Web,ruby, Ajax ou qualquer outra coisa que me venha a cabeça (com prioridade para esta última)

27 outubro, 2007

Indiferença

Há uns tempos o Carlos Serrão tinha falado de indiferença que parece cada vez mais imperar no mundo ocidental, perante a perca de direitos, a detenção de um jovem que estava a fazer uma pergunta (algo demorada com demasiadas nuances) a um candidato a candidato democrata (nos EUA) (em que a única reacção que conheço foi a de gravar imagens e colocar as mesmas à disposição do público em geral), a agressão do canalha em Barcelona à sul-americana no metropolitano enquanto falava ao telemóvel, não havendo qualquer reacção dos que os rodeavam ou ainda a ausência de comentários sobre o caso do egípcio que estava hospedado num hotel em 11 de Setembro onde um piloto se tinha esquecido de um rádio e que foi confrontado com as possibilidade de ver a sua família torturada no Egipto e acabou por confessar algo que não tinha feito (o piloto voltou mais tarde ao hotel à procura do seu rádio com capacidade de transmissão na banda usada em aviação comercial) e que passou a ser algo classificado.

Parece que realmente estamos cada vez mais fechados nos nossos umbigos.

Actualização - 8 de Novembro de 2007

Há ainda mais tempo após um jantar com alguns membros do Planet Geek vinha eu de boleia com um deles e dizia-me ele que isto da democracia por votação maioritária era muito aborrecido para quem é mais inteligente que a média pois levava a mandar quem para isso não estava preparado. Eu dei na altura uma de Churchill dizendo que a democracia era o pior de todos os sistema políticos que conhecia com a excepção de todos os outros já experimentados e que os sistemas políticos que são conduzidos por iluminados (por se assim se acharem) na prática são ditaduras ou para lá caminham (os exemplos são às mãos cheias Cuba, Paquistão, Egipto, Tunísia, Georgia, Angola, Arábia Saudita...). Disse-lhe ainda, julgo, que me parecia perigoso que uma pessoa inteligente ache que o seu voto possa valer mais do que o de uma pessoa menos inteligente (a inteligência tem várias valências e não é algo que se possa medir de forma fácil e universal. Ontem na Finlândia um extremista, destes, resolveu passar do pensamento à prática e matou colegas num liceu.

Uma das coisas que acho importante numa democracia é que as pessoas participem com as suas ideias (não me refiro a argumentos de café), que votem (mesmo que em branco), que no caso de se acharem preparadas para isso se candidatem aos diversos cargos nos diversos níveis de poder, que oiçam os argumentos das diversas partes eliminando a (grande) quantidade de ruído gerada. Que participem na fiscalização dos poderes com algo tão simples quanto um comentário num blogue ou tão elaborado como esta aplicação do google earth.

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