de origem.

Recorrem nesses países com frequência à partilha do terminal (vulgo do telemóvel). Esta forma de comunicação exige uma de duas coisas ou que a comunicação tenha sido previamente acordada e nesse caso o familiar estará na proximidade do terminal ou quando tal não suceda a um sistema de chamada em dois passos. No primeiro passo faz-se uma chamada que não se destina a falar mas a identificar quem quer falar e normalmente quem recebe saberá quem chamar sendo seguido do segundo passo para efectuar uma chamada para falar. Há claro outras alternativas como a de deixar recado.

Este sistema pode ser complementado com algo em que tanto na origem como no destino houvesse sistemas equipados com microfone, auscultadores e câmara, eventualmente um scanner e impressora (ou em alternativa um multifunções) que permitisse às pessoas não só falarem e escutarem mas também verem-se (algo que é importante numa comunicação para linguagem não vocal), copiarem e imprimirem documentos.

O sistema poderia não ser totalmente igual em todos os sítios.

Por exemplo, poderia haver num local um servidor que se encarregaria de fazer a ligação ao sistema de telecomunicações locais, alguns computadores do género do olpc, ou outros de baixo custo, distribuídos nas escolas. Em Portugal o sistema passaria por servidores asterisco e por PC (que não necessitam de ser o último grito tecnológico) equipados com software livre com capacidade de arrancarem a partir de CD ou de dispositivo USB instalados nas associações de imigrantes, ONGs ou outras agremiações de utilidade pública.

01 agosto, 2007

As mulheres e a tecnologia

Estava a pensar falar das mulheres que considero mais importantes para a evolução da ciência e da técnica, depois dessa nota, optei por falar de mulheres que me estão mais próximas.

A minha mãe actualmente com 78 anos normalmente ouve a sua música usando um leitor de mp3.

As minhas irmãs em alguns usos tecnológicos foram pioneiras cá em casa. A minha irmã Luísa foi emancipada para poder tirar a carta de condução, a minha irmã Teresa também a tirou nenhum de nós rapazes o fez (por puro comodismo claro).

A Luísa por razões profissionais tem que usar quotidianamente um portátil, uma trelamóvel e alguns outros artefactos tecnológicos. Habituou-se a usar a trela a par do portátil nas suas tarefas. Tirar fotografias enviá-las por mms ou passá-las para o computador. Ligar-se à VPN da empresa onde trabalhar quer pelo télele (que é uma verdadeira trela) quer pelo computador.

A Nazaré tem cerca de 50 anos. Nos seus tempos de docente de Alemão tinha por levava por vezes um leitor de cassetes para as suas aulas quando os seus colegas mal queriam ouvir falar de uma tecnologia que ultrapassa-se o giz e quando muito umas fotocópias.

A minha irmã mais nova foi a única que foi iniciada nas lides informáticas por mim. Ainda estávamos no tempo do DOS e dei-lhe uns rudimentos do excelente processador de texto WordPerfect. Uns meses depois apareceu-me com um manual para construção de expressões matemáticas de sua lavra.